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segunda-feira, 23 de março de 2009

Guerra Colonial, 2ª Série, 1º Episódio

Foi transmitido o 1º Episódio da 2ª Série, na RTP.
Acabo de ler, também, os três primeiros livros colocados à venda da colecção "Guerra Colonial", da autoria de Matos Gomes e Aniceto Afonso.
Nestes últimos, ou nos vídeos da 1ª série, vi narrados factos de que não tinha, sequer, ouvido falar, passe o facto de ter vivido intensamente o conflito, por dentro e por fora, e conhecer bem os desempenhos quer das NT quer das chamadas tropas irregulares, como milícias e Grupos Especiais, em Moçambique.
Das acções "encapotadas" em territórios vizinhos (para além da ex-Rodésia) nunca vi ou ouvi nada, a não serem algumas escaramuças nas orlas fronteiriças, nem tão pouco me apercebi de qualquer referência nos sitreps e perintreps que, numa fase do meu serviço militar, lia regularmente.
A terem acontecido, foram mesmo muito bem "encapotadas", tanto as acções como as forças que as desenvolveram.
Continuo a pensar que cada um dos ex-combatentes teve a "sua" própria guerra.
E, sobretudo, que são os milicianos quem com mais realismo a podem descrever, considerando que, nos últimos 3/4 anos de luta, e continuo a reportar-me a Moçambique, a maioria dos oficiais do quadro, com excepção de alguns comandantes de unidades especiais, já se acantonavam nas cidades, em órgãos de comando superior, deixando aos primeiros a mata e o ónus da luta, e onde, no terreno, tudo se passava.
O que, de todo, não desvaloriza, no âmbito global, estes documentários, enquanto repositórios históricos, passe a visão subjectiva de comentadores e entrevistados.

domingo, 22 de março de 2009

Um nariz sem memória...

... ou de como a vitimização pode ser ridícula e falaciosa:




Até dá para entender das razões que "os" levam a não gostarem da TVI. Ninguém gosta que lhe retirem a máscara, muito menos num Baile de Carnaval Político, como este a que vamos assistindo num País de Paródia partidária!

sábado, 21 de março de 2009

A falta que fazem as barraquinha de tiro...



... da Feira Popular!

Num espaço entre dois pavilhões da Segurex2009, lá estava estacionada a carreira de tiro móvel da PSP. Um camião gigante que despertava o interesse de novos e idosos, sei lá se saudosos das tradicionais barraquinhas de tiro da "destruída" Feira Popular de Lisboa.
Centenas de visitantes acotovelavam-se em fila de espera para poderem entrar e terem o gozo de disparar uns "tirinhos" que as Relações Públicas daquela força de segurança proporcionavam a quem fizesse uma declaração prévia, por escrito, e se submetesse ao teste de alcoolemia.
Surpreendeu-me aquele furor, sobretudo nos jovens. E lembrei-me, então, a falta que fazem as típicas barracas de tiro, ali a Entrecampos.
E não pude deixar de recuar no tempo, até finais dos anos setenta, quando, acabado de regressar de Moçambique, em visita à Feira com a família, resolvi testar a pontaria.
Sem querer fazer vaidoso alarde das minhas qualidades de atirador, sei que em dez disparos com aquelas espingardas de pressão de ar (que eu conhecia por "mata-pássaros), fiz dez acertos e direito a outras tantas ginjas de prémio que o "barraqueiro" dos tiros foi dispondo em cima do balcão.
Não sendo, ao tempo, particular apreciador daquela bebida, tive que convidar os mirones que observavam para a "bebericagem", não me passando despercebido o esgar de desolação do homem da barraca, que esperava voltar a recarregar a garrafa do produto.
Que falta faz a velhinha Feira Popular!
Que jeito deu a carreira de tiro móvel àqueles jovens, e a alguns adultos, com propensão para carregarem no gatilho......... sei lá se para afugentarem ou abaterem o real fantasma da insegurança que grassa neste cantinho que já foi de paz e tranquilidade....

sexta-feira, 20 de março de 2009

A arma do crime...



.. que em Fevereiro de 1965, nos arredores de Olivença, vitimou Humberto Delgado.
É o revólver original, um Ruby de cano curto, que nos pode ter cerceado duma democracia mais "temporã". Ou não....
Foto de 20/3/2009.

quinta-feira, 19 de março de 2009

No mínimo, estranho!

Nunca tive simpatia por grupelhos extremistas que privilegiam a razão da força e da violência em prejuízo da força da razão.
Por mais nobres que sejam, em abstracto, os desígnios que os movem ou os valores que pretendem preservar ou dedender, em democracia não há lugar para fundamentalismos e recurso a meios ilegítimos para a luta por ideais.
Mário Machado,é a face mais visível dum desses movimentos, acusado de actos pelos quais não posso nutrir qualquer simpatia.
Como, do mesmo modo, não aprovo, nem apoio, outros grupelhos que se manifestam destruindo montras e carros ou ceifando campos de milho. Muito menos pela versão algarvia dos Hells Angels, provado que seja que alguns dos seus elementos recorreram ou praticam agressões, tráfico de droga e armas.
Num Estado de Direito, não há extremismos bons, nem de um vector nem de outro, muito menos quando o seu lema é a violência gratuita.
O que estranho, a serem fidedignas as notícias veiculadas pelos órgãos de comunicação social, é a detenção de Mário Machado, com negação do direito à imediata presença do seu advogado. Mais incrédulo, ainda, se a razão por aqueles trazida a público for a simples suspeita de agressão, sem que a hipotética vítima haja, por si ou interposta pessoa, tão pouco, apresentado queixa pelo facto.
Estranho mais, ainda, quando recordo os assassinos confessos que aguardam, na paz da sua residência, que os tribunais julguem os seus crimes. E, alguns deles, hediondos!....
Estará alguém interessado em fazer de Mário Machado um herói-mártir, o "Che Guevara" da extrema-direita portuguesa?

Ou a "história" da sua detenção, ocorrida ontem, tem outros contornos?
Estranho!

Eles comem tudo...eles comem tudo...


Insaciável é a fome pelo poder absoluto.

Que se cuidem com as congestões!

terça-feira, 17 de março de 2009

A "saga" educativa continua!



Aviso aos leitores: isto é uma anedota, qualquer semelhança com a nossa realidade escolar .....é pura coincidência (?):

O pai do Joãozinho ficou apavorado quando este lhe mostrou o boletim com as notas.
- Na minha época as notas baixas eram punidas com uma boa surra.
- Que bom, pai! E se, amanhã, fizéssemos uma espera ao professor na saída?

domingo, 15 de março de 2009

Honrar os mortos duma Pátria que...

... muitos vivos não têm sabido merecer!

Transcrevo do ForEver Pemba, do meu amigo Jaime Gabão, um tema que me toca...a mim e aos portugueses que ainda não perderam a honra e a memória!:

Soldados Portugueses mortos em África... Portugal promete reabilitar suas sepulturas.

(Imagem original daqui)

Por ter presenciado a realidade e factos tristes da guerra colonial portuguesa dos anos 60/70 em África onde inúmeros amigos e "camaradas de armas" pereceram sob ataques sempre traiçoeiros e covardes de terroristas, e que ficaram enterrados em diversos cemitérios das ex-colónias, venho acompanhando e destacando também neste blogue o descaso, a omissão infame das autoridades portuguesas ao longo do tempo, pois simples e vergonhosamente "esqueceram" seus heróis mortos na guerra colonial.

Entretanto, a sociedade lusa organizada em "grupos" atuantes de ex-combatentes, suas famílias e amigos, hoje participantes da globalização da informação e utilizando-se da penetração da internet junto da opinião pública mundial vêm ampliando protestos e exigindo cuidados, respeito e dignidade para com a memória e honra desses Heróis que não esquecemos enterrados em cemitérios distantes de sua Pátria de origem. O que está trazendo resultados de tal forma que acabo de ler aqui:

""11 de Março de 2009, 14:57 - Moçambique: Portugal vai reabilitar cemitérios militares nos PALOP - CEMGFA.

Portugal reabilitará, em breve, os cemitérios militares em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau, no âmbito de um projecto de preservação e valorização de sepulturas de ex-militares portugueses que morreram na guerra colonial.

Em declarações hoje à Lusa, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) português, Valença Pinto, afirmou que Portugal está a preparar projectos de restauro de cemitérios militares nos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), com destaque para Moçambique, Angola e Guiné-Bissau.

"Estamos agora a preparar projectos para recuperar cemitérios em Moçambique, na Guiné-Bissau e temos entendimentos crescentes com as autoridades angolanas para fazer o mesmo. E temos depois cemitérios mais pequenos e, porventura, mais fáceis de conservar em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste", disse Valença Pinto.

O CEMGFA, que iniciou terça-feira uma visita de cinco dias a Moçambique, prestou hoje homenagem aos militares portugueses enterrados no cemitério de Lhanguene, em Maputo, e destacou a "preocupação" portuguesa em reabilitar as suas sepulturas.

"Mas estes (cemitérios) de Moçambique, Guiné-Bissau e Angola, que são maiores, por razões históricas que já são conhecidas, justificam a nossa preocupação no respeito pela dádiva desses homens que morreram pela bandeira portuguesa", acrescentou.

O projecto de preservação e valorização dos cemitérios está a cargo das Forças Armadas, através da Liga dos Antigos Combatentes de Portugal, e é descrito como sendo "muito ambicioso".

O CEMGFA afirmou contudo que, por enquanto, o objectivo das Forças Armadas portuguesas restringem-se a conservação dos cemitérios militares e afastou a possibilidade de transladar os corpos dos soldados para Portugal.

"É um processo muito complexo o projecto de remoção e transladação de corpos de portugueses sepultados em cemitérios militares portugueses nos PALOP, pois já passaram 34 anos desde a independência destes Estados africanos", disse.

"Fazer remover estes corpos todos é um projecto muito custoso de ponto de vista financeiro", frisou.

Actualmente, algumas famílias ou pequenas comunidades portuguesas a que esses antigos militares pertenciam têm suportado individualmente os custos de transladação dos restos mortais para Portugal.

"Apesar da comparticipação de Portugal, não há, neste momento, nenhum projecto do Estado nesse sentido (transladação), ao contrário, o projecto de Estado é preservar os locais onde estão esses corpos", disse Valença Pinto.

Além de se deslocar ao cemitério de Lhanguene, o CEMGFA encontrou-se hoje com o seu homólogo moçambicano, Paulino Macaringue, e com o ministro da Defesa moçambicano, Filipe Nyussi, com quem discutiu a cooperação bilateral, considerando-a "muito frutuosa no interesse dos dois países".""
- MMT. - Lusa/SapoNotícias.

sábado, 14 de março de 2009

Natureza, Liberdade!...

Algumas das exclamações da Mariana, a menina da Pena, São Pedro do Sul, que é uma dos oito habitantes daquela aldeia de xisto, na Serra de São Macário.
E de Paz, acrescento eu, para uma outra menina de quem tive a honra de ser amigo e que é recordada, pelos meus filhos, como mais uma irmã que os deixou....e de quem se não esquecem.
Que a Beta continue a repousar em Paz, lá na Pena!...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Depois de um ano...

... teria que mudar alguma coisa ao que por aqui escrevi em Fevereiro de 2008 e trago à memória?:

Domingo, 24 de Fevereiro de 2008

Alice no País das Maravilhas...


Nós não vivemos num país em que:
- os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres;
- os políticos produzem legislação que os proteja dos seus desmandos e dos seus apaniguados;
- se protegem e apoiam os Bancos, as Sociedades Financeiras, as empresas especulativas, enquanto definham as pequenas e médias empresas produtivas;
- se pagam indemnizações, salários e reformas de luxo a gestores públicos, não poucas vezes acabados de largarem as cadeiras do Poder, enquanto se corta nas míseras pensões de quem trabalhou e produziu toda uma vida;
- se degrada a Educação, a Saúde, a Justiça, a Segurança, enquanto se afrontam os professores, se aviltam os funcionários públicos, se desautorizam as policias e as magistraturas e se encerram as estruturas de suporte àquelas áreas;
- se procura o equilíbrio financeiro à custa dos sacrifícios dos mais fracos.
- se.................................................................................................................................................

Nós vivemos naquele País a que a Alice nos transportou numa nuvem cor-de-rosa, no mesmo dia em que numa qualquer Patagónia os habitantes se alagavam nas sarjetas entupidas de incompetência, se afogavam nas margens de rios atulhados de incúria.
Vivemos no País das Maravilhas. O da Alice!

terça-feira, 10 de março de 2009

Sem peias, nem teias...

A visão de Medina Carreira da situação política, económica e social que vivemos é, como já nos habituou, de alguém que, não se preocupando com o "politicamente correto", provavelmente por não ter ambições políticas próximas ou medo de "perder o tacho", não se limita a fazer especulações retóricas. Ele fundamenta os seus pontos de vista, dá-lhes a substância dos números e dos factos concretos e, sobretudo, não tem medo da VERDADE!
E, habituados que estamos à falta de comentadores isentos, desassombrados e não condicionados, por mim, não perco uma palavra dos pensamentos que exprime, com a coragem de quem não tem rabos de palha, passados, nem se perfila para os ter no futuro!

domingo, 8 de março de 2009

Quem torto nasce...

...tarde ou nunca se endireita!

Ou, na gíria mais infantil......nos átrios das escolas: Magalhães,
perna torta
pai dos cães....


Já chegámos à Madeira?

E eu que não tenho qualquer interesse pessoal naquela Ilha, tipo restaurantes, hotéis ou quejandos, e nem tenho a dita de a conhecer, fiquei agradavelmente surpreendido com a beleza natural daquele pedaço luso, para lá do desenvolvimento estrutural que se pode perceber nas fotos que um familiar me facilitou, após uma curta visita de três dias.
É caso para valorizarmos o slogan "Vá para fora cá dentro"! E com o aperto orçamental que vivemos, não há melhores ocasiões para conhecermos melhor este Portugal a que teimamos em virar costas no Verão.


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sábado, 7 de março de 2009

EÇA, dixit...


«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.»

Cristo não era assim!


Logo pela manhã, fui confrontado por uma notícia que dava conta de que um Bispo brasileiro havia "excomungado" uma menina de nove anos e todos os que participaram ou consentiram no seu aborto, depois de ter engravidado por violação do padrasto!
Isto ultrapassa as raias da compreensão humana!
Estou à vontade para me pronunciar, porque fui, e sou, contra a Lei do Aborto, em cujo referendo votei contra. E fi-lo, e voltaria a faze-lo, em consciência, para além do mais, por entender que a lei já então vigente salvaguardava estas situações anómalas e de conflitos de valores, como violação, malformação do feto, perigo de vida para a mulher, entre outras situações.
Não posso, pois, compreender a atitude da Igreja Católica do Brasil e interrogo-me se Cristo, de quem dizem seguir o exemplo e ensinamentos, decidiria assim num caso desta natureza. Não creio.
Comportamentos deste jaez só desacreditam a Igreja e, não duvido, são contra os desígnios do seu primeiro Pastor!
Estes fundamentalismos anacrónicos desvirtuam a Fé dos Homens!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Sem comentários...


... mas com muita estupefacção e alguma revolta, limito-me a transcrever, com a devida vénia, pelo conteúdo, uma carta endereçada por um cidadão vouzelense ao Director do semanário da Região de Lafões "Notícias de Vouzela":

"Durante o dia, na televisão, tenho ouvido falar no Dia do Cancro da Mama, da Próstata, e do útero entre outros.
Acontece que em Janeiro de 2008 fui ao Hospital de Viseu com uma credencial para marcar uma consulta de Urologia.
No dia 27 de Janeiro de 2009, fui ao mesmo Hospital saber se ainda estava demorada a chamada para a consulta. Fui informado pela Senhora que estava na recepção que ainda estavam a chamar doentes de 2006.
Será que a Srª Ministra sabe disto?
Se não sabe, devia ser informada do mesmo, para que se não fizesse tanta propaganda sobre este assunto que me parece ser muito grave.
Cancro da mama, cancro da próstata, cancro do útero, etc...
E ter que se estar dois anos à espera de uma consulta!
Primeiro morre-se e depois é que se é chamado.
Senhora Ministra veja este estado de coisas, e depois chame os Hospitais à atenção para este estado de coisas que não deviam acontecer neste país."

Depois, zangam-se, quando alguém lhes estica o nariz!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Caso raro!


Nesta realidade de maioria absoluta arrogante, autoritária e intimidatória, salvo casos bem conhecidos de gente de boa fibra, o silêncio comprometido e a cega obediência aos "chefes" são as práticas a que vamos assistindo neste "Portugal Amordaçado" (o actual e não o do mentor da Rosa).
Um autarca eleito pelo partido no poder, contrariar essa norma que vai vingando, é caso raro. Ou o homem é corajoso ou não alimenta quaisquer ambições políticas futuras.
Leiam-se extractos das declarações deste edil ribatejano a um semanário e imagine-se, como se diz na gíria, o quanto o homem "está feito ao bife...."...da Rosa!

- Conheço famílias que andam há três meses a comer arroz e massa temperados com banha de porco" - "Nós cumprimentamos todos os dias essas pessoas, passam à nossa porta e não nos apercebemos das dificuldades por que estão a passar"
- "... o povo apenas serve para o voto, depois é ignorado";
- " (o governo socialista) ajuda os banqueiros e deixa o povo na miséria"

Foi-se o lugarzinho na lista, acabaram-se as boas graças do Partido, adeus pelouro, mas terá ficado a coragem e, mais do que isso, a honra, a verticalidade e, talvez, o perdão dos munícipes por o homem servir em nome de tão funesta Irmandade!

segunda-feira, 2 de março de 2009

O Apagão foi à "missa"...


...em que não comungaram Alegre e Cravinho, e em que todos os demais, com excepção de um anónimo, ajoelharam aos pés do incontestável Pastor, na que, alguém já disse, foi a missa de entronização do amado líder.
O evangelho leu-o Sócrates, do alto do seu púlpito, logo ao abrir do Congresso de Espinho, acenando com o tema da "Campanha Negra" e dos "ataques pessoais" de que se diz vítima.
Lançado o mote, estando maduro o trigo da seara eleitoral, os fervorosos servos que foram desfilando pelo palanque, continuaram na malhação.
Malharam nos jornais, malharam nas televisões, malharam na Direita, malharam na Esquerda, perante o júbilo do Santos dono do mangual que se viu guindado a lugar cimeiro do sacro-império da rosa.
E foi sempre a malhar, mesmo quando "forças ocultas", atacaram a solenidade dos devotos com um apagão que escureceu com mais breu a "campanha Negra" que os sinos não se cansaram de badalar...e repicar.
O grande líder sorria e confiava naquele rebanho que se mostrava rendido ao pastor absoluto que acabava de lhes servir o pasto da vitimização.
Estava escolhido o estandarte das hostes do império sacro-luso da rosa nas batalhas eleitorais que se avizinham, como, de há meses, se vinha pressentindo. A vitimização!
O País Real, esse, enquanto se decidiam das borras do Lino, do galo que gala o galo, da elegia poética aos lindos olhos da Edite, das juras de fidelidade eterna dos que já eram socráticos antes de Sócrates, vai desesperando por algo sério, para além da retórica propagandista e de falaciosas promessas, aguardando, impaciente, pelos próximos episódios da telenovela (ou tragédia?) nacional, acabado que está o solene Intervalo Publicitário de Espinho!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Falar verdade....

.....pelo menos uma vez na vida.....nem que seja no Carnaval!
(11º mandamento)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

É Carnaval....ninguém leva a mal!






Não que o caso tenha, em si, alguma relevância. Preocupados com assuntos bem mais sérios e angustiantes, a braços com duas crises, a interna desde os tempos de Guterres, continuada no interregno laranja e agravada com Sócrates, e a externa, desde há um ano, com o desmoronar do baralho financeiro mundial, bem que o episódio carnavalesco das terras saloias não merecerá o foco da nossa atenção.
Mas é Carnaval, e por isso mesmo, não fica mal tirar um pouco da máscara a este entrudo censório que se vem afirmando, de braço dado com a corrupção e outros superiores desmandos, no palco nacional.
Nem é tanto pela atitude do magistrado, sabe-se lá se apanhado no logro da bufice. Nem do retirar da tela do "Magalhães" aquelas pernocas desnudadas em "acto solene" pelo notificado Presidente da Câmara de Torres Vedras. Nem, muito menos, por imaginar o labor insano que teriam os nossos magistrados em apagar das televisões, dos jornais, das revistas, da Internet, aqueles nacos carnudos expostos em qualquer sítio, a qualquer hora, à voragem gulotona dos olhares de jovens e menos jovens!
O atentado ao pudor estaria nas pernocas ou no Magalhães?!
O que me pode provocar alguma azia é saber que esta prática tacanha e mesquinha da denúncia bufa está, no consulado socialista, a ganhar estatuto de direito consuetudinário, voltando, como noutros tempos, que ainda recordamos, a ser um meio lambuzento que bajuladores e arrivistas utilizam para agradar às chefias. É assim, e sobretudo, nos ambientes de trabalho em que incompetentes profissionais procuram suprir as lacunas da sua formação funcional, com a sua fidelidade canina aos Chefes, delatando, e mentindo muitas das vezes, os seus próprios colegas de trabalho.
E azia mais enervante por ter a percepção de que há espectros partidários que não se demarcam, publicamente, de tais práticas sabujas.
Não sei se estou a ser injusto, porque só os burros é que não mudam, mas, recuando umas décadas, estou a lembrar-me dos comissários ou dirigentes da Mocidade Portuguesa de três estabelecimentos de ensino que frequentei. Eram, como o contexto político de então lhes requeria, acérrimos defensores de tudo que ao Poder instituído respeitasse. Eram os olheiros atentos e dedicados informadores dos Directores escolares. Hoje, refiro-o por mera curiosidade, ou talvez não, assumem-se como ferrenhos e destacados militantes (penso que, dois deles, dirigentes concelhios) do Partido que, actualmente, nos governa! Meras coincidências?
E vou ficar por aqui, antes que os censores ou as toupeiras me esfarrapem e fique com uma bola de Berlim destapada, como o Ronaldo!


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

É esta a "campanha negra"?

Quem ouviu Sócrates vociferar, em pleno Parlamento, contra uma "campanha negra" e "ataques pessoais" a propósito dum cartaz em que os infantes do PSD lhe colocam um nariz de Pinóquio, ter-se-á, como eu, interrogado como andará a memória desta gente do partido no poder ao passar a esponja do tempo naqueles cartazes humorísticos, e não só, com que a máquina socialista atacava outros dirigentes partidários, duma forma assaz cruel, Santana Lopes, Paulo Portas e Durão Barroso!....
VITIMIZAÇÃO a quanto obrigas!
São os "poderes ocultos", são os fantasmas, os ovnis, as bruxas das sete saias.....que andam a tirar o sono ao nosso (des)governante?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Dois coelhos numa toca...




A propósito deste tema, que, ao que parece, é mais uma das promessas eleitorais de José Sócrates, fica-nos uma preocupação quanto à validade das metáforas de Louçã. Aquele líder partidário "doutrinava" que se duas notas de euros não procriavam, não aumentavam em número, já um casal de coelhos se multiplicaria.
A questão é saber se essa procriação também será produtiva na eventualidade dos dois membros do casal de coelhos serem do mesmo sexo!...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Fala quem sabe

Ontem à noite, num outro programa da SIC Notícias (vídeo ainda não disponível):

"... O Ministro da Justiça e os dois Secretários de Estado não têm vergonha nenhuma."

"Os políticos gostam de ter uma arma para o caso de outros falarem..."

"...essa coisa das preferência, prioridades, (
nas averiguações), é muito perigoso...pode acontecer que certos processos de alguém prescrevam...."

"... Corria com o Ministro e os seus Secretários de Estado....mandava-os dar um passeio para outro lado qualquer.....imediatamente...!

" O Estado de Direito já não existe!" -
Será esta a resposta à minha retórica interrogação no post que, ontem, deixei por aqui?

Mais declarações do ex-Bastonário da Ordem dos Advogados num outro programa da mesma estação televisiva:

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O que é isto?


Averiguações às averiguações, o SIS investiga, não investiga.........mas o que é isto?!
Decididamente, mais um processo politicamente inquinado!.... Foi-se, de vez, a pouca vergonha que ainda havia neste País acocorado.
Atente-se, só, nas conotações políticas dos que se dispuseram a cavar as trincheiras, a fazer o trabalho de sapa, com manobras de diversão e nenhum respeito pelos seus colegas empenhados na investigação, já com fortes razões para se sentirem pressionados...
Vivemos num Estado de Direito, em Democracia ou num País do Vale Tudo?!
E...até quando?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

É só "malhar"!


O Ministro Santos Silva, a quem já ouvi chamar de Ministro da Propaganda, numa reunião interna do seu partido (PS), para debate das moções a apresentar ao próximo Congresso daquela força partidária que nos (des)governa, afirmou que o que lhe dá maior prazer é "malhar" na oposição.
Espero que saiba manejar o malho da forma adequada. Que não se descuide e parta os dentes com o malho. Lá ficava o patrão a vender a banha da cobra sozinho!
Enquanto, isso, por terras alentejanas, este último, elegia o casamento entre homossexuais como uma das primordiais medidas governativas, acusando a oposição de não apresentar propostas, quando todos sabemos, porque vemos e ouvimos, que no Parlamento, o predilecto passatempo do partido do governo, é, por sistema, boicotar todas as propostas vindas quer do CDS, quer do PSD, quer do BE, quer do PC. Ainda que, algumas das vezes, as submeta à mesa como sendo de sua iniciativa.
O que fazer desta gente?
Levá-la à eira e dar-lhe com o mangual!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Aos Portugueses pode faltar....


....dinheiro, saúde e até amor.....mas de imaginação somos nós fartos!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Mais uma prova de vida.

Eu não sei em que Serviço Público tal é obrigatório, mas já ouvi falar de que há portugueses que, para poderem usufruir ou continuarem a beneficiar de certos subsídios, têm que fazer, regularmente, "prova de vida".
Não venho aqui em busca de um "matabicho" do género, apresento-me nas margens do Vouguinha tão só para registar que a minha alma de cidadão luso anda negra como a carvoaria da Siderurgia.. Uma alma envergonhada, esperando que nas salinas de Alcochete voltem a brilhar os brancos cristais do sal. Mas vivo....e penso!
E que, se os houverem, em todos aqueles que as conspurcaram, seja aplicado o inexorável ferrete de corruptos sem vergonha,os modernos vampiros das baladas do Adriano e do Zeca Afonso.
Que tudo se esclareça, sem dramas, mas com justiça verdadeira.....e implacável, se for caso disso, mas sem precipitadas acusações na praça pública.
Mas que, sobretudo, se deixem trabalhar os órgãos a quem essa missão está cometida, sem novelas de faca e alguidar e, também, sem veladas ameaças, ou manobras de diversão, que lhes tolham os movimentos.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Pela boa morre o peixe....

....ou o diamante da hipocrisia no seu estado mais puro...

Cavaco, a malhar em ferro frio?!


Mais do que a publicidade gratuita às lojas do Freeport que, ontem, continuou "em grande", das notícias dos já rotineiros assaltos, da já estafada e não conclusiva luta dos professores, do lençol declarativo de Dias Loureiro a propósito do caso BPN..., a mais valia da Terça-Feira chuvosa, foi, na minha perspectiva, mais um "recado" do PR à AR e ao Governo, no âmbito da cerimónia de abertura do Ano Judicial.
Nem discuto dos resultados palpáveis que as "chamadas de atenção" de Cavaco Silva possam colher, sabendo dos inócuos resultados dos seus anteriores apelos, limitado que está pelo estatuto das suas competências.
O que realço é a pertinência da preocupação que manifestou quanto à forma e ao conteúdo de que se reveste muita da legislação que se vai produzindo neste país. De facto, de há muito, vimos manifestando estranheza pela falta de senso, de clareza, de muitos diplomas legais, paridos em grande quantidade e sem a mínima qualidade.
Da minha experiência profissional, estou a lembrar-me dos dispositivos legais que regulavam (e regulam) o fabrico, comércio e utilização de explosivos e que, de tão vasta, complexa e, entre si, contraditória, não permitia, no terreno e na prática, qualquer regulação justa e equilibrada naquele sector.
Um exemplo menor, se atendermos às precipitadas e até, socialmente, perigosas, alterações às Leis Penais.
Não me alongo e limito-me a deixar por aqui alguns excertos do que já corre por aqui nestas águas do Vouguinha:

Em 18/3/2008:
"mas não deixo de me que questionar a propósito da leviandade com que se decide a produção de leis no nosso País. Num Estado que se pretende de Direito é fulcral que qualquer diploma regulador da vida em sociedade seja, previamente, discutido e ponderado, no sentido de se aquilatar da sua justeza e aplicabilidade.

Para esse desígnio, compete aos legisladores uma audição prévia da sociedade civil, com auscultação dos organismos e entidades abalizadas, que, mais de perto, lidam com as áreas em que se pretende legislar.

Tenho para mim que as Leis da Nação não podem ser, unicamente, imaginadas e produzidas na ignorante solidão de qualquer gabinete ministerial ou na inquietante chinfrineira dos claustros do Parlamento.

Para que possam ser exequíveis, respeitadas e aplicadas, sem tibiezas. E que a sua subjectividade, no conteúdo, mas, também, na forma, não possa ser uma arma apontada aos mais fracos e de cuja trajectória os mais fortes se possam esquivar por força dos descuidados, ou intencionais, articulados que as enformam.

A não ser assim, só nos resta a preocupação com a saúde do corpo do Estado de Direito, debilitado por sucessivos abortos legislativos, como é flagrante e preocupante exemplo o diploma que aprovou as alterações ao Código de Processo Penal.


Em 22/12/2008:
Num Estado que se proclama de Direito, há muito que urge que as leis sejam iguais para todos e que os emaranhados jurídicos tecidos com as últimas alterações ao Código de Processo Penal não sirvam para isso mesmo: dar trunfos a quem tem dinheiro para as delongas, os recursos, os apelos e quejandos, artifícios a que os economicamente menos poderosos não podem recorrer.
O Governo que dê exemplo, meios materiais e humanos para que Justiça que se prepare, sem demora, pois temo que a prolongar-se no tempo a sua incapacidade, esgotada a peculiar paciência do nosso Povo, cairá na rua o exercício do Direito.........e do Poder!



Em 14/1/2009:
Compete à primeira,(AR) isso sim, prestigiar a Magistratura e, sobretudo, aprovar leis exequíveis, para que esta possa servir-se das ferramentas adequadas e não de diplomas absurdos e contraditórios que façam da legislação portuguesa uma autêntica floresta de enganos.

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Se o PR fosse ferreiro, bem poderia dizer: para que estou eu aqui a malhar em ferro frio?!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Vamos lá então....


... a caminho de Alcochete.

Sem qualquer hipocrisia - uma ferramenta tão querida dos nossos políticos -, bem no íntimo, custa-me a crer que José Sócrates tenha, de forma intencional, directa e pessoal, a ver com as luvas que alguém terá calçado com a aprovação do Freeport.
O homem que eu, na sua faceta política, considero arrogante, picareta falante e de linguagem belicista, com uma postura nas raias do autoritarismo e com tiques narcisistas frequentes, pode ser um governante incompetente, mas, ou sou mesmo um ingénuo militante, ou não lhe reconheço qualquer perfil de corrupto.
E por menos simpatia que tenha pelo homem, não alinho, nem compreendo que alguém o faça, com teses de justiça de sarjeta, julgando por convicção própria ou porque entenda que o facto de se ser político tem implícita a falta de selo da honestidade.
A investigação está a decorrer e dispenso-me de reflectir sobre os factos concretos que vamos conhecendo através da comunicação social. Com maior ou menor dificuldade, os investigadores saberão estar à altura das suas responsabilidades, por mais limitados que sejam os meios técnicos e manterias que lhes são postos à disposição.
Mas,como alguns treinadores de futebol, a táctica de Sócrates, como reacção às notícias que lhe chamuscaram a imagem par via de familiares, foi a de que "a melhor defesa é o ataque". E não perdeu tempo: mal se terá apercebido de que as notícias eram irreversíveis e o caso ficaria com estatuto de nudismo público, reagiu, procurando a estratégia da vitimização, a tal árvore que tem produzido suculentos frutos para o partido da rosa.
Defender-se - sem que ninguém, oficialmente, o haja acusado -, acusando que alguém despoletou ou ressuscitou o caso Freeport para o prejudicar pela proximidade dos actos eleitorais,ao mesmo tempo que pedia celeridade da justiça, é que não faz mais sentido algum que não seja a aludida vitimização.
E porquê? Porque, nem a ele nem ninguém surpreenderá, a comunicação social informou, no caso vertente, de algo que já era facto real e concreto; a investigação já decorria quando os media (alguns) entenderam trazê-la a público. Como, aliás, trazem a público as notícias que os diversos departamentos governamentais lhes fornecem, com abundância, das propaladas "benfeitorias" governamentais.
A Comunicação Social, no seu todo, não tem contrato exclusivo com o Governo, nem pode ser uma versão alargada do Diário da República. Faz mesmo, mal ou bem, jornalismo de investigação, para desencanto de muitas esferas do Poder.
Sendo assim, o ataque de Sócrates quanto à "coincidência" das investigações com o ciclo eleitoral, só poderia ser dirigido ao Ministério Público, aos órgãos de investigação criminal. O que, no mínimo, seria uma pressão inconcebível, como inconcebível será exigir a esses órgãos celeridade nas investigações quando sabemos da propalada falta de meios do Ministério Público para a investigação dos crimes económicos e afins, nas palavras do próprio Procurador-Geral e duma certa fragilização dos meios e poderes da Policia Judiciária ocorrida nos últimos anos, segundo o seu porta-voz sindical. E é o Governo que chefia quem tem a responsabilidade de lhes fornecer esses meios!...
Andou mal, mais uma vez, o Primeiro Ministro, ao alinhar em mais uma teoria da conspiração, ao invés de aguardar, serenamente, pelas investigações e conclusão do inquérito.
Mais avisados estiveram, até agora, os partidos da oposição. Não se deixaram tentar pelo linchamento político do seu principal adversário, não fornecendo lenha para a fornalha da vitimização.
E, como sempre venho dizendo por aqui: deixem a Justiça trabalhar!