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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

LAPA, Sernancelhe


É aqui bem perto, nas imediações desta solarenga aldeia beirã que o Vouga inicia a sua aventura que, depois de cavalgadas por serras e vales, acaba a espreguiçar-se, junto ao mar que também é dele.

E é daqui, desde o seu berço, que o rio da minha infância, tem que começar a ser cuidado. Para que as águas que o embalam, desde as terras do demo até Lafões e Baixo Vouga, sejam credoras da beleza das margens que o vão sustendo.

É hora de encher o saco


Voltámos aos donativos de empresas e particulares aos partidos políticos em dinheiro vivinho da silva, sem rosto e sem rasto?

É o que se depreende das notícias dos matutinos e das televisões.

As eleições estão à porta: engorda, compadrio..... abre os olhos, morcão!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A vitória da abstenção...



.... = debilidade da democracia?


Quanto num acto eleitoral da natureza e relevância da que teve lugar nos Açores, mais de metade dos inscritos nos cadernos não manifestam as suas opções políticas, há que reflectir e procurar as razões de tão deprimente participação cívica.

Outras haverão, por mim não enjeito como factor primeiro da acentuada desmobilização popular, o desencanto da maioria dos açorianos com a política e com estes políticos.

E nem a desmesurada alegria de César e a corrida de Sócrates às televisões, debitando mensagens vangloriosas, numa tentativa mal disfarçada de projectar esta relativa vitória nas Ilhas no vasto pacote eleitoral que se vai abrir no País, ofuscam a preocupante realidade da grande vencedora:

a ABSTENÇÃO!

Momento de poesia....

.....para início de semana.
Anda por aí:

Migalhães - Poema de Luís Costa

Lá vem pelo avelar
O filho do Manel João
Vem do centro escolar
Cansado de palmilhar
A caminho da povoação

Não há médico na aldeia
E a antiga escola fechou
Não tem carne para a ceia
Nem petróleo para a candeia
Porque o dinheiro acabou

O seu pai foi para França
Trabalhar na construção
E a mãe desta criança
Trabalha na vizinhança
Lavando pratos e chão

Mas o puto vem contente
Com o Migalhães na mão
E passa por toda a gente
Em alegria aparente
De quem já sabe a lição

Um senhor muito invulgar
Que chegou com mais senhores
Veio para visitar
O novo centro escolar
E dar os computadores

E lá vem o Joãozinho
No seu contínuo vaivém
Calcorreando o caminho
Desesperando sozinho
À espera da sua mãe

Neste país de papões
A troco de dois vinténs
Agravam-se as disfunções
O rico ganha milhões
E o pobre Migalhães

domingo, 19 de outubro de 2008

São rosas, senhor, são rosas......


Ontem mesmo, dei por aqui nota de como o César dos Açores, no seu legítimo direito, recorreu ao artifício musical para alargar a audiência do seu comício derradeiro.
Surpresa minha, ou talvez não, a RTP, a tal que é paga por todos nós e a quem cabe um bom quinhão do orçamento de estado, aquela que nos dizem ser de "serviço público", fez farta tarde da sua transmissão televisiva com dois programas: o primeiro sobre a actualidade açoriana e as virtualidades do seu Presente ( o de César, entenda-se). Logo de seguida, de novo o já muito visto e, naquela estação, repetido concerto do Tony Carreira, por coincidência, o mesmo que levou milhares de fãs aos pés de César!
Eu sou mal intencionado.
Foram coincidências, senhores, foram coincidências........
Desavergonhadas coincidências, alguém dirá!

sábado, 18 de outubro de 2008

Aniversário da Cidade de Pemba, Moçambique

Aquela terra linda, filha da mais bela baía do Mundo, a que as águas quentes do Índico e um sol de ouro dão vida, festeja hoje cinquenta anos como cidade. E porque me habituei a sorver das suas madrugadas e a deitar-me nos seus crepúsculos, em tempos de juventude, Pemba está-me gravada no chip das melhores memórias, como marca indelével da minha existência.

Parabéns, PEMBA!

As fotos são, mais uma vez, uma gentileza do Paulo Pires Teixeira para a Home de Pemba. Obrigado.

De Março a Abril.....Imaginem....



"O candidato socialista pôs de lado as mensagens políticas e apostou no apelo aos sentimentos perante uma plateia que estava ali para ouvir outra pessoa. "(TVI)


....que ocorria na Madeira aquele comício sinfónico com que César brindou os Açores na sua derradeira caça ao voto de mais uma Campanha Eleitoral.

Nada de ilegítimo, adiante-se.

Não vem mal às Ilhas que a mensagem política do seu "soberano" passe por entre acordes de amor e estrofes de corações partidos, na voz do nosso popularucho Tony Carreira.

Imaginem, mesmo assim, a afinada chinfrineira dos habituais detractores de Jardim, desde os seus jornalistas "de estimação" aos adversários políticos, sempre que o sem papas na língua dá o flanco com tiradas deste jaez.

No entanto, pouco ou nada se vê ou lê de relevante a propósito desta político-pimbalhada açoriana.

Haja quem, neste e noutros aspectos, detecte e aponte diferenças de relevo na actuação dos timoneiros das autónomas, passe a mais elaborada, calculista e cuidadosa linguagem do homem deste último arquipélago.

Imaginando melhor, para lá das pouco socialistas diferenças na distribuição dos dinheiros públicos pelas duas Regiões (o PIDACC é flagrante exemplo), de palpável só mesmo a chinfrinada político-jornalística no continente, sempre que Jardim agita a sua língua sem travões.

Quanto ao resto....o espectáculo folclórico, que já não é de hoje, nem é marca registada das Ilhas, tem palco aberto, por lá e por cá, e a que, de arruinado camarote, poderemos assistir nos meses que se avizinham!
A César o que é de César....a Jardim o que é de Jardim!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

momento anti-stress

A dor por perder um amigo:


Pataca a mim....pataca a ti...

... pataca a mim...a mim pataca....

Meio a sério....meio a brincar......

Foi um espectáculo deprimente a apresentação do Orçamento para 2009.

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Foi ficção?:

O ministro marca a hora e avisa os jornalistas. O Parlamento espera. Alguns deputados, desesperam, outros aguardam com indisfarçável cumplicidade.

E os jornalistas vão dando novas, e velhas, em directos e gravações.

Lá vem o homem e a pen. Introduzem a pen no Magalhães, mas algo não corre bem. Os deputados (os que ainda não conheciam a proposta de Orçamento) ficam a saber o mesmo.

Os jornalistas também, mas lá continuam a dar novas, e velhas, em directos e gravações.

O ministro "bota faladura", e tece com dourados fios a preciosidade do orçamento, o tal que, nem deputados, nem jornalistas, nem comentadores (sei lá se o próprio) ainda conhecem no seu todo.

Os jornalistas continuam a dar novas, e velhas, em directos e gravações (e das apregoadas benfeitorias do Orçamento).

Fica tudo na mesma e a escuridão quanto à proposta orçamental junta-se à da noite e ambas, de mãos dadas, lá vão dormir.

Os jornalistas continuam a dar novas, e velhas, em directos e gravações (e das apregoadas benfeitorias do Orçamento).

E enquanto o Povo dorme, anuncia-se mais uma conferência para a manhã seguinte, bem cedo.

E os jornalistas madrugam, correm, atropelam-se para poderem dar as novas, e velhas, em directos e gravações (e as benfeitorias do Orçamento).

Na falta de novas, comem bolinhos e pasteis de nata, ainda à conta do velho orçamento.

E, depois de longa espera, lá surge o homem das contas com mais um rosário de benesses e virtudes, que foi contando, no meio de alguns nervosos esgares e gaguejos.

E os jornalistas voltam às novas , e às velhas, nos directos e gravações (e às benfeitorias do Orçamento) e vão informando que, finalmente, os deputados já podem ter acesso ao documento completo.

E o folclore prolonga-se, que o dia ainda vai a santos, e as televisões estão a feição.....

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Deprimente, sim, mas, também, vergonhoso e desleal, não dando exemplo algum da ética que se apregoa ir faltando. Descarada propaganda, promoção de imagem dum governo que os portugueses quererão bem mais responsável e menos folclórico.

Quanto à substância da proposta, a vedeta primeira daqueles dois dias, qualquer leigo na matéria, como eu, ou, até, cidadãos mais apetrechados com bagagem económica, podem interrogar-se neste momento:

- Se o crescimento previsto para 2009 é nulo (ou quase), se o ministro apregoa benesses para as empresas e famílias, em sede de impostos e se, como reza a proposta de orçamento, as receitas fiscais vão aumentar, quem ou o quê vai ficar mal nesta fita toda?

- Sabendo todos que a Justiça não vai bem e necessita de bons remédios, não nos surpreendemos com o aumento de 60,5% nos dinheiros que lhe são atribuídos, se bem que, muitos pensarão que mais do que dinheiro do que aquele Ministério necessita, com carácter de urgência, é de massa cinzenta à frente dos seus destinos;

- Que justificação para o aumento para 2009 das verbas atribuídas às empresas de comunicação social tuteladas pelo Estado (RTP, RDP e Lusa), 160 milhões de €, o que me parece ser verba próxima à consignada a todo o Ministério da Cultura?

Não questiono mais. Nem lucro virá destas e das muitas questões que esta proposta de orçamento suscita. Táctica velha, deixa-nos sem resposta....que depois esquece. Que, para lembrar, sempre e a todo o momento, lá estão os bons anúncios, as bondades deste governo, nem que tenham que ser marteladas durante dois dias!....

"Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura"...

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F.F.F.

Essa megera vinda do nada, parida em sítio nenhum, que parece ser de todos sem que alguém assuma a paternidade ou que lhe tenha fornecido os óvulos, dá pelo difuso nome de Crise Internacional.
Anda por aí, pelos cantos, pelas sombras, sem que ninguém a veja, dissimulada nas saias duma prima afastada, esta, sim, velha crise residente, com bilhete de identidade bem tuga nascida em tempos de ilusória fartazana e económico deboche, no consulado Guterres.
E o que ouvimos e sentimos: crise nas Finanças, na Economia; crise na Educação, na Cultura; crise na Justiça, na Segurança; crise na Indústria, na Agricultura; crise.......
A partir de ontem, na ressaca amarga da noite dos seleccionados da bola, mais uma crise espreita, a do FUTEBOL!
E como bom samaritano, alerto com forte brado:
Cuidem-se FADO e FÁTIMA!
Que, sem vós, não existe Portugal!....

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Curiosidade toponímica....

... para não cair na tentação de, como assumido "bota-abaixo", bater na proposta de Orçamento para 2009!
Sendo certo que no Parlamento onde aquele se vai dissecar, haverão por lá muitos eleitos a coçá-los.... na placa, à esquerda, mas ao centro e à direita, também.



domingo, 12 de outubro de 2008

No Índico, 2008...

... a Baía, as praias....o turismo, nas fotos do Paulo Pires Teixeira, in Bar da Tininha, a Home de Pemba, a cidade do Norte de Moçambique, que é uma capulana cheia de cor e vida a esvoaçar na quente brisa da baía:


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Humor popular....

Retirado, hoje, por minha livre iniciativa, por respeito à:



quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A crise e as obras

Não é assim tão linear pensarmos que às dificuldades financeiras deve corresponder o abandono de obras essenciais programadas para o País. Para além da urgência da concretização de algumas delas, o dispêndio financeiro com a sua execução não é o único factor a ter em conta. Se este último é um obstáculo dissuasor para muitos, não esqueço que a sua execução no terreno é propiciadora de emprego, geradora de aumento do poder de compra para muitas famílias e um, ainda que temporário, sopro de actividade na economia.

Até aqui, concordo com a intenção do Governo em não desistir, em absoluto, das obras.

As minhas dúvidas situam-se, neste contexto, a nível da necessidade, e dos espectáveis futuros proveitos para o País, da construção da via para o TGV. É a nível deste investimento que, na minha perspectiva, se deve centrar, de novo, a oposição no Parlamento, para além dum aberto e esclarecedor debate na sociedade civil.

E, simultaneamente, exigir dos governantes, uma explicitação clara e concisa, acerca de como, quando e quem, e em que condições contratuais, as obras vão ser realizadas. É justo, e imprescindível, que os portugueses saibam quando e a quem terão, num futuro mais próximo ou afastado, de pagar a factura dessas obras.

Para que, a exemplo do que vem sucedendo, gerações futuras não tenham que pagar a empresas (com administradores escolhidos a dedo), as facturas de obras que os decisores do poder, no tempo que politicamente lhes convinha, entenderam contratar e pôr em execução.

Gato escaldado........




quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Fabricante/Montador(?) do Magalhães....

.... arguida em processo por fraude fiscal, segundo noticias.
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........ Segundo foi hoje noticiado pela Rádio Renascença, a J.P. Sá Couto e o seu administrador João Paulo Sá Couto (irmão de Jorge Sá Couto) é acusada da prática dos crimes de associação criminosa e de fraude fiscal, juntamente com mais 39 arguidos. Esquema designado por "fraude carrossel"Em causa estará um "mega fuga e fraude ao IVA" no ramo da informática, num esquema vulgarmente designado por "fraude carrossel" em que a empresa de Matosinhos alegadamente assumiria a posição de elo final. Neste esquema, os mesmos bens são sucessivamente transmitidos, em círculo, entre diversos operadores sedeados em pelo menos dois Estados da União Europeia, não sendo o valor do IVA devido entregue por pelo menos um operador no seu país. Nos termos da acusação, citada pela Renascença, a J.P. Sá Couto terá tido como contrapartida um lucro de cerca de 4 por cento sobre o valor da mercadoria facturada. ..................................................................."

E, já que voltei ao Magalhães, insisto: tal como os almoços, não há Magalhães grátis!

Com a crise...




... que por ai vai, esta moda pega de estaca.....
Haja boa disposição que o Fisco ainda não taxou o riso.


terça-feira, 7 de outubro de 2008

Por terras de PARAPATO...

... com fotos de Paulo Pires Teixeira, um "macua" daquelas terras, amigo e estimado por todo o pessoal que se vai encontrando por aqui, nas diversas Comunidades das Gentes moçambicanas; naturais, residentes e ex-residentes ou que, tão só, conheçam e sintam carinho por aquela Pérola do Índico, Moçambique.
Cá fica, com especiais saudações para os amigos que andaram por terras do Parapato e que se vão reunir em breve para mais um convívio.

Calma, sossego....

... é o que me sugerem as imagens deste recanto moçambicano, aquela terra do Índico por onde o meu destino, e de muitos, se cruzou.
Sem saudosismo algum, mas com muita saudade, sinto-me bem ao rever lugares onde, de algum modo, como diria o Malato, já fui feliz.
Desta feita, são as fotos do Mário Viegas que teve a dita de rever Nacala:

Ao largo de Matosinhos...

Imagem daqui:http://laiho.blogs.sapo.pt/arquivo/aguia.JPG


... o mar estava revolto. A águia molhou as asas!
Por muito que me custe, o resultado foi justo. Até nem escandalizaria a vitória do Leixões.
Há dias e noites assim.
Dói mais quando o resultado é injusto e não reflecte a verdade do jogo. Não foi o caso.
Parabéns aos leixonenses e que a águia recupere os voos em terra firme!

domingo, 5 de outubro de 2008

Encosta-te a mim!

........ e viva a música!

Cavaco criticou hoje os que se encostam ao Estado. Deu especial ênfase aos empresários e à permuta de favores com o poder politico.

Não há como discordar destas suas acepções. Mas não pode faltar coragem para denunciar outros flagrantes encostos, numa Sociedade de descarados compadrios, onde escasseia a honra e se perdeu a ética.

Encostam-se ao Estado os subsidiários do Rendimento Mínimo, hoje travestido em RIS, com idade, saúde e bom corpo e que, na ociosidade subsidiada, sugam no suor de todos os que vergam a mola.

Encosta-se ao Estado, fraco e desautorizado, toda uma corja de bandidos importados que, da estranja, se misturam com outra gente emigrante honesta e trabalhadora.

Encostam-se ao Estado políticos dos governos que vamos tendo, os que saltitam de Ministérios para Empresas e de Empresas para Ministérios, mais depressa que a Vanessa Fernandes passa da água à bicicleta, os quais decidem e contratam, agora na cadeira do poder, em nome do Estado, logo nos gabinetes de Administração, em nome das Empresas, sorvendo dali e daqui os frutos de quem trabalha e os elegeu.

Encosta-se ao Estado toda uma legião de bajuladores do poder instituído, comentadores de pacotilha e discurso encomendado, alguns jornalistas contratados por agências de comunicação partidária e, até, sei lá se com direito a casa, manipuladores intelectuais bem falantes e melhores escribas.

Faltou-lhe coragem para ir mais além.......começa a invadir-nos, a nós, algum medo dos verdugos.....

Da Rotunda à Ericeira

Dei-me conta, já o sol ia bem alto, que hoje é dia de mais uma celebração.
Uns celebram a implantação da República outros recordarão o fim da Monarquia.
Por mim, nada me impele a celebrar seja o que for. Vícios, defeitos e virtudes são comuns àquelas duas Damas históricas.
Temos exemplos de países monárquicos, em que a democracia é plena e cujo nível de vida nós, pobres republicanos, invejamos, o que também é verdade em muitas Repúblicas.
Mais do que os Regimes, importam os valores que suportam uma Sociedade. E, cá por mim, custava-me bem menos sustentar uma Família Real que toda uma corja de bácoros mamões a chuparem na teta do Estado.
E não sei o que decidiria se me dessem a escolher entre as intrigas palacianas da Corte de Então e as secretas manipulações maçónicas de Hoje...
Sendo assim, porque não falta quem felicite, convictamente ou por tradição, os vitoriosos homens da Rotunda, hoje torço pela parte mais frágil: saúdo com respeito a memória dos que, com Portugal a sangra-lhes no peito, embarcaram na Ericeira!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Não dá para esconder...


... a satisfação que me proporcionou a vitória do Benfica frente ao Nápoles!

E, melhor ainda, o espectáculo de arte futebolística que foi representado no tapete verde da Luz.

Voa, águia, voa..... e deixa-nos sonhar num País em tempo de pesadelos!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sem comentários....

....fica por aqui, que são dignas de arquivo pérolas do nosso descontentamento...



As águas do RIO VOUGA


Imagem: C.M.


Vouga, meu velho companheiro:

Foi de mãos dadas contigo que, durante muitas décadas, lançando silvos de vapor e faúlhas incandescentes, te serpenteei quando, da Sernada a Viseu, me acompanhavas em boa parte da viagem.

Ainda não esqueci as tuas vetustas e românicas pontes que calcorreei alegremente, enquanto, embevecido e feliz, sorvia o suave aroma das tuas margens de verdes sonhos.

Bebi das tuas águas quando, sequioso, repousava por instantes nas estações floridas com que me atapetavas o meu caminho sinuoso.

Meu velho companheiro Rio Vouga, neste repouso eterno para que a modernidade me relegou, folgo em saber que as tuas águas ainda correm cristalinas por esse vale idílico de Lafões que nunca esquecerei.

Voltarei a saudar-te, velho companheiro, logo que de BOAS passem a EXCELENTES as águas que levas desde as serranias da Lapa até à Ria de Aveiro!

Um abraço saudoso do comboio a vapor, do VOUGUINHA!



Foto: © Lusitana (Wikipedia

sábado, 27 de setembro de 2008

Polvo para o fim de semana


Portugal mais corrupto:

"Em alguma coisa vamos subindo no ranking..." - Fernando Rocha

"... é no poder que está a corrupção." - Padre José Luis Borga