domingo, 8 de março de 2009
Quem torto nasce...
Ou, na gíria mais infantil......nos átrios das escolas: Magalhães,
perna torta
pai dos cães....
Já chegámos à Madeira?
É caso para valorizarmos o slogan "Vá para fora cá dentro"! E com o aperto orçamental que vivemos, não há melhores ocasiões para conhecermos melhor este Portugal a que teimamos em virar costas no Verão.
sábado, 7 de março de 2009
Cristo não era assim!

Logo pela manhã, fui confrontado por uma notícia que dava conta de que um Bispo brasileiro havia "excomungado" uma menina de nove anos e todos os que participaram ou consentiram no seu aborto, depois de ter engravidado por violação do padrasto!
Isto ultrapassa as raias da compreensão humana!
Estou à vontade para me pronunciar, porque fui, e sou, contra a Lei do Aborto, em cujo referendo votei contra. E fi-lo, e voltaria a faze-lo, em consciência, para além do mais, por entender que a lei já então vigente salvaguardava estas situações anómalas e de conflitos de valores, como violação, malformação do feto, perigo de vida para a mulher, entre outras situações.
Não posso, pois, compreender a atitude da Igreja Católica do Brasil e interrogo-me se Cristo, de quem dizem seguir o exemplo e ensinamentos, decidiria assim num caso desta natureza. Não creio.
Comportamentos deste jaez só desacreditam a Igreja e, não duvido, são contra os desígnios do seu primeiro Pastor!
Estes fundamentalismos anacrónicos desvirtuam a Fé dos Homens!
sexta-feira, 6 de março de 2009
Sem comentários...

... mas com muita estupefacção e alguma revolta, limito-me a transcrever, com a devida vénia, pelo conteúdo, uma carta endereçada por um cidadão vouzelense ao Director do semanário da Região de Lafões "Notícias de Vouzela":
"Durante o dia, na televisão, tenho ouvido falar no Dia do Cancro da Mama, da Próstata, e do útero entre outros.
Acontece que em Janeiro de 2008 fui ao Hospital de Viseu com uma credencial para marcar uma consulta de Urologia.
No dia 27 de Janeiro de 2009, fui ao mesmo Hospital saber se ainda estava demorada a chamada para a consulta. Fui informado pela Senhora que estava na recepção que ainda estavam a chamar doentes de 2006.
Será que a Srª Ministra sabe disto?
Se não sabe, devia ser informada do mesmo, para que se não fizesse tanta propaganda sobre este assunto que me parece ser muito grave.
Cancro da mama, cancro da próstata, cancro do útero, etc...
E ter que se estar dois anos à espera de uma consulta!
Primeiro morre-se e depois é que se é chamado.
Senhora Ministra veja este estado de coisas, e depois chame os Hospitais à atenção para este estado de coisas que não deviam acontecer neste país."
Depois, zangam-se, quando alguém lhes estica o nariz!
quinta-feira, 5 de março de 2009
Caso raro!
Nesta realidade de maioria absoluta arrogante, autoritária e intimidatória, salvo casos bem conhecidos de gente de boa fibra, o silêncio comprometido e a cega obediência aos "chefes" são as práticas a que vamos assistindo neste "Portugal Amordaçado" (o actual e não o do mentor da Rosa).
Um autarca eleito pelo partido no poder, contrariar essa norma que vai vingando, é caso raro. Ou o homem é corajoso ou não alimenta quaisquer ambições políticas futuras.
Leiam-se extractos das declarações deste edil ribatejano a um semanário e imagine-se, como se diz na gíria, o quanto o homem "está feito ao bife...."...da Rosa!
- Conheço famílias que andam há três meses a comer arroz e massa temperados com banha de porco" - "Nós cumprimentamos todos os dias essas pessoas, passam à nossa porta e não nos apercebemos das dificuldades por que estão a passar"
- "... o povo apenas serve para o voto, depois é ignorado";
- " (o governo socialista) ajuda os banqueiros e deixa o povo na miséria"
Foi-se o lugarzinho na lista, acabaram-se as boas graças do Partido, adeus pelouro, mas terá ficado a coragem e, mais do que isso, a honra, a verticalidade e, talvez, o perdão dos munícipes por o homem servir em nome de tão funesta Irmandade!
segunda-feira, 2 de março de 2009
O Apagão foi à "missa"...

...em que não comungaram Alegre e Cravinho, e em que todos os demais, com excepção de um anónimo, ajoelharam aos pés do incontestável Pastor, na que, alguém já disse, foi a missa de entronização do amado líder.
O evangelho leu-o Sócrates, do alto do seu púlpito, logo ao abrir do Congresso de Espinho, acenando com o tema da "Campanha Negra" e dos "ataques pessoais" de que se diz vítima.
Lançado o mote, estando maduro o trigo da seara eleitoral, os fervorosos servos que foram desfilando pelo palanque, continuaram na malhação.
Malharam nos jornais, malharam nas televisões, malharam na Direita, malharam na Esquerda, perante o júbilo do Santos dono do mangual que se viu guindado a lugar cimeiro do sacro-império da rosa.
E foi sempre a malhar, mesmo quando "forças ocultas", atacaram a solenidade dos devotos com um apagão que escureceu com mais breu a "campanha Negra" que os sinos não se cansaram de badalar...e repicar.
O grande líder sorria e confiava naquele rebanho que se mostrava rendido ao pastor absoluto que acabava de lhes servir o pasto da vitimização.
Estava escolhido o estandarte das hostes do império sacro-luso da rosa nas batalhas eleitorais que se avizinham, como, de há meses, se vinha pressentindo. A vitimização!
O País Real, esse, enquanto se decidiam das borras do Lino, do galo que gala o galo, da elegia poética aos lindos olhos da Edite, das juras de fidelidade eterna dos que já eram socráticos antes de Sócrates, vai desesperando por algo sério, para além da retórica propagandista e de falaciosas promessas, aguardando, impaciente, pelos próximos episódios da telenovela (ou tragédia?) nacional, acabado que está o solene Intervalo Publicitário de Espinho!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
É Carnaval....ninguém leva a mal!
Não que o caso tenha, em si, alguma relevância. Preocupados com assuntos bem mais sérios e angustiantes, a braços com duas crises, a interna desde os tempos de Guterres, continuada no interregno laranja e agravada com Sócrates, e a externa, desde há um ano, com o desmoronar do baralho financeiro mundial, bem que o episódio carnavalesco das terras saloias não merecerá o foco da nossa atenção.
Mas é Carnaval, e por isso mesmo, não fica mal tirar um pouco da máscara a este entrudo censório que se vem afirmando, de braço dado com a corrupção e outros superiores desmandos, no palco nacional.
Nem é tanto pela atitude do magistrado, sabe-se lá se apanhado no logro da bufice. Nem do retirar da tela do "Magalhães" aquelas pernocas desnudadas em "acto solene" pelo notificado Presidente da Câmara de Torres Vedras. Nem, muito menos, por imaginar o labor insano que teriam os nossos magistrados em apagar das televisões, dos jornais, das revistas, da Internet, aqueles nacos carnudos expostos em qualquer sítio, a qualquer hora, à voragem gulotona dos olhares de jovens e menos jovens!
O atentado ao pudor estaria nas pernocas ou no Magalhães?!
O que me pode provocar alguma azia é saber que esta prática tacanha e mesquinha da denúncia bufa está, no consulado socialista, a ganhar estatuto de direito consuetudinário, voltando, como noutros tempos, que ainda recordamos, a ser um meio lambuzento que bajuladores e arrivistas utilizam para agradar às chefias. É assim, e sobretudo, nos ambientes de trabalho em que incompetentes profissionais procuram suprir as lacunas da sua formação funcional, com a sua fidelidade canina aos Chefes, delatando, e mentindo muitas das vezes, os seus próprios colegas de trabalho.
E azia mais enervante por ter a percepção de que há espectros partidários que não se demarcam, publicamente, de tais práticas sabujas.
Não sei se estou a ser injusto, porque só os burros é que não mudam, mas, recuando umas décadas, estou a lembrar-me dos comissários ou dirigentes da Mocidade Portuguesa de três estabelecimentos de ensino que frequentei. Eram, como o contexto político de então lhes requeria, acérrimos defensores de tudo que ao Poder instituído respeitasse. Eram os olheiros atentos e dedicados informadores dos Directores escolares. Hoje, refiro-o por mera curiosidade, ou talvez não, assumem-se como ferrenhos e destacados militantes (penso que, dois deles, dirigentes concelhios) do Partido que, actualmente, nos governa! Meras coincidências?
E vou ficar por aqui, antes que os censores ou as toupeiras me esfarrapem e fique com uma bola de Berlim destapada, como o Ronaldo!


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
É esta a "campanha negra"?
VITIMIZAÇÃO a quanto obrigas!
São os "poderes ocultos", são os fantasmas, os ovnis, as bruxas das sete saias.....que andam a tirar o sono ao nosso (des)governante?
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Dois coelhos numa toca...

A propósito deste tema, que, ao que parece, é mais uma das promessas eleitorais de José Sócrates, fica-nos uma preocupação quanto à validade das metáforas de Louçã. Aquele líder partidário "doutrinava" que se duas notas de euros não procriavam, não aumentavam em número, já um casal de coelhos se multiplicaria.
A questão é saber se essa procriação também será produtiva na eventualidade dos dois membros do casal de coelhos serem do mesmo sexo!...
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Fala quem sabe
"... O Ministro da Justiça e os dois Secretários de Estado não têm vergonha nenhuma."
"Os políticos gostam de ter uma arma para o caso de outros falarem..."
"...essa coisa das preferência, prioridades, (nas averiguações), é muito perigoso...pode acontecer que certos processos de alguém prescrevam...."
"... Corria com o Ministro e os seus Secretários de Estado....mandava-os dar um passeio para outro lado qualquer.....imediatamente...!
" O Estado de Direito já não existe!" - Será esta a resposta à minha retórica interrogação no post que, ontem, deixei por aqui?
Mais declarações do ex-Bastonário da Ordem dos Advogados num outro programa da mesma estação televisiva:
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
O que é isto?

Averiguações às averiguações, o SIS investiga, não investiga.........mas o que é isto?!
Decididamente, mais um processo politicamente inquinado!.... Foi-se, de vez, a pouca vergonha que ainda havia neste País acocorado.
Atente-se, só, nas conotações políticas dos que se dispuseram a cavar as trincheiras, a fazer o trabalho de sapa, com manobras de diversão e nenhum respeito pelos seus colegas empenhados na investigação, já com fortes razões para se sentirem pressionados...
Vivemos num Estado de Direito, em Democracia ou num País do Vale Tudo?!
E...até quando?
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
É só "malhar"!

O Ministro Santos Silva, a quem já ouvi chamar de Ministro da Propaganda, numa reunião interna do seu partido (PS), para debate das moções a apresentar ao próximo Congresso daquela força partidária que nos (des)governa, afirmou que o que lhe dá maior prazer é "malhar" na oposição.
Espero que saiba manejar o malho da forma adequada. Que não se descuide e parta os dentes com o malho. Lá ficava o patrão a vender a banha da cobra sozinho!
Enquanto, isso, por terras alentejanas, este último, elegia o casamento entre homossexuais como uma das primordiais medidas governativas, acusando a oposição de não apresentar propostas, quando todos sabemos, porque vemos e ouvimos, que no Parlamento, o predilecto passatempo do partido do governo, é, por sistema, boicotar todas as propostas vindas quer do CDS, quer do PSD, quer do BE, quer do PC. Ainda que, algumas das vezes, as submeta à mesa como sendo de sua iniciativa.
O que fazer desta gente?
Levá-la à eira e dar-lhe com o mangual!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Mais uma prova de vida.
Não venho aqui em busca de um "matabicho" do género, apresento-me nas margens do Vouguinha tão só para registar que a minha alma de cidadão luso anda negra como a carvoaria da Siderurgia.. Uma alma envergonhada, esperando que nas salinas de Alcochete voltem a brilhar os brancos cristais do sal. Mas vivo....e penso!
E que, se os houverem, em todos aqueles que as conspurcaram, seja aplicado o inexorável ferrete de corruptos sem vergonha,os modernos vampiros das baladas do Adriano e do Zeca Afonso.
Que tudo se esclareça, sem dramas, mas com justiça verdadeira.....e implacável, se for caso disso, mas sem precipitadas acusações na praça pública.
Mas que, sobretudo, se deixem trabalhar os órgãos a quem essa missão está cometida, sem novelas de faca e alguidar e, também, sem veladas ameaças, ou manobras de diversão, que lhes tolham os movimentos.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Cavaco, a malhar em ferro frio?!

Mais do que a publicidade gratuita às lojas do Freeport que, ontem, continuou "em grande", das notícias dos já rotineiros assaltos, da já estafada e não conclusiva luta dos professores, do lençol declarativo de Dias Loureiro a propósito do caso BPN..., a mais valia da Terça-Feira chuvosa, foi, na minha perspectiva, mais um "recado" do PR à AR e ao Governo, no âmbito da cerimónia de abertura do Ano Judicial.
Nem discuto dos resultados palpáveis que as "chamadas de atenção" de Cavaco Silva possam colher, sabendo dos inócuos resultados dos seus anteriores apelos, limitado que está pelo estatuto das suas competências.
O que realço é a pertinência da preocupação que manifestou quanto à forma e ao conteúdo de que se reveste muita da legislação que se vai produzindo neste país. De facto, de há muito, vimos manifestando estranheza pela falta de senso, de clareza, de muitos diplomas legais, paridos em grande quantidade e sem a mínima qualidade.
Da minha experiência profissional, estou a lembrar-me dos dispositivos legais que regulavam (e regulam) o fabrico, comércio e utilização de explosivos e que, de tão vasta, complexa e, entre si, contraditória, não permitia, no terreno e na prática, qualquer regulação justa e equilibrada naquele sector.
Um exemplo menor, se atendermos às precipitadas e até, socialmente, perigosas, alterações às Leis Penais.
Não me alongo e limito-me a deixar por aqui alguns excertos do que já corre por aqui nestas águas do Vouguinha:
Em 18/3/2008:
"mas não deixo de me que questionar a propósito da leviandade com que se decide a produção de leis no nosso País. Num Estado que se pretende de Direito é fulcral que qualquer diploma regulador da vida em sociedade seja, previamente, discutido e ponderado, no sentido de se aquilatar da sua justeza e aplicabilidade.
Para esse desígnio, compete aos legisladores uma audição prévia da sociedade civil, com auscultação dos organismos e entidades abalizadas, que, mais de perto, lidam com as áreas em que se pretende legislar.
Tenho para mim que as Leis da Nação não podem ser, unicamente, imaginadas e produzidas na ignorante solidão de qualquer gabinete ministerial ou na inquietante chinfrineira dos claustros do Parlamento.
Para que possam ser exequíveis, respeitadas e aplicadas, sem tibiezas. E que a sua subjectividade, no conteúdo, mas, também, na forma, não possa ser uma arma apontada aos mais fracos e de cuja trajectória os mais fortes se possam esquivar por força dos descuidados, ou intencionais, articulados que as enformam.
A não ser assim, só nos resta a preocupação com a saúde do corpo do Estado de Direito, debilitado por sucessivos abortos legislativos, como é flagrante e preocupante exemplo o diploma que aprovou as alterações ao Código de Processo Penal.
Em 22/12/2008:
Num Estado que se proclama de Direito, há muito que urge que as leis sejam iguais para todos e que os emaranhados jurídicos tecidos com as últimas alterações ao Código de Processo Penal não sirvam para isso mesmo: dar trunfos a quem tem dinheiro para as delongas, os recursos, os apelos e quejandos, artifícios a que os economicamente menos poderosos não podem recorrer.
O Governo que dê exemplo, meios materiais e humanos para que Justiça que se prepare, sem demora, pois temo que a prolongar-se no tempo a sua incapacidade, esgotada a peculiar paciência do nosso Povo, cairá na rua o exercício do Direito.........e do Poder!
Em 14/1/2009:
Compete à primeira,(AR) isso sim, prestigiar a Magistratura e, sobretudo, aprovar leis exequíveis, para que esta possa servir-se das ferramentas adequadas e não de diplomas absurdos e contraditórios que façam da legislação portuguesa uma autêntica floresta de enganos.
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Se o PR fosse ferreiro, bem poderia dizer: para que estou eu aqui a malhar em ferro frio?!
domingo, 25 de janeiro de 2009
Vamos lá então....

... a caminho de Alcochete.
Sem qualquer hipocrisia - uma ferramenta tão querida dos nossos políticos -, bem no íntimo, custa-me a crer que José Sócrates tenha, de forma intencional, directa e pessoal, a ver com as luvas que alguém terá calçado com a aprovação do Freeport.
O homem que eu, na sua faceta política, considero arrogante, picareta falante e de linguagem belicista, com uma postura nas raias do autoritarismo e com tiques narcisistas frequentes, pode ser um governante incompetente, mas, ou sou mesmo um ingénuo militante, ou não lhe reconheço qualquer perfil de corrupto.
E por menos simpatia que tenha pelo homem, não alinho, nem compreendo que alguém o faça, com teses de justiça de sarjeta, julgando por convicção própria ou porque entenda que o facto de se ser político tem implícita a falta de selo da honestidade.
A investigação está a decorrer e dispenso-me de reflectir sobre os factos concretos que vamos conhecendo através da comunicação social. Com maior ou menor dificuldade, os investigadores saberão estar à altura das suas responsabilidades, por mais limitados que sejam os meios técnicos e manterias que lhes são postos à disposição.
Mas,como alguns treinadores de futebol, a táctica de Sócrates, como reacção às notícias que lhe chamuscaram a imagem par via de familiares, foi a de que "a melhor defesa é o ataque". E não perdeu tempo: mal se terá apercebido de que as notícias eram irreversíveis e o caso ficaria com estatuto de nudismo público, reagiu, procurando a estratégia da vitimização, a tal árvore que tem produzido suculentos frutos para o partido da rosa.
Defender-se - sem que ninguém, oficialmente, o haja acusado -, acusando que alguém despoletou ou ressuscitou o caso Freeport para o prejudicar pela proximidade dos actos eleitorais,ao mesmo tempo que pedia celeridade da justiça, é que não faz mais sentido algum que não seja a aludida vitimização.
E porquê? Porque, nem a ele nem ninguém surpreenderá, a comunicação social informou, no caso vertente, de algo que já era facto real e concreto; a investigação já decorria quando os media (alguns) entenderam trazê-la a público. Como, aliás, trazem a público as notícias que os diversos departamentos governamentais lhes fornecem, com abundância, das propaladas "benfeitorias" governamentais.
A Comunicação Social, no seu todo, não tem contrato exclusivo com o Governo, nem pode ser uma versão alargada do Diário da República. Faz mesmo, mal ou bem, jornalismo de investigação, para desencanto de muitas esferas do Poder.
Sendo assim, o ataque de Sócrates quanto à "coincidência" das investigações com o ciclo eleitoral, só poderia ser dirigido ao Ministério Público, aos órgãos de investigação criminal. O que, no mínimo, seria uma pressão inconcebível, como inconcebível será exigir a esses órgãos celeridade nas investigações quando sabemos da propalada falta de meios do Ministério Público para a investigação dos crimes económicos e afins, nas palavras do próprio Procurador-Geral e duma certa fragilização dos meios e poderes da Policia Judiciária ocorrida nos últimos anos, segundo o seu porta-voz sindical. E é o Governo que chefia quem tem a responsabilidade de lhes fornecer esses meios!...
Andou mal, mais uma vez, o Primeiro Ministro, ao alinhar em mais uma teoria da conspiração, ao invés de aguardar, serenamente, pelas investigações e conclusão do inquérito.
Mais avisados estiveram, até agora, os partidos da oposição. Não se deixaram tentar pelo linchamento político do seu principal adversário, não fornecendo lenha para a fornalha da vitimização.
E, como sempre venho dizendo por aqui: deixem a Justiça trabalhar!
sábado, 24 de janeiro de 2009
Humor de fim de semana!
É mesmo humor, bem disposto, porque o acidente não provocou vítimas e aviões há muitos e não sentem dor.
NSTB Investigation - Hudson River Aviation Incident!
Fotos das aves que derrubaram o US Airways!
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Castanholas de humor....ou nem tanto!
Estarão ambos a rasgar o Tratado assinado naquela cidade e em que foi reconhecida a Independência de Portugal?
Voltando ao sério (se é que estivemos a "brincar"!):
Sábado, 10 de Novembro de 2007
De Espanha....
Eu sei, pelas décadas já vividas, e muitos anos atentos, que só o simples facto de ilustrar o texto com esta primeira imagem poderá provocar comichosa sarna politica nalguns leitores que por aqui passem o olhar curioso.O simples evocar dum símbolo pátrio, despoleta essa, nem sempre sentida, raiva em mentes com esquerdistas complexos, em ex-fascistas convertidos, há trinta anos, em revolucionários sanhudos e em ressabiados apátridas.
Surpreendido fiquei ao não ouvir o eco dessas serôdias reacções quando os "Lobos" cantaram com garbo, e de garganta viva, o nosso Hino!

Não invento, ao afirmar que muitos dos intelectualóides que pululam por essa Esquerda rançosa não deixaram de os conotar com exacerbados nacionalistas ou perigosos atletas de Extrema Direita.
Qualquer incauto português que exalte os valores pátrios ou exorte os seus símbolos, sujeita-se a esse vulgar labéu!Aplicada que está a vacina contra esse surto epidémico, mas da moda, passo ao que ora interessa.
Já por aqui fui vertendo a opinião de que o nosso destino europeu é inevitável e não há mesmo como retroceder. Entrámos num barco sem retorno e nem o risco corremos de sermos atirados borda fora.
Estamos de corpo todo na grande sociedade europeia e cumpre-nos acompanhar e participar na marcha do grupo.
Isso implica, como é inexorável e de honra, que, enquanto membro, de plenos direitos e deveres, da União Europeia tenhamos que cumprir as normas decididas e aprovadas pelo conjunto das nações que a integram, nos planos político, económico e social.
Mas, também, sabemos que numa União de Estados, todos estamos subordinados ao "todo" e a nenhum Estado em especial, subalternizado por qualquer dos membros que a integram.
E é neste pormenor, ou nem tanto, que a nossa ancestral subserviência me parece vir aflorando, remetendo-nos ao velhinho trauma de menoridade.
Menoridade ou outros obscuros interesses grupais que, por decisões, ou indecisões, ao mais alto nível dos políticos, vão permitindo que os nossos vizinhos espanhóis se arroguem do, não menos antigo, tique de paternalistas.
E, os que têm estado atentos não deixarão de perceber que os interesses políticos, económicos e, até, territoriais de Espanha, se estão a sobrepor aos desígnios do nosso País.
São as grandes empresas espanholas, com os centros de decisão para lá da fronteira, a controlarem a nossa actividade produtiva, com domínio substancial na área da Indústria, na área do Comércio e, até, na área do fabrico e comércio de explosivos civis. O que, como é óbvio, só será possível com a conivência de grandes "vultos" da nossa Praça!
E, parece já estar em marcha, a fase de apropriação de território, quando nos é dado conhecer que instituições bancárias, de capitais públicos espanhóis, acenam aos "nuestros hermanos" com empréstimos de juros baixos, simbólicos, desde que o capital seja aplicado na compra de herdades no Alentejo ou terrenos da serra algarvia!
A pressão é ora mais avassaladora e não lhes estará a faltar o apoio e incentivo por parte dos nossos timoneiros. Como se o almejado controlo ainda não fosse total, o factor IVA vem-se encarregando do resto: as zonas raianas de Portugal, de há anos a esta parte, estão, economicamente, à mercê de Espanha. É lá que engordam a bolsa dos nossos vizinhos, na aquisição de produtos que, deliberadamente ou não, o nosso IVA encarece!
Diria que esta realidade até nem seria trágica se viesse a ser a saída da míngua a que o Povo Português vai sendo votado, mas sabemos que o não é nem será. Quanto muito, será um chorudo amealhar de capitais para meia dúzia de judas portugueses "espertalhões" que de tudo isto beneficiam com o bolo da traição.
Delirante a perspectiva a que acabei de tentar dar expressão? Será.....mas não mais que a aventada por um dos, no início do texto, aludidos intelectuais, o Nobel Saramago!
Alguma atenção e o futuro próximo se encarregarão de aclarar este meu ponto de vista. E, espero bem, ter lido mal os sinais!...
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
O discurso de Obama!
O ódio que destilam é personificado nos dirigentes daquela grande potência mundial, sejam eles quem forem, mas o que esses sectores abominam mesmo é o sistema político dos Estados Unidos da América.
Não apoiamos, mas compreendemos e sabemos bem as razões que os impelem ao asco.
O que eles detestam é a Democracia e a Liberdade, estejam elas onde estiverem...
Temos pena, mas é assim!
Vamos ao discurso de Obama, na tomada de posse:

Prezados concidadãos:
Eu me apresento aqui hoje com humildade pela tarefa diante de nós, grato pela confiança que vocês depositaram em mim, ciente dos sacrifícios feitos por nossos ancestrais. Eu agradeço ao presidente Bush por seu serviço a nossa Nação, assim como pela generosidade e cooperação que demonstrou durante essa transição.
Quarenta e quatro americanos prestaram o juramento presidencial. Palavras pronunciadas durante ondas de prosperidade e as águas plácidas da paz. Mas, às vezes, o juramento é feito em meio a nuvens pesadas e violentas tempestades. Nesses momentos, a América seguiu adiante não apenas pela habilidade ou visão daqueles no poder, mas por causa de nós, o povo, que permanecemos fiéis aos ideais de nossos fundadores, e fiéis aos nossos documentos de fundação.
E assim tem sido. E assim deve ser com essa geração de americanos.
Que estamos no meio de uma crise, isso está entendido. Nossa nação está em guerra contra uma rede extensa de violência e ódio. Nossa economia está enfraquecida em consequência da ambição e da irresponsabilidade da parte de alguns, mas também por nossa falha coletiva ao fazer as escolhas necessárias para nos preparar para uma nova era. Lares foram perdidos; trabalhos, desfeitos; negócios, fechados. Nosso sistema de saúde é muito caro; nossas escolhas têm problemas; e cada dia há mais evidências de que a forma com que usamos a energia fortalece nossos adversários e ameaça nosso planeta.
Esses são os indicadores de uma crise, objeto de dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo é o esgotamento da confiança através de nossa terra - o medo de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve abaixar seu olhar.
Hoje eu digo a vocês que os desafios que temos pela frente são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão vencidos facilmente ou num curto espaço de tempo. Mas saiba disso, América: eles serão vencidos.
Hoje, nós nos reunimos porque escolhemos a esperança em detrimento do medo, um objetivo comum em detrimento do conflito e da discórdia.
Hoje, nós vamos proclamar o fim das queixas mesquinhas e das promessas falsas, de recriminações e dogmas velhos, que por tempo demais estrangularam nossa política.
Nós continuamos uma nação jovem, mas, citando as Escrituras, "chegou o momento de deixar de lado as coisas pueris". Chegou o momento de reafirmar nosso espírito duradouro; de escolher nossa melhor história, de levar este precioso dom, esta nobre idéia, passada de geração para geração: a promessa divina de que somos todos iguais, somos todos livres, e merecemos todos uma chance de buscar a felicidade total.
Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, nós entendemos que a grandeza jamais é dada. Ela precisa ser conquistada. Nossa jornada nunca foi de atalhos ou falta de esforço. Não foi um caminho para os corações fracos, para aqueles que preferem o lazer ao trabalho, ou para aqueles que buscam apenas os prazeres da riqueza e da fama. Ao contrário, foi o caminho daqueles que se arriscam, dos que fazem, dos que constróem as coisas - alguns, celebrados, mas, com mais freqüência, homens e mulheres ocultos em seus trabalhos, que nos carregaram por todo o longo e difícil caminho em direção à properidade e à liberdade.
Por nós, eles fizeram a mala com suas poucas posses terrenas e cruzaram os oceanos em busca de uma nova vida.
Por nós, eles trabalharam arduamente e colonizaram o oeste; suportaram a correia do chicote e araram a terra dura.
Por nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg; na Normandia e em Khe Sanh.
Continuamente, esses homens e mulheres se sacrificaram e trabalharam até que suas mãos criassem calos, para que pudéssemos viver uma vida melhor. Eles viram a América maior do que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de berço ou riqueza ou facção.
Esta é a jornada que continuamos hoje. Continuamos a ser a mais próspera e poderosa nação da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que eram quando essa crise começou. Nossas mentes não são menos criativas, nossos bens e serviços não são menos necessários do que eram na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade permanece a mesma. Mas o tempo de ficarmos apáticos, de protegermos interesses pequenos e dissimularmos decisões desagradáveis - este tempo certamente passou. Começando hoje, devemos nos reerguer, sacudir a poeira, e começar de novo o trabalho de refazer a América.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Quem sabe.....
sábado, 17 de janeiro de 2009
Estou condenado a.....
Ora, a propósito da acusação que MFL faz de que Sócrates, ou o Governo, teria mandado um jornalista da Lusa, a Agência de Comunicação pública, e por todos nós sustentada, para, junto dos socialistas espanhóis, fazer "queixinhas" por aquela líder da oposição não apoiar o TGV.
A ser verdade, para além de ser mais uma para o anedotário nacional, um trabalhinho de mais uma toupeira, o acto em si nem me chega a irritar. Provoca-me um riso amarelado, ao pensar no medo que os zapateiros espanhóis podem provocar nos portugueses que não aprovam o avião terrestre que se prevê trazer meia dúzia de espanholas desde a raia para curtirem nas Docas de Lisboa!
E vem acima:
Terça-feira, 18 de Novembro de 2008
As toupeiras

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Bem actual...
(Não que não tenha muitos temas para reflexão. A audição de Cadilhe no Parlamento, dava pano para muitos lençóis de casal. Quanto a esse tema vou ficar aguardando que a Procuradoria da República tenha por lá pessoal atento e que, sobretudo, tenha coragem para esmiuçar, até às entranhas, as patifarias em torno do caso BPN. Alguém acreditará, sobretudo depois da audição de ontem, que é só Oliveira e Costa o mau da fita? Sei que não! Tenho para mim que, se um dia a verdade, neste caso, fosse como o azeite, teríamos um escândalo com mais mais radiações e estrondo que a "bomba atómica" a que Cailhe aludiu. )
Retomando, então, pela actualidade:
Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008
A crise e as obras
Até aqui, concordo com a intenção do Governo em não desistir, em absoluto, das obras.
As minhas dúvidas situam-se, neste contexto, a nível da necessidade, e dos espectáveis futuros proveitos para o País, da construção da via para o TGV. É a nível deste investimento que, na minha perspectiva, se deve centrar, de novo, a oposição no Parlamento, para além dum aberto e esclarecedor debate na sociedade civil.
E, simultaneamente, exigir dos governantes, uma explicitação clara e concisa, acerca de como, quando e quem, e em que condições contratuais, as obras vão ser realizadas. É justo, e imprescindível, que os portugueses saibam quando e a quem terão, num futuro mais próximo ou afastado, de pagar a factura dessas obras.
Para que, a exemplo do que vem sucedendo, gerações futuras não tenham que pagar a empresas (com administradores escolhidos a dedo), as facturas de obras que os decisores do poder, no tempo que politicamente lhes convinha, entenderam contratar e pôr em execução.
Gato escaldado........
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Humor ministeriável

Solicita-se ao senhor gatuno que surripiou o valioso casaco do ministro Mariano Gago, o favor de o devolver com urgência!
Estamos em pleno Inverno, com uma temperatura em Lisboa que não ultrapassa os 10º , o que pode fazer perigar a saúde daquele membro do governo.
O homem não pode andar por aí em camisa!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Ainda as Comissões de Inquérito
Venho, sim, reforçar a ideia da falácia e até da inconveniência das denominadas "comissões de inquérito" promovidas pela Assembleia da República. Sobretudo, quando colidem, ou concorrem, com as investigações que decorrem no âmbito dos Tribunais.
Se a nossa Democracia tem que ser enobrecida, mais do que ninguém, pelos políticos que nela são protagonistas, muito ela terá a ganhar se forem respeitados os campos de actuação das instituições do Estado. E o que vemos é a politização, e, em alguns casos, a partidarização da vida nacional, do funcionamento dos seus órgãos o que, desacreditando a democracia, oferece solo fértil para que germinem atropelos e desmandos de toda o ordem.
Volto a repetir o velho provérbio: Cada macaco no seu galho!
E a puxar acima o que, sobre o assunto, por aqui escrevi em 22 de Novembro de 2007, sublinhando as partes mais pertinentes para o caso:
Sábado, 22 de Novembro de 2008
Comissões de Inquérito
Enquanto alguns partidos com assento parlamentar tentaram viabilizar esse seu desiderato, a maioria socialista inviabilizou-o, alegando que a sua presença naquele órgão institucional seria considerada uma ingerência nos assuntos da Justiça.
O que, registo-o, até foi uma posição assertiva, considerando a justificação utilizada.
Espanta-me - ou nem tanto -, é a mesma bancada socialista no Hemiciclo a exigir a comparência do Procurador-Geral da República, precisamente para dar explicações sobre o mesmo caso escaldante, sabendo todos que, assim que o homem abrir a boca para falar do BPN, estará, ainda que sem intenção, a revelar pormenores da investigação. De contrário, só entrando mudo e sair calado!
E surgem as interrogações acerca dos motivos que levam o partido no poder a usar de dois pesos e duas medidas, mais depressa do que um macaco demora a coçar o rabo!
Incoerência? Uma agenda muito própria da bancada PS?
Só eles poderão responder.
A nós, o direito de desconfiar, mais uma vez, da bondade das decisões destes senhores absolutos do Parlamento.
Ainda relacionado com o caso BPN, admitindo, até, que o hajam feito com louváveis propósitos, veio o CDS propor a instauração dum inquérito parlamentar a este escândalo financeiro.
E o meu espanto, desta feita, não é tanto por qualquer incoerência. Apoia-se na convicção, que se foi sedimentando ao longo de muitos anos, de que os resultados palpáveis das comissões de inquérito, e foram muitas, empreendidas pela AR, na sua esmagadora maioria, mais não foram que pinhões chochos. Inócuas, logo inúteis.

Não esquecemos, ainda, "o Caso Sá Carneiro". Comissões sobre Comissões, centenas de audições, e tudo se foi arrastando, penosamente, ao longo dos anos sem que os eleitos tenham apresentado junto do povo que representam algum resultado concreto.
Já lá vai mais de um quarto de século desde o funesto acidente/crime e, a par da mortalha que cobriu aquele estadista e seus companheiros de infortúnio, um nebuloso manto de dúvidas e legítimas desconfianças continua a camuflar toda a verdade dos factos.
Sendo assim, a instituição Assembleia, mais não deve que deixar a instituição Justiça desenvolver, sem empecilhos inúteis ou ingerências embaraçosas, o seu trabalho de investigação e , sempre que for caso disso, de punição dos criminosos comprovados.
Compete à primeira, isso sim, prestigiar a Magistratura e, sobretudo, aprovar leis exequíveis, para que esta possa servir-se das ferramentas adequadas e não de diplomas absurdos e contraditórios que façam da legislação portuguesa uma autêntica floresta de enganos.
No caso BPN e em todos os que vierem a ser despoletados, muito especialmente nos de colarinho branco, que sejam os órgãos competentes, sem dúbias intromissões, a investigar a verdade dos factos, se por mais não for, para que não surjam as tão badaladas teorias da conspiração.
Ou melhor, e como bem diz o Povo: Cada macaco no seu galho!
B.A.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Fala ou não fala, Marieta?!

A líder do maior partido da Oposição, Manuela Ferreira Leite, desafiou o do partido no Poder, para um debate público, em que fosse discutida a situação económica do país e as medidas propostas para combater a crise.
Pinto de Sousa, do alto da sua arrogante maioria absoluta, não aceitou o repto, em contraponto com o virtuosismo do diálogo, prática que a máquina partidária que lhe é afecta tanto apregoa e diz estimar!...
Como, imagino, o não aceitaria de qualquer dos líderes dos outros oposicionistas do espectro partidário.
Expor-se ao, mais que provável, desacreditar das suas mezinhas e genéricos para combater o vírus da recessão, não será, de todo, do seu agrado, tanto mais que, para já, não terá necessidade alguma de debates para aparecer onde, quando e como, entender, nas televisões e vender a imagem a seu bel-prazer!...
Sobretudo na Pública, onde, ao que ouvimos, até o seu séquito ministerial "combina" com os repórteres os temas e as questões que se lhe podem ser formuladas!
Outro tempo, não distante, virá. As vontades mudarão.
A previsão fica, desde já, por aqui.( Por mim, ficarei de pé, aguardando num qualquer apeadeiro deste Vouguinha):
Assim que for dado o tiro de partida para as campanhas eleitorais que se avizinham, vê-lo-emos sedento dos holofotes, ele e todo o seu vasto aparelho de propaganda, correndo para as câmaras a debitar mais um caudal de falsas promessas e distribuindo gratuitas ilusões. Então, sim, aceitará todos os debates, nem que o repto lhe seja feito pelo arrumador de carros das Amoreiras.
Por enquanto, não é preciso, canta de poleiro!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Bem eu queria...
...não bater mais no "ceguinho" arrogante, mas ele não pára de nos desferir bengaladas!
Enquanto os alunos tremem de frio por essas escolas do interior; os assaltos a bancos, ourivesarias, multibancos, restaurantes e farmácias, continuam em ritmo acelerado, fazendo disparar o clima de insegurança; os vírus atacam a P.J.; profissionais do crime, useiros e vezeiros em delitos com violência, aguardam pelos julgamentos em liberdade, com o aval do execrável Código que os protege em desfavor das vítimas; os B.I. portugueses falsos, passam de mão em mão por essa Europa fora; a polémica avaliação dos professores é salva por um só voto no Parlamento; 20.000 empresas, pequenas e médias, abrem falência, remetendo para o desemprego milhares de trabalhadores, sem que o auto proclamado Salvador dos grandes empresários lhes acuda; enquanto o Primeiro promete desafogo aos portugueses e as famílias se afogam num mar de endividamento; nos EUA, o berço da nova crise financeira, da global que a nossa já tem barbas, seguido dos principais países europeus, se baixam os impostos que mais delapidam os débeis orçamentos familiares, para que não se sacrifiquem, ainda mais, os cidadãos, por cá assobia-se para o lado e nega-se a recessão.
Enquanto............, o aparelho partidário que domina os poderes executivo e legislativo deste País se lançou já em, furiosa, descarada e precoce campanha eleitoral, com as máquinas de propaganda já em velocidade de auto estrada, assustando e encostando os portugueses à parede, e lhes exige, com muito descaramento e vergonha nenhuma, uma maioria absoluta, vemos um Povo acabrunhado, de costas ao léu, pondo-se a jeito para receber mais umas bengaladas!...






