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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A frase da semana

"... Cambada de ingénuos..se o Sócrates disser que os cavalos voam, amanhã de manhã, muitos olham para o céu…"
Anónimo

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Força para um amigo!

Os votos não ajudam, desejar força à distância não dá alento; as palavras, por mais sentidas que sejam, não substituem os remédios nem são cura, mas não posso deixar de expressar a minha solidariedade para com um bom amigo que se encontra enfermo. Um amigo que trilhou, como eu, caminhos de perigo, noutros tempos, noutros continentes.
Coragem, amigo!

Tiques e truques na cartilha


Quem não teve oportunidade de assistir e tiver pachorra, pode ver e ouvir o que se passou ontem no "Prós e Contras" da RTP1:
http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/pros-contras/index.php
E, no fim, despido de qualquer ideologia , ter a coragem de, mesmo não sendo psicólogo atento, dizer-me que não viu nem ouviu:

- a moderação (tendenciosa?) de Fátima Campos Ferreira, lesta a interromper os demais interlocutores e deixando explanar, ad eternum, os pontos de vista de Jorge Lacão, a quem não faltaram os velhos tiques dos socialistas, de "palavreado" fácil e arrogância q.b. e, ainda a entrevistadora, matraqueando com inusitada insistência o slogan "Banco laranja", que, para além da tosse, lançava, mesmo fora do contexto da discussão;

- a agressividade com que Jorge Lacão defendia a sua dama de S. Bento e o conde do B.P., não permitindo que Bernardino Soares ou Mota Pinto o interrompessem ou questionassem enquanto descompactava o download da cartilha PS e, não raras vezes, a exemplo da moderadora, interrompendo aqueles representantes partidários, mal estes iniciavam a exposição dos seus argumentos.
Hilariante, o máximo espoente da noite em demagogia politica, foi a descoberta por parte do representante do PS de que a descida da taxa "Euribor"se deve à forma como este governo enfrentou a crise financeira e o caso BPN. Mais do que hilariante, considero este dislate uma verdadeira ofensa aos portugueses, mesmo aos que, como eu, nunca leram um tratado de Economia. Como se o burro da Euribor descesse a serra puxado pelas orelhas por qualquer homem das Finaças deste governo!!!!
Os tiques e os truques são já demasiados por parte do espectro do partido do governo, para que não ressaltem à vista e entendimento dos mais incautos. O desfocar da substância das discussões importantes está a ser táctica igualmente já indisfarçável, tantas vezes tentam mudar as agulhas sempre que sentem o comboio perto da estação certa, valorizando banalidades em desfavor dos assuntos de relevo para a vida nacional, sempre que estes vêm à liça pela voz da oposição.

Mas, faça-se justiça, a máquina socialista está bem oleada. A engrenagem do Governo à Assembleia, passando por toda uma legião externa de apoio e propaganda, composta por lambe botas, oportunistas e arrivistas arrebanhados, está a funcionar em pleno: aprenderam bem a lição do mestre e lêem todos pela mesma cartilha.

E, desenganem-se, não estive a escrever sobre a Madeira!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ainda o Ensino em Lafões


"ESCOLAS DE LAFÕES LONGE DOS LUGARES DE DESTAQUE"


Sob este título, o Notícias de Vouzela, um semanário regionalista que eu muito prezo desde os anos da juventude, publicou, pelo punho da sua apreciada repórter Salete Costa, um artigo em que, recorrendo a alguns dados concretos e a alguma argumentação pessoal, defrauda, no essencial, o que por aqui escrevi a propósito da avaliação escolar nos estabelecimentos de ensino da Região de Lafões.
Partindo da premissa que o valor semântico que a colunista atribui a "destaque" aponta para os lugares do topo no ranking nacional, nada mais nos resta do que reconhecer que, nesse contexto, e de facto, nenhuma Escola de Lafões alcançou os lugares habituais da Vanessa Fernandes ou do Cristiano Ronaldo.
De toda a forma, se não se verificou o destaque pela positiva, não é menos verdade que nenhuma se destacou pela negativa.
Como convinha, na opinião que fui exprimindo neste blog, em que ressaltou a minha satisfação, não deixei de ter em conta os elementos condicionadores do aproveitamento escolar da região em que as escolas estão implantadas, com especial relevo para o que a autora sublinhou no seu texto: "A interioridade em contraste com a cidade, a selecção dos alunos face à heterogeneidade dos inscritos onde não há escolha possível, o acompanhamento em comparação com a falta de quase tudo..."
E considerando eu que nenhum dos três concelhos em apreço está imune aos factores de interioridade, passe o notório desenvolvimento já alcançado em determinados sectores, dispenso-me de mais análises para constatar o óbvio.
O óbvio que é, muito especialmente no que ao ensino da Escola Secundária de São Pedro do Sul, e sendo dispensáveis quaisquer comparações com anos anteriores, pois o que nos move é o Presente e o Futuro, o 162º lugar entre 610 estabelecimentos (fonte C.M.), o que, para além de não desmerecer, é uma honrosa fasquia alcançada no ranking geral.
Sendo assim, nada de substancial se alterou no meu propósito de felicitar o desempenho daquela Escola. Redobrando mesmo os parabéns, ao saber que e Estabelecimnto de Ensino, a nível dos resultados finais do 9º Ano, se guindou ao 5º lugar entre as 64 escolas do Distrito de Viseu, sendo a 3ª das melhores escolas públicas
Acresce, ainda, dar nota, e ter em conta, das condições em que o professorado do País é obrigado a trabalhar. A degradação do estatuto dos professores, o esvaziamento (programado ou não) da sua imagem e dignidade junto da opinião pública, por via das medidas governamentais, fruto da teimosia e arrogância da tutela, não são materiais apropriados para a moldagem dum quadro educacional propício a um Ensino interessado e dum clima de paz e confiança.
Sinais bem evidentes são uma perceptível intenção governamental de se libertar da responsabilidade da educação pública, imputando-a às Autarquias, sem que se conheçam bem as contrapartidas monetárias para que estas possam assumir tal encargo e, a outro nível, as dificuldades com que as Universidades estatais sobrevivem e que, sem verbas, anunciam uma agonia breve, enquanto o Governo parece ir lavando as mãos, donde só saem Magalhães.
Assim, só me resta saudar, mais uma vez, os professores, pais e alunos de Lafões, com a relevância merecida para a Escola Secundária de São Pedro do Sul e incentivá-los a prosseguirem com entusiasmo o seu labor em prol do homens do Amanhã.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Descontentamento nas F. A.


"Se os antigos combatentes, que foram obrigados a lutar em África convencidos de que o faziam em nome da Pátria, são tratados de forma tão humilhante, como viremos a ser encarados nós, combatentes de Hoje, que somos compelidos a lutar em pátrias e causas alheias"?
Por estas ou palavras similares desabafava um jovem militar, quando, numa roda de amigos, se discutia o indisfarçável mal-estar que vai grassando nas nossas Forças Armadas.
Mais do que nos vencimentos, no corte na saúde e noutras regalias e direitos adquiridos e noutras compensações pela condição militar, o meio castrense sente-se maltratado, achincalhado na sua secular dignidade.
E, sentindo-se defraudado nos seus interesses pessoais e perspectivas prometidas, não deixa de sentir-se magoado, também, pelo desapreço que o Estado, a Sociedade e os governos vêm demonstrando, ao longo de décadas, por toda uma geração que verteu sangue, suor e lágrimas e a quem o Poder mandou lutar por terras que, teimosamente, lhes ensinaram serem parte da Pátria.
E se sabemos que para lá dos obuses, dos canhões, das metralhadoras, os soldados têm alma e pensamento, bem pode o senhor Ministro da tutela vir asseverar que o ambiente vivido no seio das Forças Armadas é sereno e normal, dando por garantia as informações das Chefias que nós, espectadores interessados, cremos tanto nisso, como acreditámos quando, em 1974, Marcelo quis convencer o Povo de que o beija-mão que a "Brigada do Reumático" lhe proporcionou foi sinónimo de que tudo estava em Paz nas F.A.
Com uma única diferença: que ora se não seguirá nenhum Golpe revolucionário.
Golpes, agora, e em democracia, só mesmo os que vêm a ser dados nos anseios quer dos militares, quer nos de todos os cidadãos deste País!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O Banco de Portugal...


... tem ou não a incumbência e dever, consignados na Lei, de regular, corrigir, fiscalizar e punir actos anómalos ou ilegais por parte das entidades bancárias que operam no nosso País?
Se sim, qual a sua acção relativamente aos propalados desmandos, quer do Millennium quer os, ora vindos a público, no BPN, irregularidades que já não seriam fruto de práticas recentes?
Seria estultícia da minha parte pronunciar-me a propósito do mérito ou falta dele, na decisão do Governo de nacionalizar este último Banco. Primeiro, porque não me chegam os escassos conhecimentos que tenho da actividade bancária e das balizas legais entre as quais jogam com o capital. Segundo, porque, a exemplo de outras realidades nacionais, algumas de delicados contornos, o poder executivo é parco em esclarecimentos públicos e, ao que se ouve, na informação que é devida às outras forças partidárias com representatividade .
Limitações pessoais e desconhecimento que me não inibem de, sem que a tal seja impelido por qualquer simpatia ou interesse pessoal, estranhar a forma célere com algumas habituais correias de transmissão vieram denegrir a acção do administrador do BPN Miguel Cadilhe, sabendo, quem esteve atento, que , logo após a sua tomada de posse, em 2007, veio ele próprio denunciar as irregularidades financeiras que vinham sendo praticadas no seio daquela instituição.
O cata-vento partidário é espantoso, na forma expedita e leviana de alijar noutrem os erros e as falhas de quem tem por obrigação fazer evitá-los ou puni-los.

Por onde e como tem andado o Banco de Portugal?

domingo, 2 de novembro de 2008

Também no 9º Ano...


... as Escolas de Lafões não desiludiram, no ranking nacional de resultados nos exames.
Já por aqui havíamos realçado a prestação escolar da Escola Secundária de São Pedro do Sul, a nível do 12º Ano. É com alguma satisfação que verificamos que na média dos exames do 9º Ano aquela Escola, - quando sabemos que o Ensino Privado dominou o ranking nacional - , obteve nada menos que o 5º lugar no cômputo geral dos 64 estabelecimentos de ensino do Distrito de Viseu e o 3º, se considerarmos apenas as Escolas Públicas.
A nós que, neste e noutros lugares, nos vamos pronunciando pela negativa, decepcionados e receosos pelo devir neste País, porque, por mágoa nossa, não vislumbramos nada de bom por estas Terras de Santa Maria, fica bem celebrar o êxito e o mérito, sempre e onde ele ocorra.
E é justo que felicitemos os professores, pais e alunos da Escola Secundária de S. Pedro do Sul e os incentivemos, a eles e às outras Escolas de Lafões, a continuarem a espalhar as sementes que darão bons frutos no futuro.
Mesmo contra a "Maré" que os espartilha....

sábado, 1 de novembro de 2008

Imagens para fim-de-semana



Barco turístico no Douro-2008


Barco rabelo (Douro)



Cabo de S. Vicente


O genuíno "pica no chão"

Perdoa, Magalhães....


Adicionar imagem... àqueles que invocam o teu nome em vão...:)
E mesmo àqueles que dizem que o Tintim é tão português como tu.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

salário mínimo


É óbvio que o frenesim eleitoralista pesou na decisão. Não é menos certo que o aumento do salário mínimo, mais do que implicar agravamento da despesa pública, afectará as empresas privadas, sobretudo as médias e pequenas. Igualmente sabemos que, bem ao contrário, as pensões de reforma, da responsabilidade do Estado para com aqueles que trabalharam e descontaram toda uma vida, são forte e sucessivamente penalizadas.

Ainda assim, sabendo-se que este ajustamento já havia sido, em 2006, acordado em sede de Concertação Social e que somos dos parceiros europeus com o SMN mais baixo, não entendo que seja muito legítima a forte reacção negativa de alguns sectores.

É entendimento comum que este governo não tem cumprido muitas das promessas eleitorais e outros compromissos assumidos. Nunca deixámos de o reclamar e, por causa disso, difícil será certificá-lo como instituição de boa fé política e fiel palavra.

Parece-me, pois, passe o facto de ter dado este passo pela proximidade do ciclo eleitoral, Sócrates deu forma a um compromisso, desta feita com os parceiros sociais, facto que, sendo coisa rara, não merece o clamor de reprovação que se levantou por parte de alguns empresários e adversários políticos.

Clamor discordante que, aliás, e vá-se lá saber, seria mesmo o que Sócrates e a sua máquina de propaganda mais desejavam.
Se foi, o peixe mordeu o anzol......mas não vem mal ao Mundo e a Portugal que qualquer trabalhador, por menos qualificado que seja, receba € 450 pelo labor!

Desempenho escolar



Imagem daqui: http://www.essps.pt/

Podem os lafonenses congratularem-se pelos níveis alcançados no Ensino.
Em anos conturbados na Educação Nacional, com dúbias reformas, relacionamento difícil entre os educadores e o poder que os desmotiva, a que acresce algum facilitismo associado a um desnorte programático, podem considerar-se muito positivo o desempenho escolar das Secundárias de Lafões.
Merecedora de especiais parabéns está a de S. Pedro do Sul, que, nos últimos anos, se vem revelando um estabelecimento com notório sucesso educativo, pautando-se no último ano lectivo por um honroso 162º lugar no ranking das 610 escolas em apreciação.
Oliveira de Frades e Vouzela, alguns furos mais abaixo, não desiludiram, pois ambas apresentaram médias positivas (105,72 e 102,18, respectivamente), muito acima de largas dezenas de outros estabelecimentos públicos e privados.
Fica por aqui o agradável registo e os votos para que o esforço de todos, pais, professores e alunos, continue a alargar os horizontes da juventude lafonense!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O mealheiro...


...dos Portugueses, na Era do Magalhães, dos TGV....... e de tantas outras "fartanças"...
Adicionar imagem

Anticiclone

Imagem:http://akaoka.com/Image/Acores2.jpg
Nem o PS, autor da proposta, nem os restantes partidos com assento parlamentar, estariam na expectativa de que o PR promulgasse, sem mais delongas, o Estatuto Político-Administrativo dos Açores.

A mensagem de 31 de Julho do Supremo Magistrado da Nação e outros sinais eloquentes que se lhe seguiram, não autorizariam a que alguém ousasse imaginar Cavaco a ceder nos pontos da discórdia, centrados no artº 114º e nº 2 do artº 140º daquele diploma estatutário.

Não foram suficientemente fortes os avisos: estávamos em plena "caça ao voto" nas ilhas açorianas e as forças partidárias acantonadas em S. Bento não pretenderiam perder simpatia, popularidade, prestígio e eleitos naquela Região Autónoma.

E agora?

Agora, nada se passará de gravoso para a equilibrada relação entre os dois órgãos institucionais, nem será este braço de ferro que encavalitará as esferas da roda democrática (por mais gastos que estejam a ficar os pneus).

Quer o partido proponente, quer os da oposição no Parlamento, reconhecerão, na senda do que já vem sendo defendido por consagrados constitucionalistas, que o PR tem do seu lado a força da razão ao rejeitar as polémicas disposições do Estatuto.

Agora que as eleições dos Açores "já eram", está aberta a porta para que se procedam às alterações àquele diploma que, bem lá no fundo da Razão, a maioria dos deputados sabiam ser constitucionalmente necessárias e politicamente razoáveis.

E o que fica depois de tudo isto?

Fica nada. Para além dum breve e, provavelmente, pouco convicto esbracejar de César, que já não tem que se preocupar com o seu estatuto pessoal, ora revalidado, fica o reforço da convicção de que estamos mal servidos de legisladores. Que, mais do que leviandade e incompetência jurídica, pensam, redigem e decidem ao sabor dos interesses político-partidários do momento.

Quanto ao concreto, na actual situação e espaço temporal, a guerrilha institucional está fora dos horizontes, pois não interessará , nem aos desígnios do País, nem às conveniências políticas quer do Presidente da República quer do líder do partido no Governo.

domingo, 26 de outubro de 2008

Maioria absoluta...


... gastos em dias de férias!


A crer na edição de hoje do C.M., que nos adianta mais pormenores do regabofe comilão e despesista de mais um organismo público, ficámos a saber que Mário Peças, ligado ao partido no poder (PS), é acusado de ter gasto, com o cartão de crédito atribuído pela Gebalis, 8.790 € para pagamentos de refeições em restaurantes, durante os fins-de-semana, feriados e férias. Para o mesmo fim, e com cartões de crédito atribuídos pela mesma empresa municipal, Francisco Ribeiro e Clara Costa, ambos conotados com o maior partido da oposição, o PSD, terão feito despesas de 2.575 e 1.228 €.

Para lá de outras sujeiras e "simpáticas" formas de desbaratar o dinheiro de todos nós, que a Justiça está a investigar, e referidas naquele matutino, ficámos a saber que, em refeições, sendo certo que a honestidade e a corrupção se não medem em percentagens, o homem do PS teve uma maioria absoluta, nada menos que cerca de 70%, enquanto que os dois administradores conotados com o PSD se aproximaram dos 20% e 10%.

Ninguém se absteve!!!

Razão têm eles irem desde já cantando vitória e pedindo nova maioria absoluta.

Se, para mais não for, para que possamos continuar a saber destas novas... já tão velhas!

sábado, 25 de outubro de 2008

Abruptamente,....


..... Pacheco Pereira, na Quadratura do Círculo, reconheceu que se uma recente marosca ou trapalhada governativa houvesse ocorrido nos seis meses da efémera governação de Santana, toda a minha gente faria eco do ridículo da situação.

Disso, também eu, não duvido.

A dúvida que persiste em mim é se PP não estará em exercício de mea culpa pelas "pedradas"com que há dias tentou afugentar o capão, mal lhe viu esvoaçar a sombra à saída do galinheiro!....

Que PRAGA!


Estava inspirado o José Rodrigues Antunes quando escreveu na revista "Plenitude", a propósito de/a P/praga:

.................................
Portugal é um país
Com políticas baralhadas
Discutidas à mesa redonda
Com autênticas bestas quadradas.

Na mesma mesa redonda
Fazem-se grandes jogadas
Traçam-se os destinos do povo
Por essas bestas quadradas.

A nossa política em relação aos checos
Deixa muito a desejar
Se eles têm o governo em Praga
Nós temos praga a governar.
.....................................................

Consultor oferece-se!


sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Curioso (ou asqueroso?)...

.... o facto de depois de, ainda há poucos dias, nos termos insurgido contra o tratamento diferenciado dos Açores e Madeira no que concerne à atribuição das verbas do PIDDAC, sabermos, agora, pelas páginas do Semanário "Notícias de Vouzela" que o vingativo cutelo zurziu, também, nas margens do Vouga, em Vouzela e Oliveira de Frades, dois concelhos presididos por força partidária distinta da que faz a distribuição daqueles dinheiros, da dona do cofre.


São mais rosas, Senhores, são mais coincidências....


Não é difícil imaginar o desalento e a revolta que assolam os responsáveis locais pelo desenvolvimento daqueles dois municípios lafonenses.
O que, estupefacto, não consigo mesmo imaginar é das razões que levam os membros da Comissão Política do PS de Vouzela, tão lestos e fartos, desde que abriu a pré-época de caça ao voto, a apregoarem da bondade das suas ideias e da riqueza dos seus projectos, mudando residência para o NV, a não denunciarem estes desmandos do governo do partido de que são arautos ou servis mensageiros. Comportamento que, não esqueçamos, é similar ao que foi assumido quando da questão em volta do Centro de Saúde de Vouzela!
Das duas, entenda-se uma....ou ambas: ou estudaram bem a estratégia com os seus mentores partidários ou calam-se, por vergonha ou cobardia política.
Cá por mim, perante tantas e aviltantes coincidências, direi mesmo é que já não há vergonha nenhuma!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A capoeira é farta!

Imagem: bp2.blogger.com

Nunca votei Santana Lopes para cargo de poder decisório, nem perspectivo fazê-lo nos tempos próximos.
Não por qualquer preconceito pessoal e, provavelmente, por razões bem diversas daquelas com que a máquina de trituração pública o vem estigmatizando.
O homem que, para além de parlamentar e autarca, funções de que terá saído acima da mediania reinante, pousou, por breves meses, pela governação de S. Bento.
Foi a este último cargo que se colou toda uma psicose persecutória, inculcando no "menino guerreiro", por tão breve passagem, as malfeitorias dum condensado de 33 anos, em que se incluem as urdidas pelo "menino de ouro" nos últimos três !
São os aparelhos partidários e os seus braços de propaganda, ora no poder e, também, alguns sectores da sua génese política, e os estiletes de muita comunicação social, mesmo daquela que se proclama independente, a tatuarem-lhe o carácter, o estilo, a postura pública.
É toda uma notória perfídia política, que já fede, a tentar tirar o tapete sempre que Santana esboça um passo em frente e a sua sombra se projecta no horizonte político.
Numa análise pragmática , apoiada em factos bem terrenos, até um leigo que, como eu, se não mova minimamente nos campos da psicologia e do comportamento humano, formulará interrogações quanto aos verdadeiros fundamentos de todas as tentativas do seu assassinato político.
E é no decorrer dessa reflexão que recuámos no tempo, numa tentativa de entender como e quando tudo começou.
Pois bem: sabendo que a grande fatia de apoiantes de Santana Lopes radica no espectro feminino, recordando que um dos seus estigmas fermentado em jornais, rádios e televisões - de que se destacaram as revistas cor de rosa -, foi a fama de "Casanova" e "mulherengo", fico por aqui a meditar se tanta aversão pseudo-ideológica ao homem, não será emulação, doentia "ciumeira", por parte dos galos empoleirados que lhe não poupam bicadas sempre que se mexe ou dá a cara!
Vão-se lá entender os mistérios da mente!
Por mim, bem pode a imagem de Santana Lopes estar em recato ou em escalada. A capoeira neste País é farta e bem servida, não me assusta a sua sombra...
Quanto aos galos irrequietos e ciumentos, dar-lhe-ía um conselho: deixa-os pousar!.....

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

LAPA, Sernancelhe


É aqui bem perto, nas imediações desta solarenga aldeia beirã que o Vouga inicia a sua aventura que, depois de cavalgadas por serras e vales, acaba a espreguiçar-se, junto ao mar que também é dele.

E é daqui, desde o seu berço, que o rio da minha infância, tem que começar a ser cuidado. Para que as águas que o embalam, desde as terras do demo até Lafões e Baixo Vouga, sejam credoras da beleza das margens que o vão sustendo.

É hora de encher o saco


Voltámos aos donativos de empresas e particulares aos partidos políticos em dinheiro vivinho da silva, sem rosto e sem rasto?

É o que se depreende das notícias dos matutinos e das televisões.

As eleições estão à porta: engorda, compadrio..... abre os olhos, morcão!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A vitória da abstenção...



.... = debilidade da democracia?


Quanto num acto eleitoral da natureza e relevância da que teve lugar nos Açores, mais de metade dos inscritos nos cadernos não manifestam as suas opções políticas, há que reflectir e procurar as razões de tão deprimente participação cívica.

Outras haverão, por mim não enjeito como factor primeiro da acentuada desmobilização popular, o desencanto da maioria dos açorianos com a política e com estes políticos.

E nem a desmesurada alegria de César e a corrida de Sócrates às televisões, debitando mensagens vangloriosas, numa tentativa mal disfarçada de projectar esta relativa vitória nas Ilhas no vasto pacote eleitoral que se vai abrir no País, ofuscam a preocupante realidade da grande vencedora:

a ABSTENÇÃO!

Momento de poesia....

.....para início de semana.
Anda por aí:

Migalhães - Poema de Luís Costa

Lá vem pelo avelar
O filho do Manel João
Vem do centro escolar
Cansado de palmilhar
A caminho da povoação

Não há médico na aldeia
E a antiga escola fechou
Não tem carne para a ceia
Nem petróleo para a candeia
Porque o dinheiro acabou

O seu pai foi para França
Trabalhar na construção
E a mãe desta criança
Trabalha na vizinhança
Lavando pratos e chão

Mas o puto vem contente
Com o Migalhães na mão
E passa por toda a gente
Em alegria aparente
De quem já sabe a lição

Um senhor muito invulgar
Que chegou com mais senhores
Veio para visitar
O novo centro escolar
E dar os computadores

E lá vem o Joãozinho
No seu contínuo vaivém
Calcorreando o caminho
Desesperando sozinho
À espera da sua mãe

Neste país de papões
A troco de dois vinténs
Agravam-se as disfunções
O rico ganha milhões
E o pobre Migalhães

domingo, 19 de outubro de 2008

São rosas, senhor, são rosas......


Ontem mesmo, dei por aqui nota de como o César dos Açores, no seu legítimo direito, recorreu ao artifício musical para alargar a audiência do seu comício derradeiro.
Surpresa minha, ou talvez não, a RTP, a tal que é paga por todos nós e a quem cabe um bom quinhão do orçamento de estado, aquela que nos dizem ser de "serviço público", fez farta tarde da sua transmissão televisiva com dois programas: o primeiro sobre a actualidade açoriana e as virtualidades do seu Presente ( o de César, entenda-se). Logo de seguida, de novo o já muito visto e, naquela estação, repetido concerto do Tony Carreira, por coincidência, o mesmo que levou milhares de fãs aos pés de César!
Eu sou mal intencionado.
Foram coincidências, senhores, foram coincidências........
Desavergonhadas coincidências, alguém dirá!

sábado, 18 de outubro de 2008

Aniversário da Cidade de Pemba, Moçambique

Aquela terra linda, filha da mais bela baía do Mundo, a que as águas quentes do Índico e um sol de ouro dão vida, festeja hoje cinquenta anos como cidade. E porque me habituei a sorver das suas madrugadas e a deitar-me nos seus crepúsculos, em tempos de juventude, Pemba está-me gravada no chip das melhores memórias, como marca indelével da minha existência.

Parabéns, PEMBA!

As fotos são, mais uma vez, uma gentileza do Paulo Pires Teixeira para a Home de Pemba. Obrigado.

De Março a Abril.....Imaginem....



"O candidato socialista pôs de lado as mensagens políticas e apostou no apelo aos sentimentos perante uma plateia que estava ali para ouvir outra pessoa. "(TVI)


....que ocorria na Madeira aquele comício sinfónico com que César brindou os Açores na sua derradeira caça ao voto de mais uma Campanha Eleitoral.

Nada de ilegítimo, adiante-se.

Não vem mal às Ilhas que a mensagem política do seu "soberano" passe por entre acordes de amor e estrofes de corações partidos, na voz do nosso popularucho Tony Carreira.

Imaginem, mesmo assim, a afinada chinfrineira dos habituais detractores de Jardim, desde os seus jornalistas "de estimação" aos adversários políticos, sempre que o sem papas na língua dá o flanco com tiradas deste jaez.

No entanto, pouco ou nada se vê ou lê de relevante a propósito desta político-pimbalhada açoriana.

Haja quem, neste e noutros aspectos, detecte e aponte diferenças de relevo na actuação dos timoneiros das autónomas, passe a mais elaborada, calculista e cuidadosa linguagem do homem deste último arquipélago.

Imaginando melhor, para lá das pouco socialistas diferenças na distribuição dos dinheiros públicos pelas duas Regiões (o PIDACC é flagrante exemplo), de palpável só mesmo a chinfrinada político-jornalística no continente, sempre que Jardim agita a sua língua sem travões.

Quanto ao resto....o espectáculo folclórico, que já não é de hoje, nem é marca registada das Ilhas, tem palco aberto, por lá e por cá, e a que, de arruinado camarote, poderemos assistir nos meses que se avizinham!
A César o que é de César....a Jardim o que é de Jardim!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

momento anti-stress

A dor por perder um amigo:


Pataca a mim....pataca a ti...

... pataca a mim...a mim pataca....

Meio a sério....meio a brincar......

Foi um espectáculo deprimente a apresentação do Orçamento para 2009.

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Foi ficção?:

O ministro marca a hora e avisa os jornalistas. O Parlamento espera. Alguns deputados, desesperam, outros aguardam com indisfarçável cumplicidade.

E os jornalistas vão dando novas, e velhas, em directos e gravações.

Lá vem o homem e a pen. Introduzem a pen no Magalhães, mas algo não corre bem. Os deputados (os que ainda não conheciam a proposta de Orçamento) ficam a saber o mesmo.

Os jornalistas também, mas lá continuam a dar novas, e velhas, em directos e gravações.

O ministro "bota faladura", e tece com dourados fios a preciosidade do orçamento, o tal que, nem deputados, nem jornalistas, nem comentadores (sei lá se o próprio) ainda conhecem no seu todo.

Os jornalistas continuam a dar novas, e velhas, em directos e gravações (e das apregoadas benfeitorias do Orçamento).

Fica tudo na mesma e a escuridão quanto à proposta orçamental junta-se à da noite e ambas, de mãos dadas, lá vão dormir.

Os jornalistas continuam a dar novas, e velhas, em directos e gravações (e das apregoadas benfeitorias do Orçamento).

E enquanto o Povo dorme, anuncia-se mais uma conferência para a manhã seguinte, bem cedo.

E os jornalistas madrugam, correm, atropelam-se para poderem dar as novas, e velhas, em directos e gravações (e as benfeitorias do Orçamento).

Na falta de novas, comem bolinhos e pasteis de nata, ainda à conta do velho orçamento.

E, depois de longa espera, lá surge o homem das contas com mais um rosário de benesses e virtudes, que foi contando, no meio de alguns nervosos esgares e gaguejos.

E os jornalistas voltam às novas , e às velhas, nos directos e gravações (e às benfeitorias do Orçamento) e vão informando que, finalmente, os deputados já podem ter acesso ao documento completo.

E o folclore prolonga-se, que o dia ainda vai a santos, e as televisões estão a feição.....

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Deprimente, sim, mas, também, vergonhoso e desleal, não dando exemplo algum da ética que se apregoa ir faltando. Descarada propaganda, promoção de imagem dum governo que os portugueses quererão bem mais responsável e menos folclórico.

Quanto à substância da proposta, a vedeta primeira daqueles dois dias, qualquer leigo na matéria, como eu, ou, até, cidadãos mais apetrechados com bagagem económica, podem interrogar-se neste momento:

- Se o crescimento previsto para 2009 é nulo (ou quase), se o ministro apregoa benesses para as empresas e famílias, em sede de impostos e se, como reza a proposta de orçamento, as receitas fiscais vão aumentar, quem ou o quê vai ficar mal nesta fita toda?

- Sabendo todos que a Justiça não vai bem e necessita de bons remédios, não nos surpreendemos com o aumento de 60,5% nos dinheiros que lhe são atribuídos, se bem que, muitos pensarão que mais do que dinheiro do que aquele Ministério necessita, com carácter de urgência, é de massa cinzenta à frente dos seus destinos;

- Que justificação para o aumento para 2009 das verbas atribuídas às empresas de comunicação social tuteladas pelo Estado (RTP, RDP e Lusa), 160 milhões de €, o que me parece ser verba próxima à consignada a todo o Ministério da Cultura?

Não questiono mais. Nem lucro virá destas e das muitas questões que esta proposta de orçamento suscita. Táctica velha, deixa-nos sem resposta....que depois esquece. Que, para lembrar, sempre e a todo o momento, lá estão os bons anúncios, as bondades deste governo, nem que tenham que ser marteladas durante dois dias!....

"Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura"...

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F.F.F.

Essa megera vinda do nada, parida em sítio nenhum, que parece ser de todos sem que alguém assuma a paternidade ou que lhe tenha fornecido os óvulos, dá pelo difuso nome de Crise Internacional.
Anda por aí, pelos cantos, pelas sombras, sem que ninguém a veja, dissimulada nas saias duma prima afastada, esta, sim, velha crise residente, com bilhete de identidade bem tuga nascida em tempos de ilusória fartazana e económico deboche, no consulado Guterres.
E o que ouvimos e sentimos: crise nas Finanças, na Economia; crise na Educação, na Cultura; crise na Justiça, na Segurança; crise na Indústria, na Agricultura; crise.......
A partir de ontem, na ressaca amarga da noite dos seleccionados da bola, mais uma crise espreita, a do FUTEBOL!
E como bom samaritano, alerto com forte brado:
Cuidem-se FADO e FÁTIMA!
Que, sem vós, não existe Portugal!....

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