sábado, 24 de janeiro de 2009
Humor de fim de semana!
É mesmo humor, bem disposto, porque o acidente não provocou vítimas e aviões há muitos e não sentem dor.
NSTB Investigation - Hudson River Aviation Incident!
Fotos das aves que derrubaram o US Airways!
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Castanholas de humor....ou nem tanto!
Estarão ambos a rasgar o Tratado assinado naquela cidade e em que foi reconhecida a Independência de Portugal?
Voltando ao sério (se é que estivemos a "brincar"!):
Sábado, 10 de Novembro de 2007
De Espanha....
Eu sei, pelas décadas já vividas, e muitos anos atentos, que só o simples facto de ilustrar o texto com esta primeira imagem poderá provocar comichosa sarna politica nalguns leitores que por aqui passem o olhar curioso.O simples evocar dum símbolo pátrio, despoleta essa, nem sempre sentida, raiva em mentes com esquerdistas complexos, em ex-fascistas convertidos, há trinta anos, em revolucionários sanhudos e em ressabiados apátridas.
Surpreendido fiquei ao não ouvir o eco dessas serôdias reacções quando os "Lobos" cantaram com garbo, e de garganta viva, o nosso Hino!

Não invento, ao afirmar que muitos dos intelectualóides que pululam por essa Esquerda rançosa não deixaram de os conotar com exacerbados nacionalistas ou perigosos atletas de Extrema Direita.
Qualquer incauto português que exalte os valores pátrios ou exorte os seus símbolos, sujeita-se a esse vulgar labéu!Aplicada que está a vacina contra esse surto epidémico, mas da moda, passo ao que ora interessa.
Já por aqui fui vertendo a opinião de que o nosso destino europeu é inevitável e não há mesmo como retroceder. Entrámos num barco sem retorno e nem o risco corremos de sermos atirados borda fora.
Estamos de corpo todo na grande sociedade europeia e cumpre-nos acompanhar e participar na marcha do grupo.
Isso implica, como é inexorável e de honra, que, enquanto membro, de plenos direitos e deveres, da União Europeia tenhamos que cumprir as normas decididas e aprovadas pelo conjunto das nações que a integram, nos planos político, económico e social.
Mas, também, sabemos que numa União de Estados, todos estamos subordinados ao "todo" e a nenhum Estado em especial, subalternizado por qualquer dos membros que a integram.
E é neste pormenor, ou nem tanto, que a nossa ancestral subserviência me parece vir aflorando, remetendo-nos ao velhinho trauma de menoridade.
Menoridade ou outros obscuros interesses grupais que, por decisões, ou indecisões, ao mais alto nível dos políticos, vão permitindo que os nossos vizinhos espanhóis se arroguem do, não menos antigo, tique de paternalistas.
E, os que têm estado atentos não deixarão de perceber que os interesses políticos, económicos e, até, territoriais de Espanha, se estão a sobrepor aos desígnios do nosso País.
São as grandes empresas espanholas, com os centros de decisão para lá da fronteira, a controlarem a nossa actividade produtiva, com domínio substancial na área da Indústria, na área do Comércio e, até, na área do fabrico e comércio de explosivos civis. O que, como é óbvio, só será possível com a conivência de grandes "vultos" da nossa Praça!
E, parece já estar em marcha, a fase de apropriação de território, quando nos é dado conhecer que instituições bancárias, de capitais públicos espanhóis, acenam aos "nuestros hermanos" com empréstimos de juros baixos, simbólicos, desde que o capital seja aplicado na compra de herdades no Alentejo ou terrenos da serra algarvia!
A pressão é ora mais avassaladora e não lhes estará a faltar o apoio e incentivo por parte dos nossos timoneiros. Como se o almejado controlo ainda não fosse total, o factor IVA vem-se encarregando do resto: as zonas raianas de Portugal, de há anos a esta parte, estão, economicamente, à mercê de Espanha. É lá que engordam a bolsa dos nossos vizinhos, na aquisição de produtos que, deliberadamente ou não, o nosso IVA encarece!
Diria que esta realidade até nem seria trágica se viesse a ser a saída da míngua a que o Povo Português vai sendo votado, mas sabemos que o não é nem será. Quanto muito, será um chorudo amealhar de capitais para meia dúzia de judas portugueses "espertalhões" que de tudo isto beneficiam com o bolo da traição.
Delirante a perspectiva a que acabei de tentar dar expressão? Será.....mas não mais que a aventada por um dos, no início do texto, aludidos intelectuais, o Nobel Saramago!
Alguma atenção e o futuro próximo se encarregarão de aclarar este meu ponto de vista. E, espero bem, ter lido mal os sinais!...
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
O discurso de Obama!
O ódio que destilam é personificado nos dirigentes daquela grande potência mundial, sejam eles quem forem, mas o que esses sectores abominam mesmo é o sistema político dos Estados Unidos da América.
Não apoiamos, mas compreendemos e sabemos bem as razões que os impelem ao asco.
O que eles detestam é a Democracia e a Liberdade, estejam elas onde estiverem...
Temos pena, mas é assim!
Vamos ao discurso de Obama, na tomada de posse:

Prezados concidadãos:
Eu me apresento aqui hoje com humildade pela tarefa diante de nós, grato pela confiança que vocês depositaram em mim, ciente dos sacrifícios feitos por nossos ancestrais. Eu agradeço ao presidente Bush por seu serviço a nossa Nação, assim como pela generosidade e cooperação que demonstrou durante essa transição.
Quarenta e quatro americanos prestaram o juramento presidencial. Palavras pronunciadas durante ondas de prosperidade e as águas plácidas da paz. Mas, às vezes, o juramento é feito em meio a nuvens pesadas e violentas tempestades. Nesses momentos, a América seguiu adiante não apenas pela habilidade ou visão daqueles no poder, mas por causa de nós, o povo, que permanecemos fiéis aos ideais de nossos fundadores, e fiéis aos nossos documentos de fundação.
E assim tem sido. E assim deve ser com essa geração de americanos.
Que estamos no meio de uma crise, isso está entendido. Nossa nação está em guerra contra uma rede extensa de violência e ódio. Nossa economia está enfraquecida em consequência da ambição e da irresponsabilidade da parte de alguns, mas também por nossa falha coletiva ao fazer as escolhas necessárias para nos preparar para uma nova era. Lares foram perdidos; trabalhos, desfeitos; negócios, fechados. Nosso sistema de saúde é muito caro; nossas escolhas têm problemas; e cada dia há mais evidências de que a forma com que usamos a energia fortalece nossos adversários e ameaça nosso planeta.
Esses são os indicadores de uma crise, objeto de dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo é o esgotamento da confiança através de nossa terra - o medo de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve abaixar seu olhar.
Hoje eu digo a vocês que os desafios que temos pela frente são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão vencidos facilmente ou num curto espaço de tempo. Mas saiba disso, América: eles serão vencidos.
Hoje, nós nos reunimos porque escolhemos a esperança em detrimento do medo, um objetivo comum em detrimento do conflito e da discórdia.
Hoje, nós vamos proclamar o fim das queixas mesquinhas e das promessas falsas, de recriminações e dogmas velhos, que por tempo demais estrangularam nossa política.
Nós continuamos uma nação jovem, mas, citando as Escrituras, "chegou o momento de deixar de lado as coisas pueris". Chegou o momento de reafirmar nosso espírito duradouro; de escolher nossa melhor história, de levar este precioso dom, esta nobre idéia, passada de geração para geração: a promessa divina de que somos todos iguais, somos todos livres, e merecemos todos uma chance de buscar a felicidade total.
Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, nós entendemos que a grandeza jamais é dada. Ela precisa ser conquistada. Nossa jornada nunca foi de atalhos ou falta de esforço. Não foi um caminho para os corações fracos, para aqueles que preferem o lazer ao trabalho, ou para aqueles que buscam apenas os prazeres da riqueza e da fama. Ao contrário, foi o caminho daqueles que se arriscam, dos que fazem, dos que constróem as coisas - alguns, celebrados, mas, com mais freqüência, homens e mulheres ocultos em seus trabalhos, que nos carregaram por todo o longo e difícil caminho em direção à properidade e à liberdade.
Por nós, eles fizeram a mala com suas poucas posses terrenas e cruzaram os oceanos em busca de uma nova vida.
Por nós, eles trabalharam arduamente e colonizaram o oeste; suportaram a correia do chicote e araram a terra dura.
Por nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg; na Normandia e em Khe Sanh.
Continuamente, esses homens e mulheres se sacrificaram e trabalharam até que suas mãos criassem calos, para que pudéssemos viver uma vida melhor. Eles viram a América maior do que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de berço ou riqueza ou facção.
Esta é a jornada que continuamos hoje. Continuamos a ser a mais próspera e poderosa nação da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que eram quando essa crise começou. Nossas mentes não são menos criativas, nossos bens e serviços não são menos necessários do que eram na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade permanece a mesma. Mas o tempo de ficarmos apáticos, de protegermos interesses pequenos e dissimularmos decisões desagradáveis - este tempo certamente passou. Começando hoje, devemos nos reerguer, sacudir a poeira, e começar de novo o trabalho de refazer a América.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Quem sabe.....
sábado, 17 de janeiro de 2009
Estou condenado a.....
Ora, a propósito da acusação que MFL faz de que Sócrates, ou o Governo, teria mandado um jornalista da Lusa, a Agência de Comunicação pública, e por todos nós sustentada, para, junto dos socialistas espanhóis, fazer "queixinhas" por aquela líder da oposição não apoiar o TGV.
A ser verdade, para além de ser mais uma para o anedotário nacional, um trabalhinho de mais uma toupeira, o acto em si nem me chega a irritar. Provoca-me um riso amarelado, ao pensar no medo que os zapateiros espanhóis podem provocar nos portugueses que não aprovam o avião terrestre que se prevê trazer meia dúzia de espanholas desde a raia para curtirem nas Docas de Lisboa!
E vem acima:
Terça-feira, 18 de Novembro de 2008
As toupeiras

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Bem actual...
(Não que não tenha muitos temas para reflexão. A audição de Cadilhe no Parlamento, dava pano para muitos lençóis de casal. Quanto a esse tema vou ficar aguardando que a Procuradoria da República tenha por lá pessoal atento e que, sobretudo, tenha coragem para esmiuçar, até às entranhas, as patifarias em torno do caso BPN. Alguém acreditará, sobretudo depois da audição de ontem, que é só Oliveira e Costa o mau da fita? Sei que não! Tenho para mim que, se um dia a verdade, neste caso, fosse como o azeite, teríamos um escândalo com mais mais radiações e estrondo que a "bomba atómica" a que Cailhe aludiu. )
Retomando, então, pela actualidade:
Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008
A crise e as obras
Até aqui, concordo com a intenção do Governo em não desistir, em absoluto, das obras.
As minhas dúvidas situam-se, neste contexto, a nível da necessidade, e dos espectáveis futuros proveitos para o País, da construção da via para o TGV. É a nível deste investimento que, na minha perspectiva, se deve centrar, de novo, a oposição no Parlamento, para além dum aberto e esclarecedor debate na sociedade civil.
E, simultaneamente, exigir dos governantes, uma explicitação clara e concisa, acerca de como, quando e quem, e em que condições contratuais, as obras vão ser realizadas. É justo, e imprescindível, que os portugueses saibam quando e a quem terão, num futuro mais próximo ou afastado, de pagar a factura dessas obras.
Para que, a exemplo do que vem sucedendo, gerações futuras não tenham que pagar a empresas (com administradores escolhidos a dedo), as facturas de obras que os decisores do poder, no tempo que politicamente lhes convinha, entenderam contratar e pôr em execução.
Gato escaldado........
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Humor ministeriável

Solicita-se ao senhor gatuno que surripiou o valioso casaco do ministro Mariano Gago, o favor de o devolver com urgência!
Estamos em pleno Inverno, com uma temperatura em Lisboa que não ultrapassa os 10º , o que pode fazer perigar a saúde daquele membro do governo.
O homem não pode andar por aí em camisa!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Ainda as Comissões de Inquérito
Venho, sim, reforçar a ideia da falácia e até da inconveniência das denominadas "comissões de inquérito" promovidas pela Assembleia da República. Sobretudo, quando colidem, ou concorrem, com as investigações que decorrem no âmbito dos Tribunais.
Se a nossa Democracia tem que ser enobrecida, mais do que ninguém, pelos políticos que nela são protagonistas, muito ela terá a ganhar se forem respeitados os campos de actuação das instituições do Estado. E o que vemos é a politização, e, em alguns casos, a partidarização da vida nacional, do funcionamento dos seus órgãos o que, desacreditando a democracia, oferece solo fértil para que germinem atropelos e desmandos de toda o ordem.
Volto a repetir o velho provérbio: Cada macaco no seu galho!
E a puxar acima o que, sobre o assunto, por aqui escrevi em 22 de Novembro de 2007, sublinhando as partes mais pertinentes para o caso:
Sábado, 22 de Novembro de 2008
Comissões de Inquérito
Enquanto alguns partidos com assento parlamentar tentaram viabilizar esse seu desiderato, a maioria socialista inviabilizou-o, alegando que a sua presença naquele órgão institucional seria considerada uma ingerência nos assuntos da Justiça.
O que, registo-o, até foi uma posição assertiva, considerando a justificação utilizada.
Espanta-me - ou nem tanto -, é a mesma bancada socialista no Hemiciclo a exigir a comparência do Procurador-Geral da República, precisamente para dar explicações sobre o mesmo caso escaldante, sabendo todos que, assim que o homem abrir a boca para falar do BPN, estará, ainda que sem intenção, a revelar pormenores da investigação. De contrário, só entrando mudo e sair calado!
E surgem as interrogações acerca dos motivos que levam o partido no poder a usar de dois pesos e duas medidas, mais depressa do que um macaco demora a coçar o rabo!
Incoerência? Uma agenda muito própria da bancada PS?
Só eles poderão responder.
A nós, o direito de desconfiar, mais uma vez, da bondade das decisões destes senhores absolutos do Parlamento.
Ainda relacionado com o caso BPN, admitindo, até, que o hajam feito com louváveis propósitos, veio o CDS propor a instauração dum inquérito parlamentar a este escândalo financeiro.
E o meu espanto, desta feita, não é tanto por qualquer incoerência. Apoia-se na convicção, que se foi sedimentando ao longo de muitos anos, de que os resultados palpáveis das comissões de inquérito, e foram muitas, empreendidas pela AR, na sua esmagadora maioria, mais não foram que pinhões chochos. Inócuas, logo inúteis.

Não esquecemos, ainda, "o Caso Sá Carneiro". Comissões sobre Comissões, centenas de audições, e tudo se foi arrastando, penosamente, ao longo dos anos sem que os eleitos tenham apresentado junto do povo que representam algum resultado concreto.
Já lá vai mais de um quarto de século desde o funesto acidente/crime e, a par da mortalha que cobriu aquele estadista e seus companheiros de infortúnio, um nebuloso manto de dúvidas e legítimas desconfianças continua a camuflar toda a verdade dos factos.
Sendo assim, a instituição Assembleia, mais não deve que deixar a instituição Justiça desenvolver, sem empecilhos inúteis ou ingerências embaraçosas, o seu trabalho de investigação e , sempre que for caso disso, de punição dos criminosos comprovados.
Compete à primeira, isso sim, prestigiar a Magistratura e, sobretudo, aprovar leis exequíveis, para que esta possa servir-se das ferramentas adequadas e não de diplomas absurdos e contraditórios que façam da legislação portuguesa uma autêntica floresta de enganos.
No caso BPN e em todos os que vierem a ser despoletados, muito especialmente nos de colarinho branco, que sejam os órgãos competentes, sem dúbias intromissões, a investigar a verdade dos factos, se por mais não for, para que não surjam as tão badaladas teorias da conspiração.
Ou melhor, e como bem diz o Povo: Cada macaco no seu galho!
B.A.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Fala ou não fala, Marieta?!

A líder do maior partido da Oposição, Manuela Ferreira Leite, desafiou o do partido no Poder, para um debate público, em que fosse discutida a situação económica do país e as medidas propostas para combater a crise.
Pinto de Sousa, do alto da sua arrogante maioria absoluta, não aceitou o repto, em contraponto com o virtuosismo do diálogo, prática que a máquina partidária que lhe é afecta tanto apregoa e diz estimar!...
Como, imagino, o não aceitaria de qualquer dos líderes dos outros oposicionistas do espectro partidário.
Expor-se ao, mais que provável, desacreditar das suas mezinhas e genéricos para combater o vírus da recessão, não será, de todo, do seu agrado, tanto mais que, para já, não terá necessidade alguma de debates para aparecer onde, quando e como, entender, nas televisões e vender a imagem a seu bel-prazer!...
Sobretudo na Pública, onde, ao que ouvimos, até o seu séquito ministerial "combina" com os repórteres os temas e as questões que se lhe podem ser formuladas!
Outro tempo, não distante, virá. As vontades mudarão.
A previsão fica, desde já, por aqui.( Por mim, ficarei de pé, aguardando num qualquer apeadeiro deste Vouguinha):
Assim que for dado o tiro de partida para as campanhas eleitorais que se avizinham, vê-lo-emos sedento dos holofotes, ele e todo o seu vasto aparelho de propaganda, correndo para as câmaras a debitar mais um caudal de falsas promessas e distribuindo gratuitas ilusões. Então, sim, aceitará todos os debates, nem que o repto lhe seja feito pelo arrumador de carros das Amoreiras.
Por enquanto, não é preciso, canta de poleiro!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Bem eu queria...
...não bater mais no "ceguinho" arrogante, mas ele não pára de nos desferir bengaladas!
Enquanto os alunos tremem de frio por essas escolas do interior; os assaltos a bancos, ourivesarias, multibancos, restaurantes e farmácias, continuam em ritmo acelerado, fazendo disparar o clima de insegurança; os vírus atacam a P.J.; profissionais do crime, useiros e vezeiros em delitos com violência, aguardam pelos julgamentos em liberdade, com o aval do execrável Código que os protege em desfavor das vítimas; os B.I. portugueses falsos, passam de mão em mão por essa Europa fora; a polémica avaliação dos professores é salva por um só voto no Parlamento; 20.000 empresas, pequenas e médias, abrem falência, remetendo para o desemprego milhares de trabalhadores, sem que o auto proclamado Salvador dos grandes empresários lhes acuda; enquanto o Primeiro promete desafogo aos portugueses e as famílias se afogam num mar de endividamento; nos EUA, o berço da nova crise financeira, da global que a nossa já tem barbas, seguido dos principais países europeus, se baixam os impostos que mais delapidam os débeis orçamentos familiares, para que não se sacrifiquem, ainda mais, os cidadãos, por cá assobia-se para o lado e nega-se a recessão.
Enquanto............, o aparelho partidário que domina os poderes executivo e legislativo deste País se lançou já em, furiosa, descarada e precoce campanha eleitoral, com as máquinas de propaganda já em velocidade de auto estrada, assustando e encostando os portugueses à parede, e lhes exige, com muito descaramento e vergonha nenhuma, uma maioria absoluta, vemos um Povo acabrunhado, de costas ao léu, pondo-se a jeito para receber mais umas bengaladas!...
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Vamos Cantar as Janeiras....

Nada disso!
Não se iludam com as semelhanças!...
Não foram os meninos da Mocidade Portuguesa que, ontem, cantaram as Janeiras em S. Bento.
Não foi o António que os ouviu, embevecido.
O General Severiano não era o Comissário Nacional dos rapazes e raparigas do cinto "S".
Nem foi o António que se despediu dos jovens "sensibilizado" e "esmagado", dizendo-lhes, com presunção q.b., que teria gosto em revê-los no próximo ano.
O que vimos foram meninos e meninas dos Colégios Militares a cumprirem, um ritual (sabe-se lá se frete), de muitos anos, cantando os "Reis" ao Primeiro Ministro.
Que não é António, mas José!
E fica a promessa: se para o ano, na escadaria de S. Bento estiver a receber as cantorias alguém que nos fale verdade, competente e sério, que não seja presunçoso nem arrogante, juntar-me-ei àqueles jovens para cantar as Janeiras.
As Janeiras, as Fevereiras, as Marceiras......até que a voz me doa!
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
A VERDADE acima de tudo...


.... foi pelo que eu já por aqui clamei! (e puxo acima) Os responsáveis políticos têm esse dever para com os seus concidadãos. Fica-lhes mal, desacredita-os junto da opinião pública e de quem os elegeu, venderem-nos ilusões baratas, com um saco de nada às costas e sem um pingo de vergonha nos narizes de Pinóquio! Vem este intróito a propósito do discurso de Ano Novo do Presidente da República. Não vou esmiuçar as mensagens que o PR quis transmitir, não vou perder tempo com o dissecar das questões de fundo. Esse trabalho já está em exaustiva marcha por parte das televisões, na voz dos comentaristas de serviço. Dois pontos fulcrais apenas: Quando ele disse que "os agricultores sentem-se penalizados face a outros agricultores europeus por não beneficiarem da totalidade dos apoios disponibilizados pela União europeia", apontava para a miserável prestação do ministro que tutela a agricultura. De desastre em desastre, o tractor governamental que tem por missão fomentar e apoiar os nossos agricultores, emperrou e despistou-se. Ouçam-se as organizações do sector, para melhor se saber de como projectos de investimento não foram subsidiados pelos fundos europeus, só porque a máquina estatal não soube apresentá-los no tempo certo. Isto é incúria, imperdoável incompetência que, num país com vergonha, custaria o cargo ao responsável pelo sector! O outro ponto, abrangente de quase todo o discurso presidencial, foi a necessidade de haver coragem de se falar verdade aos portugueses, ao invés de se lhes venderem ilusões e falsos futuros que, acrescento eu, os entorpeça e cegue, para que sigam, cantando e rindo, como zombies, a caminho das urnas eleitorais que se avizinham. Goste-se ou não de Cavaco, alinhe-se ou não no seu estilo e comungue-se ou não da sua ideologia, qualquer cidadão digno deste nome, saberá reconhecer que são sempre válidas as palavras dos poucos políticos que ainda têm, neste país de corruptos e aldrabões, numa sociedade de podridão latente, vergonha, dignidade e uma imagem impoluta e honesta. São estes políticos em que ainda vale a pena acreditarmos, porque nos falam verdade e nos dão exemplos cívicos. E neste saco, que muitos dirão de gatos, mas que é saco limpo, cabem nomes como Cavaco, Manuel Alegre, Cravinho.....e.... mais alguns, poucos.
Vale quem nos fala verdade e não faz dos portugueses uma cáfila de sorridentes imbecis!
Falar VERDADE

Das ilusões, a que o Presidente da República aludiu, já conhecemos quem as vende, ao desbarato, uma das condenáveis formas de faltar á tal VERDADE. Já por aqui escrevi:
Alice no País das Maravilhas...
Nós não vivemos num país em que:- os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres;- os políticos produzem legislação que os proteja dos seus desmandos e dos seus apaniguados;- se protegem e apoiam os Bancos, as Sociedades Financeiras, as empresas especulativas, enquanto definham as pequenas e médias empresas produtivas;- se pagam indemnizações, salários e reformas de luxo a gestores públicos, não poucas vezes acabados de largarem as cadeiras do Poder, enquanto se corta nas míseras pensões de quem trabalhou e produziu toda uma vida;- se degrada a Educação, a Saúde, a Justiça, a Segurança, enquanto se afrontam os professores, se aviltam os funcionários públicos, se desautorizam as policias e as magistraturas e se encerram as estruturas de suporte àquelas áreas;- se procura o equilíbrio financeiro à custa dos sacrifícios dos mais fracos.- se.................................................................................................................................................
Nós vivemos naquele País a que a Alice nos transportou numa nuvem cor-de-rosa, no mesmo dia em que numa qualquer Patagónia os habitantes se alagavam nas sarjetas entupidas de incompetência, se afogavam nas margens de rios atulhados de incúria.Vivemos no País das Maravilhas. O da Alice!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Cantigas de maldizer...

.... para um final de ano sombrio:
Ao ouvir mais uma notícia de assaltos a bancos, ocorreu-me que as instituições bancárias vêm sendo assaltadas por dentro e por fora.
E, se são diferentes os métodos, pois enquanto por dentro o são de colarinhos brancos por fora são-no de gorros esburacados, há sempre um ponto comum:
Nunca sabemos das quantias furtadas!

O Governo, reunido ontem em mais um Conselho de Ministros, resolveu alargar o ajuste directo de obras públicas até para lá dos cinco milhões de euros.
A justificação é poderem acelerar......
Como se o Zé se convencesse de que, com a mesma facilidade com que ora tomaram medidas para o ajuste directo (sem qualquer concurso público), não teriam abreviado as formalidades para o concurso público.
Com estes ajustes directos a determinadas empresas...por mim, já sei o que vai acelerar..........(se é que alguma vez abrandou...).
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
O Salvador?
imagem: in PLENITUDEDescansai, Professor Bambo e Adivinha Maya. Não terão em mim sombra de concorrência.
Pensei, e escrevi por aqui, - e vou puxar acima -, que, após as eleições naquele Arquipélago, seria resolvido, sem sequelas, o diferendo PR/AR, a propósito do Estatuto da Região Autónoma dos Açores. Falharam, em termos de resultado final, as minhas previsões. Como dizem os "expert" do desporto, no Futebol "prognósticos só no fim do jogo". E, se o Futebol não tem vingado nem se recomenda pela ética e verdade, e nos seus meandros de bastidores tem campeado a corrupção, o clientelismo e compadrio, é bem verdade que vamos tendo a percepção de que a Politica se não tem movido por águas mais límpidas. As previsões, assim, falham, por mais que nos surpreendamos. E falham mesmo aquelas que se apoiaram nas opiniões e análises dos mais consagrados constitucionalistas e juristas de renome. Não me preocupando com a falácia na substância da minha previsão, por não ter acertado num desfecho justo e recomendável para a estabilidade democrática, arrisco, com preocupação bem mais séria, no palpite dos desideratos que levam esta maioria socialista a afrontar, tão deliberadamente, o Presidente da República. - Procurou o PS a vitimização - que, por regra e de que temos exemplos, comporta bons dividendos eleitorais -, desafiando o PR a dissolver a Assembleia? - Ou, pior dos cenários, estará o partido da rosa no clímax da arrogância e da ambição, numa cavalgada, a qualquer preço, desafiando tudo e todos, para a restauração do partido único, de má memória? Não nos esqueçamos que, em tempos de crise prolongada, e a que vivemos já é bem anterior à mundial, aparece sempre um Salvador!
Lembram-se?
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008
Anticiclone

domingo, 28 de dezembro de 2008
Planetas ou asteróides?

De há muito que vinha cogitando nisto. Agora que crise, ou pré-depressão, lhe levantou um pouco o véu, correndo o risco de me chamarem visionário ou lunático,
mais me convenço de que na maioria das democracias ocidentais, o Povo não manda nada (nadica de nada, como diria a minha comadre).
O Poder Económico é quem baralha e dá as cartas. É ele o Astro-Rei, ou Rei Sol, à volta do qual gravitam, quais baratas tontas, os Planetas Partidários, por ele próprio criados para o servirem e para dele se servirem.
Ou, como diria o merceeiro do bairro, trocando por miúdos: nas Democracias ocidentais deste tempo em que vivemos, é o Capital quem detém o Poder. Os Partidos Políticos foram por aquele criados para o servirem e para dele se servirem as clientelas do topo desses aparelhos políticos.
Depois, o Capital constipa-se e lá ficamos todos com receio duma pneumonia!
A coroa e o cocuruto


Os Principes das Astúrias, Felipe e Letizia, e, provavelmente, os da Holanda e Bélgica, entusiasmaram-se com o litoral de Moçambique e preparam-se para comprar ou construir residência de férias junto à Costa daquele país.
E eu, que eles me perdoem este assomo de inveja, maldigo a sorte madrasta de ser detentor apenas duma coroa que, de há muito, se vai perfilando no cocuruto da minha mona plebeia!
Numa época em que se proclama a Paz...

.... ninguém consegue evitar o ódio entre povos, a violência e a guerra fratricidas.
Já é lugar comum proclamarmos que todas as guerras são inúteis e desprezíveis. O conflito armado entre os homens do Hamas e Israel não deixa de ser tudo isso e uma manifestação evidente da intolerância e alguma selvajaria. Que não aproveita a nenhum dos lados em conflito.
Fomos ouvindo que o Hamas, após quebrar as tréguas acordadas, se recreou a disparar rockets, desde Gaza para território israelita, provocando vítimas.
Para além das noticias factuais, não ouvimos os habituais apelos à paz, no sentido de que aquela força irregular da Palestina cessasse as agressões.
Agora, que os judeus respondem às agressões, retaliando duma forma, que se diz de muita violência, aí temos os habituais paladinos da Paz e os senhores do Mundo, exigindo, apelando, aconselhando Israel a suster a agressão que ainda decorre.
Se numa guerra há sempre mais que um contendor, os apelos, as exigências, os apelos terão, forçosamente, de ter mais que um destinatário, para serem credíveis e obterem sucesso.
Numa guerra, nenhuma das partes em confronto é inocente!
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
É só um, o Sol sonhador?
Porém, são dois os momentos mais marcantes, o encantamento quase só explicável pela metafísica, na minha já velha memória de vida.
Quando, ainda hoje, assisto à alvorada festiva do Nascer do Sol, afasto as teias do tempo e subo ao Monte da Senhora do Castelo, alto e sobranceiro, com Vouzela aos pés e abraçando Lafões.
Recordo, então, tenros anos, quando, em grupos de jovens madrugadores, num determinado dia do ano, subia ao Monte, desde a vila, sorvendo, até ao alto, o cheiro fresco das acácias floridas e o discreto aroma do rosmaninho.
Lá ficávamos todos, por alguns minutos, sob a protecção da capelinha, aguardando que os primeiros fios de luz rasgassem os píncaros das montanhas distantes.
E ei-lo que chega, apressado e jovial, rompendo a orvalhada primaveril com um sorriso cúmplice, a despontar no horizonte, com uma sinfonia de cores, festejado pelos chilreios da passarada em alvoroço.
Era o clímax dos nossos sentidos jovens. Sentíamos o palpitar da vida no despontar daquele dia de tradição antiga.
Descíamos, depois, o monte em direcção à vila, já com o sol a elevar-se numa festa de luz.
Os anos passaram, tudo é feito de mudanças. Outras rotas, mas sempre o sol a intrometer-se, em surdina, mas com a mesma autoridade mítica, na minha existência já quase adulta.
Demasiado madrugador, aquele sol quente do Índico, raras vezes permitia assistir ao luminoso parto. Quando iniciava o dia, já aquela bola de fogo, irrequieta, tremelicavas lá bem alto.
O encantamento da adolescência havia-se transferido com armas de sonhos, do Nascer para o Pôr-de-Sol, para o ocaso dos dias.
Ficava ali, estático, sentado no tronco do velho cajueiro, e deleitava-me com o recolher alaranjado do astro-rei. Via-o descer por entre os mangais, numas escadas de fios de ouro, por entre os ramos da mata frondosa.
E, quando se espalmava, em chamas dum vermelho vivo, no horizonte vasto, eram outros os aromas, os cheiros da terra, os silvos das aves, que não os do Nascer do Sol de outras épocas e de outras paragens.
Aqueles raios em chamas pairando nas nuvens altas e reflectindo-se numa manta alaranjada na pele fina e azul do oceano, transportavam-me a uma galeria de arte, numa mostra de quadros dos mais famosos pintores da Natureza Viva!
Mas, se aquele Nascer do Sol visto da Senhora do Castelo me apontava para futuro de vida, já aquele pôr-de-sol moçambicano, ainda que belo e exótico, me poderia, sem que o soubesse, transmitir a mensagem de que algo naquele Presente estava a caminho do fim.
E, no entanto, ambos os fenómenos, a tantas léguas de distância, me deixaram marcas de encantamento e me convenceram, definitivamente, que a Natureza como a Vida podem ser belas, quando as encararmos com todos os sentidos com que as divindades celestes nos dotaram. O sonho, incluído.
Mais: que o sol, correndo o mundo de lés-a-lés, é ele próprio, por direito, um eterno sonhador!
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Palavras....para quê?
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Já sabiamos....

.... mas o Procurador Geral Adjunto António Cluny, já o reconhece publicamente:
A Justiça não está preparada para punir os poderosos!
Pois, não! De há muito que somos confrontados com essa triste realidade. Os exemplos são vários e de todos os quadrantes e tipo de crimes.
E vai sendo tempo da Justiça se preparar para não se limitar a punir aqueles que não têm garras nem poder para a iludir. Num Estado que se proclama de Direito, há muito que urge que as leis sejam iguais para todos e que os emaranhados jurídicos tecidos com as últimas alterações ao Código de Processo Penal não sirvam para isso mesmo: dar trunfos a quem tem dinheiro para as delongas, os recursos, os apelos e quejandos, artifícios a que os economicamente menos poderosos não podem recorrer.
O Governo que dê exemplo, meios materiais e humanos para que Justiça que se prepare, sem demora, pois temo que a prolongar-se no tempo a sua incapacidade, esgotada a peculiar paciência do nosso Povo, cairá na rua o exercício do Direito.........e do Poder!
domingo, 21 de dezembro de 2008
O Vouga de Angola

Trinta e quatro anos depois, uma mãe reencontra o filho que, após 1975, abandonou Angola, onde nunca mais regressara por força da guerra fratricida que se seguiu à independência daquele novo país lusófono.
Os Portugueses, que , desde há muitos séculos, se aventuraram pelos mares e se enraizaram pelas sete partidas do Mundo, facto que a História não regateia, levaram até aos confins dos continentes a Língua, mas também um pedaço das terras que deixaram no rincão onde nasceram.
A propósito do comovente reencontro do cidadão angolano com sua mãe, na região do Huambo (ex-Nova Lisboa), em Angola, ora ocorrido, ficámos a saber pela noticia que naquela selva africana também existiu Vouga. Uma aldeia, com missão, que é hoje Cunhinga.
Já sabíamos, e por aqui escrevi, sobre a cidade de Moçãmedes, hoje Namibe, e que deve aquele primeiro nome a um governador daquela ex-colónia portuguesa que foi natural da aldeia beirã do concelho de Vouzela, onde me foi dada vida.
Foi a fibra e o arrojo dos lafonenses a aventurarem-se pelo Mundo, num espírito quase heróico que não se quedou no D. Duarte de Almeida!
Do C.M., .....com amor!
sábado, 20 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
A Lisboa boémia do séc.XIX











