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sábado, 18 de outubro de 2008

Aniversário da Cidade de Pemba, Moçambique

Aquela terra linda, filha da mais bela baía do Mundo, a que as águas quentes do Índico e um sol de ouro dão vida, festeja hoje cinquenta anos como cidade. E porque me habituei a sorver das suas madrugadas e a deitar-me nos seus crepúsculos, em tempos de juventude, Pemba está-me gravada no chip das melhores memórias, como marca indelével da minha existência.

Parabéns, PEMBA!

As fotos são, mais uma vez, uma gentileza do Paulo Pires Teixeira para a Home de Pemba. Obrigado.

De Março a Abril.....Imaginem....



"O candidato socialista pôs de lado as mensagens políticas e apostou no apelo aos sentimentos perante uma plateia que estava ali para ouvir outra pessoa. "(TVI)


....que ocorria na Madeira aquele comício sinfónico com que César brindou os Açores na sua derradeira caça ao voto de mais uma Campanha Eleitoral.

Nada de ilegítimo, adiante-se.

Não vem mal às Ilhas que a mensagem política do seu "soberano" passe por entre acordes de amor e estrofes de corações partidos, na voz do nosso popularucho Tony Carreira.

Imaginem, mesmo assim, a afinada chinfrineira dos habituais detractores de Jardim, desde os seus jornalistas "de estimação" aos adversários políticos, sempre que o sem papas na língua dá o flanco com tiradas deste jaez.

No entanto, pouco ou nada se vê ou lê de relevante a propósito desta político-pimbalhada açoriana.

Haja quem, neste e noutros aspectos, detecte e aponte diferenças de relevo na actuação dos timoneiros das autónomas, passe a mais elaborada, calculista e cuidadosa linguagem do homem deste último arquipélago.

Imaginando melhor, para lá das pouco socialistas diferenças na distribuição dos dinheiros públicos pelas duas Regiões (o PIDACC é flagrante exemplo), de palpável só mesmo a chinfrinada político-jornalística no continente, sempre que Jardim agita a sua língua sem travões.

Quanto ao resto....o espectáculo folclórico, que já não é de hoje, nem é marca registada das Ilhas, tem palco aberto, por lá e por cá, e a que, de arruinado camarote, poderemos assistir nos meses que se avizinham!
A César o que é de César....a Jardim o que é de Jardim!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

momento anti-stress

A dor por perder um amigo:


Pataca a mim....pataca a ti...

... pataca a mim...a mim pataca....

Meio a sério....meio a brincar......

Foi um espectáculo deprimente a apresentação do Orçamento para 2009.

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Foi ficção?:

O ministro marca a hora e avisa os jornalistas. O Parlamento espera. Alguns deputados, desesperam, outros aguardam com indisfarçável cumplicidade.

E os jornalistas vão dando novas, e velhas, em directos e gravações.

Lá vem o homem e a pen. Introduzem a pen no Magalhães, mas algo não corre bem. Os deputados (os que ainda não conheciam a proposta de Orçamento) ficam a saber o mesmo.

Os jornalistas também, mas lá continuam a dar novas, e velhas, em directos e gravações.

O ministro "bota faladura", e tece com dourados fios a preciosidade do orçamento, o tal que, nem deputados, nem jornalistas, nem comentadores (sei lá se o próprio) ainda conhecem no seu todo.

Os jornalistas continuam a dar novas, e velhas, em directos e gravações (e das apregoadas benfeitorias do Orçamento).

Fica tudo na mesma e a escuridão quanto à proposta orçamental junta-se à da noite e ambas, de mãos dadas, lá vão dormir.

Os jornalistas continuam a dar novas, e velhas, em directos e gravações (e das apregoadas benfeitorias do Orçamento).

E enquanto o Povo dorme, anuncia-se mais uma conferência para a manhã seguinte, bem cedo.

E os jornalistas madrugam, correm, atropelam-se para poderem dar as novas, e velhas, em directos e gravações (e as benfeitorias do Orçamento).

Na falta de novas, comem bolinhos e pasteis de nata, ainda à conta do velho orçamento.

E, depois de longa espera, lá surge o homem das contas com mais um rosário de benesses e virtudes, que foi contando, no meio de alguns nervosos esgares e gaguejos.

E os jornalistas voltam às novas , e às velhas, nos directos e gravações (e às benfeitorias do Orçamento) e vão informando que, finalmente, os deputados já podem ter acesso ao documento completo.

E o folclore prolonga-se, que o dia ainda vai a santos, e as televisões estão a feição.....

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Deprimente, sim, mas, também, vergonhoso e desleal, não dando exemplo algum da ética que se apregoa ir faltando. Descarada propaganda, promoção de imagem dum governo que os portugueses quererão bem mais responsável e menos folclórico.

Quanto à substância da proposta, a vedeta primeira daqueles dois dias, qualquer leigo na matéria, como eu, ou, até, cidadãos mais apetrechados com bagagem económica, podem interrogar-se neste momento:

- Se o crescimento previsto para 2009 é nulo (ou quase), se o ministro apregoa benesses para as empresas e famílias, em sede de impostos e se, como reza a proposta de orçamento, as receitas fiscais vão aumentar, quem ou o quê vai ficar mal nesta fita toda?

- Sabendo todos que a Justiça não vai bem e necessita de bons remédios, não nos surpreendemos com o aumento de 60,5% nos dinheiros que lhe são atribuídos, se bem que, muitos pensarão que mais do que dinheiro do que aquele Ministério necessita, com carácter de urgência, é de massa cinzenta à frente dos seus destinos;

- Que justificação para o aumento para 2009 das verbas atribuídas às empresas de comunicação social tuteladas pelo Estado (RTP, RDP e Lusa), 160 milhões de €, o que me parece ser verba próxima à consignada a todo o Ministério da Cultura?

Não questiono mais. Nem lucro virá destas e das muitas questões que esta proposta de orçamento suscita. Táctica velha, deixa-nos sem resposta....que depois esquece. Que, para lembrar, sempre e a todo o momento, lá estão os bons anúncios, as bondades deste governo, nem que tenham que ser marteladas durante dois dias!....

"Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura"...

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F.F.F.

Essa megera vinda do nada, parida em sítio nenhum, que parece ser de todos sem que alguém assuma a paternidade ou que lhe tenha fornecido os óvulos, dá pelo difuso nome de Crise Internacional.
Anda por aí, pelos cantos, pelas sombras, sem que ninguém a veja, dissimulada nas saias duma prima afastada, esta, sim, velha crise residente, com bilhete de identidade bem tuga nascida em tempos de ilusória fartazana e económico deboche, no consulado Guterres.
E o que ouvimos e sentimos: crise nas Finanças, na Economia; crise na Educação, na Cultura; crise na Justiça, na Segurança; crise na Indústria, na Agricultura; crise.......
A partir de ontem, na ressaca amarga da noite dos seleccionados da bola, mais uma crise espreita, a do FUTEBOL!
E como bom samaritano, alerto com forte brado:
Cuidem-se FADO e FÁTIMA!
Que, sem vós, não existe Portugal!....

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Curiosidade toponímica....

... para não cair na tentação de, como assumido "bota-abaixo", bater na proposta de Orçamento para 2009!
Sendo certo que no Parlamento onde aquele se vai dissecar, haverão por lá muitos eleitos a coçá-los.... na placa, à esquerda, mas ao centro e à direita, também.



domingo, 12 de outubro de 2008

No Índico, 2008...

... a Baía, as praias....o turismo, nas fotos do Paulo Pires Teixeira, in Bar da Tininha, a Home de Pemba, a cidade do Norte de Moçambique, que é uma capulana cheia de cor e vida a esvoaçar na quente brisa da baía:


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Humor popular....

Retirado, hoje, por minha livre iniciativa, por respeito à:



quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A crise e as obras

Não é assim tão linear pensarmos que às dificuldades financeiras deve corresponder o abandono de obras essenciais programadas para o País. Para além da urgência da concretização de algumas delas, o dispêndio financeiro com a sua execução não é o único factor a ter em conta. Se este último é um obstáculo dissuasor para muitos, não esqueço que a sua execução no terreno é propiciadora de emprego, geradora de aumento do poder de compra para muitas famílias e um, ainda que temporário, sopro de actividade na economia.

Até aqui, concordo com a intenção do Governo em não desistir, em absoluto, das obras.

As minhas dúvidas situam-se, neste contexto, a nível da necessidade, e dos espectáveis futuros proveitos para o País, da construção da via para o TGV. É a nível deste investimento que, na minha perspectiva, se deve centrar, de novo, a oposição no Parlamento, para além dum aberto e esclarecedor debate na sociedade civil.

E, simultaneamente, exigir dos governantes, uma explicitação clara e concisa, acerca de como, quando e quem, e em que condições contratuais, as obras vão ser realizadas. É justo, e imprescindível, que os portugueses saibam quando e a quem terão, num futuro mais próximo ou afastado, de pagar a factura dessas obras.

Para que, a exemplo do que vem sucedendo, gerações futuras não tenham que pagar a empresas (com administradores escolhidos a dedo), as facturas de obras que os decisores do poder, no tempo que politicamente lhes convinha, entenderam contratar e pôr em execução.

Gato escaldado........




quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Fabricante/Montador(?) do Magalhães....

.... arguida em processo por fraude fiscal, segundo noticias.
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........ Segundo foi hoje noticiado pela Rádio Renascença, a J.P. Sá Couto e o seu administrador João Paulo Sá Couto (irmão de Jorge Sá Couto) é acusada da prática dos crimes de associação criminosa e de fraude fiscal, juntamente com mais 39 arguidos. Esquema designado por "fraude carrossel"Em causa estará um "mega fuga e fraude ao IVA" no ramo da informática, num esquema vulgarmente designado por "fraude carrossel" em que a empresa de Matosinhos alegadamente assumiria a posição de elo final. Neste esquema, os mesmos bens são sucessivamente transmitidos, em círculo, entre diversos operadores sedeados em pelo menos dois Estados da União Europeia, não sendo o valor do IVA devido entregue por pelo menos um operador no seu país. Nos termos da acusação, citada pela Renascença, a J.P. Sá Couto terá tido como contrapartida um lucro de cerca de 4 por cento sobre o valor da mercadoria facturada. ..................................................................."

E, já que voltei ao Magalhães, insisto: tal como os almoços, não há Magalhães grátis!

Com a crise...




... que por ai vai, esta moda pega de estaca.....
Haja boa disposição que o Fisco ainda não taxou o riso.


terça-feira, 7 de outubro de 2008

Por terras de PARAPATO...

... com fotos de Paulo Pires Teixeira, um "macua" daquelas terras, amigo e estimado por todo o pessoal que se vai encontrando por aqui, nas diversas Comunidades das Gentes moçambicanas; naturais, residentes e ex-residentes ou que, tão só, conheçam e sintam carinho por aquela Pérola do Índico, Moçambique.
Cá fica, com especiais saudações para os amigos que andaram por terras do Parapato e que se vão reunir em breve para mais um convívio.

Calma, sossego....

... é o que me sugerem as imagens deste recanto moçambicano, aquela terra do Índico por onde o meu destino, e de muitos, se cruzou.
Sem saudosismo algum, mas com muita saudade, sinto-me bem ao rever lugares onde, de algum modo, como diria o Malato, já fui feliz.
Desta feita, são as fotos do Mário Viegas que teve a dita de rever Nacala:

Ao largo de Matosinhos...

Imagem daqui:http://laiho.blogs.sapo.pt/arquivo/aguia.JPG


... o mar estava revolto. A águia molhou as asas!
Por muito que me custe, o resultado foi justo. Até nem escandalizaria a vitória do Leixões.
Há dias e noites assim.
Dói mais quando o resultado é injusto e não reflecte a verdade do jogo. Não foi o caso.
Parabéns aos leixonenses e que a águia recupere os voos em terra firme!

domingo, 5 de outubro de 2008

Encosta-te a mim!

........ e viva a música!

Cavaco criticou hoje os que se encostam ao Estado. Deu especial ênfase aos empresários e à permuta de favores com o poder politico.

Não há como discordar destas suas acepções. Mas não pode faltar coragem para denunciar outros flagrantes encostos, numa Sociedade de descarados compadrios, onde escasseia a honra e se perdeu a ética.

Encostam-se ao Estado os subsidiários do Rendimento Mínimo, hoje travestido em RIS, com idade, saúde e bom corpo e que, na ociosidade subsidiada, sugam no suor de todos os que vergam a mola.

Encosta-se ao Estado, fraco e desautorizado, toda uma corja de bandidos importados que, da estranja, se misturam com outra gente emigrante honesta e trabalhadora.

Encostam-se ao Estado políticos dos governos que vamos tendo, os que saltitam de Ministérios para Empresas e de Empresas para Ministérios, mais depressa que a Vanessa Fernandes passa da água à bicicleta, os quais decidem e contratam, agora na cadeira do poder, em nome do Estado, logo nos gabinetes de Administração, em nome das Empresas, sorvendo dali e daqui os frutos de quem trabalha e os elegeu.

Encosta-se ao Estado toda uma legião de bajuladores do poder instituído, comentadores de pacotilha e discurso encomendado, alguns jornalistas contratados por agências de comunicação partidária e, até, sei lá se com direito a casa, manipuladores intelectuais bem falantes e melhores escribas.

Faltou-lhe coragem para ir mais além.......começa a invadir-nos, a nós, algum medo dos verdugos.....

Da Rotunda à Ericeira

Dei-me conta, já o sol ia bem alto, que hoje é dia de mais uma celebração.
Uns celebram a implantação da República outros recordarão o fim da Monarquia.
Por mim, nada me impele a celebrar seja o que for. Vícios, defeitos e virtudes são comuns àquelas duas Damas históricas.
Temos exemplos de países monárquicos, em que a democracia é plena e cujo nível de vida nós, pobres republicanos, invejamos, o que também é verdade em muitas Repúblicas.
Mais do que os Regimes, importam os valores que suportam uma Sociedade. E, cá por mim, custava-me bem menos sustentar uma Família Real que toda uma corja de bácoros mamões a chuparem na teta do Estado.
E não sei o que decidiria se me dessem a escolher entre as intrigas palacianas da Corte de Então e as secretas manipulações maçónicas de Hoje...
Sendo assim, porque não falta quem felicite, convictamente ou por tradição, os vitoriosos homens da Rotunda, hoje torço pela parte mais frágil: saúdo com respeito a memória dos que, com Portugal a sangra-lhes no peito, embarcaram na Ericeira!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Não dá para esconder...


... a satisfação que me proporcionou a vitória do Benfica frente ao Nápoles!

E, melhor ainda, o espectáculo de arte futebolística que foi representado no tapete verde da Luz.

Voa, águia, voa..... e deixa-nos sonhar num País em tempo de pesadelos!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sem comentários....

....fica por aqui, que são dignas de arquivo pérolas do nosso descontentamento...



As águas do RIO VOUGA


Imagem: C.M.


Vouga, meu velho companheiro:

Foi de mãos dadas contigo que, durante muitas décadas, lançando silvos de vapor e faúlhas incandescentes, te serpenteei quando, da Sernada a Viseu, me acompanhavas em boa parte da viagem.

Ainda não esqueci as tuas vetustas e românicas pontes que calcorreei alegremente, enquanto, embevecido e feliz, sorvia o suave aroma das tuas margens de verdes sonhos.

Bebi das tuas águas quando, sequioso, repousava por instantes nas estações floridas com que me atapetavas o meu caminho sinuoso.

Meu velho companheiro Rio Vouga, neste repouso eterno para que a modernidade me relegou, folgo em saber que as tuas águas ainda correm cristalinas por esse vale idílico de Lafões que nunca esquecerei.

Voltarei a saudar-te, velho companheiro, logo que de BOAS passem a EXCELENTES as águas que levas desde as serranias da Lapa até à Ria de Aveiro!

Um abraço saudoso do comboio a vapor, do VOUGUINHA!



Foto: © Lusitana (Wikipedia

sábado, 27 de setembro de 2008

Polvo para o fim de semana


Portugal mais corrupto:

"Em alguma coisa vamos subindo no ranking..." - Fernando Rocha

"... é no poder que está a corrupção." - Padre José Luis Borga

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Quanto à insegurança que se vive...

.... não trago nada de novo. Limito-me, sem mais alarmismos ou repetir o que todos vamos vendo e sabendo, a puxar acima o que por aqui escrevi há cerca de um ano atrás. E que ninguém me chame bruxo!

Domingo, 16 de Setembro de 2007

De recurso em recurso, até........

Não é pacífica a doutrina do novo Código de Processo Penal, já em vigor. Para gáudio dos que fazem modo de vida "tramar" os outros (p. ex. o Cabo Costa e o brasileiro Marcos, assassino dos polícias na Amadora...) e desespero das vítimas, a nova Lei Penal surge envolta em incandescente polémica. Disso fazem eco comentadores e especialistas na área da Justiça.
Área da Justiça que tem ao leme um supremo Ministro, um dos "heróis" desertores da "Guerra Colonial" que, vendo partir os camaradas, preferiu colocar o próprio "canastro" a salvo. O que até poderá nada significar para a questão ora aqui aflorada....
O nosso P.R. aconselha-nos a "esperar para ver". Por mim, e a crer nas pérolas legislativas com que as ostras do Poder nos vão presenteando nos últimos tempos, nada de bom auguro. Pior, espero, sem o desejar, o agravamento da propalada inoperância dos nossos Tribunais - de que os magistrados serão os menos culpados -, e prevejo, e a curto prazo, nova escalada na insegurança dos descrentes cidadãos deste nosso cantinho.
Mas que ninguém se surpreenda ou escandalize: alguém tem interesse e retirará vantagens do descalabro da segurança e da justiça nesta nau que, há muito, perdeu a bússola.
E é essa a preocupação primeira de quem entende não ser forçoso "esperar para ver" diminuídos os direitos das vítimas e vê-los transferidos para os que vivem sugando a Sociedade em que não se querem ou não se sabem integrar.
Hoje é Domingo. Melhor será pensar em algo que me dê prazer. E tenho mais dois"clip", com imagens relaxantes.....e que evocam saudosos momentos:

.......................................................................................................................................................

E já, em Março deste ano, por aqui escrevi:

...não deixo de me que questionar a propósito da leviandade com que se decide a produção de leis no nosso País. Num Estado que se pretende de Direito é fulcral que qualquer diploma regulador da vida em sociedade seja, previamente, discutido e ponderado, no sentido de se aquilatar da sua justeza e aplicabilidade.
Para esse desígnio, compete aos legisladores uma audição prévia da sociedade civil, com auscultação dos organismos e entidades abalizadas, que, mais de perto, lidam com as áreas em que se pretende legislar.
Tenho para mim que as Leis da Nação não podem ser, unicamente, imaginadas e produzidas na ignorante solidão de qualquer gabinete ministerial ou na inquietante chinfrineira dos claustros do Parlamento.
Para que possam ser exequíveis, respeitadas e aplicadas, sem tibiezas. E que a sua subjectividade, no conteúdo, mas, também, na forma, não possa ser uma arma apontada aos mais fracos e de cuja trajectória os mais fortes se possam esquivar por força dos descuidados, ou intencionais, articulados que as enformam.
A não ser assim, só nos resta a preocupação com a saúde do corpo do Estado de Direito, debilitado por sucessivos abortos legislativos, como é flagrante e preocupante exemplo o diploma que aprovou as alterações ao Código de Processo Penal
.

À mulher de César não basta ser honesta...



...deve parecer honesta.


Ontem, naveguei por aqui com o Magalhães, o tal computador menino com B.I. português e sete passaportes de outros países.

Reitero, hoje, que a medida, quanto ao seu desiderato, é positiva e merecedora de aplauso, sabendo estarmos em plena sociedade da informação e a Informática ser o ABC do futuro.

Tal como insisto e não me revejo na forma folclórica e de aparente pura propaganda política, como os 16 membros do Governo foram às escolas lançar o Magalhães à água (benta).

Insurgi-me contra o facto do Governo fazer campanha partidária pré-eleitoral à custa do erário público.

Pois bem: a crer no que foi avançado pelos comentadores residentes na Quadratura do Circulo, os Magalhães distribuídos teriam sido adquiridos e oferecidos ao Governo pelas Operadoras.

A ser assim, como diz o Povo, terá sido pior a emenda que o soneto, já que, diz-nos a experiência, tal como os almoços, não há Magalhães grátis.

E as facturas, próximas, e, futuros, lugares na administração de empresas poderão vir a seu tempo....

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A circum-navegação do MAGALHÃES

A propósito do tal Magalhães que era bem português e, afinal, já o não é tanto assim, dispensando-me de exaustivas análises ou comentários , pela evidência dos números, e sem retirar, é justo referi-lo, qualquer mérito ao conteúdo e objectivo final desta medida educacional, limito-me a convidar à reflexão de como o Governo está já fortemente empenhado na Campanha Eleitoral partidária, a crer na forma como lançou ao mar da propaganda folclórica de marketing 16 das suas caravelas:
1º - O PSD é o detentor da Presidência da maioria das Câmaras Municipais, 158, contra as 109 do PS, 32 da CDU, 1 do CDS, 1 do BE e 7 de Independentes;
2º- Total de Municípios visitados pelas caravelas do Magalhães - 16
3º - Municípios visitados de Presidência PS - 12
4º - Municípios visitados de Presidência PSD - 4
5º - Municípios visitados de Presidência de outras forças partidárias: 0
6º - Municípios do Litoral, com maior massa de eleitores, visitados: 10
7º - Outras curiosidades: sendo as Câmaras do Distrito de BEJA de maioria CDU (PCP), nenhuma caravela acostou nas escolas do distrito; tendo ancorado na maioria dos grandes portos do Litoral, o Magalhães passou ao lado de grandes ancoradouros como Porto, Gaia, Aveiro....
Não alinho na teoria da conspiração, mas, depois da leitura dos números, sem qualquer "ciumeira política", ficam as interrogações:
- É esta a apregoada isenção e governar para todos os portugueses, sem discriminações?
- Não será mais descarada propaganda partidária praticada por um Governo à custa do erário de todos nós, sabendo todos que o Magalhães chegaria a bom porto sem tais figuras ao leme?

Que ninguém responda. A caravela do Magalhães fez uma navegação escolar com sucesso, e não encalhou. Eu é que, pior do que um Velho do Restelo, não passo de mais um BOTA ABAIXO, dos muitos milhões sem autoritário estatuto para a arrogância e uso e abuso do escárnio e galhofa, rindo ou zombando, com desprezo e gozo descarados, no Parlamento que devia ser de todos nós, sempre que se fala dos males que afligem o Povo que os elegeu, deixando sem resposta a maioria das questões fulcrais que lhes são colocadas e que mais o preocupam... a ele Povo desencantado!
O Magalhães fugiu para Espanha. Para onde fugiremos nós?


Imagem daqui: http://jvarnoso.com/images_self/el12.jpg


terça-feira, 23 de setembro de 2008

Muitos galos, um poleiro!


Bem que o título poderia ser Cavalgada pelo Poder ou algo semelhante.

Já iniciada a época da caça, a venatória, aí temos, mais precoce e evidente no próprio partido do poder, a abertura da caça ao voto.... e às bruxas!
Inevitável, também, sempre que se aproximam os actos eleitorais, dado o sinal de partida, o lançamento de algumas lebres para profusa fogachada que dispara em todas as direcções, a tudo que mexa ou faça sombra.

É toda uma disputa partidária, necessária e saudável em democracia, sempre que as contendas ideológicas esclareçam, proponham e tentem convencer os cidadãos, potenciais eleitores e únicas molas de acesso ao poleiro, das suas propostas e projectos futuros que visem o bem comum e mais justiça e equidade sociais.

Ninguém condenará, tão pouco, que se critiquem, nesta fase da campanha, em todas as ocasiões, as medidas, a obra, ou a falta dela, por parte dos eleitos, sentem-se eles nos cadeirões de S. Bento ou nas cadeiritas do poder local.
Desde que se não desfiram farpas pessoais, mas fundamentados ataques ao cargo institucional que uns e outros desempenham e representam.

Igualmente, compreendo e aceito, sem qualquer relutância que, no uso do livre direito de opinião, se critiquem com igual fundamentação, as opções editoriais dos órgãos de comunicação social, nacionais, regionais ou locais.

Deixando estes "considerandos" prévios, vou directo ao caso que despoletou este sacar da cavilha. E começo por transcrever, com a devida vénia, e reflectir, sem vénia nenhuma, sem que, para tal, esteja mandatado seja por quem for, na parte que interessa, um artigo de opinião assinado por Joaquim Mendes, Presidente da Comissão Política de Vouzela do Partido Socialista, texto que mereceu notório realce em mais e meia página do "Noticias de Vouzela", de 18/9/2008:

"Para que alguns dos nossos munícipes e leitores entendam, muito do blá-blá que a actual maioria PSD que governa Vouzela produz e de que é meticuloso arauto o Sr. Presidente da Câmara através do exagerado uso dos órgãos de comunicação social local - ambos, frequentemente, confundem notícia com propaganda, em toda e qualquer situação, adequada ou não à circunstância..."

Que eu saiba, em Vouzela são dois os órgãos de comunicação social em actividade: o Notícias de Vouzela e a Rádio local. Se me não posso pronunciar quanto a esta última, por força do meu afastamento geográfico, já quanto ao primeiro, porque o leio desde os já muito remotos anos dos bancos escolares, impele-me a consciência que contrarie as acusações (ou pressões?) do seu autor.

Até ao 25A, o NV era o que podia ser, condição comum a todos os órgãos de comunicação social. Respeitando os espartilhos legais foi, contudo, uma autêntica Carta de Família, com especial acuidade nos anos sessenta, em que, tal como Hoje, centenas de filhos da Terra viviam na Diáspora (aqueles mesmos a quem ora parece querem condicionar o direito ao voto...).

Após o 25A, esvaziado o PREC e ultrapassadas as utópicas alvoradas que cantavam no "Vouga Livre"(?), passem as boas, quiçá, ingénuas, intenções de alguns dos "usurpadores", o Noticias de Vouzela reapareceu (por curiosidade, muito por mérito de uma valorosa figura de quem o Sr. Joaquim Mendes no seu artigo enaltece a atitude enquanto Presidente da Câmara, o saudoso João Ribeiro).

E reapareceu com a notória preocupação primeira de continuar a levar as novas do Concelho e das suas Gentes a todos os seus emigrantes e vouzelenses não residentes, mas vestindo o fato novo que a Liberdade e a Democracia lhe proporcionava.

Sabe o autor daquele escrito, sei eu e todos os assinantes e leitores do Noticias de Vouzela que semanalmente o folheiam, que as suas páginas estão abertas e espelham as mais díspares sensibilidades políticas. Por lá se lêem artigos de opinião de toda a índole. E, inclusive, vários textos subscritos pelo Sr. Joaquim Mendes, que eu, muito sinceramente, leio com agrado, a propósito do Grupo Etnográfico de Vasconha (a terra dos meus "velhos" companheiros de Colégio, os irmãos Lurdes e Fernando Saraiva), dando justa nota daquele pólo cultural da freguesia de Queirã.

Foi assim, nestes últimos três anos.

Descobrir , agora, e de rompante, que o NV confunde noticia com propaganda, insinuando falta de isenção, não colhe em mim, nem colherá na esmagadora maioria dos leitores deste semanário regionalista, mesmo em muitos dos seus correlegionários mais amantes da verdade.

É que, para além do abundante e louvável noticiário que nos foi dando das Capuchinhas, não lhe faltaria naquelas páginas, estou certo, espaço para, nestes últimos três anos, entrar na liça política e, para lá de criticar as medidas da edilidade, por exemplo, denunciar e zurzir nos feitores das escabrosas medidas governamentais do cercear do direito à Saúde dos vouzelenses, na lei das finanças locais que asfixia muitas autarquias e outros desmandos e incumprimento da maioria das promessas.

Tendo todo o direito de vir, agora, dado o tiro de partida em Guimarães, iniciar o disparo local da campanha para as eleições que o seu Partido ora iniciou, com ou sem intenção, pressionando as livres opções editoriais do Noticias de Vouzela, bem à imagem do que o partido do Poder vem, de há muito, praticando nos órgãos de comunicação a nível nacional, é que não colhe....e cuja intenção não escapa ao leitor menos atento.

E, sem me querer imiscuir nas críticas insertas no seu texto, no que concerne à actuação dos órgãos autárquicos locais, de cuja Assembleia o autor do escrito faz parte e toma assento, limito-me a recordar-lhe que os potenciais votantes do Concelho de Vouzela de Hoje, já não são, desiludam-se os que pensam o contrário, os obedientes e resignados servos da União Nacional, aquela mesma que, ainda que com roupagens socialistas, o partido do poder parece pretender ressuscitar com recurso às pressões (do mesmo jaez da que aqui venho tratando), nem se subjugam perante actos persecutórios, arrogância e marketing agressivo, artimanhas políticas ou promessas por cumprir.

Não me alongarei mais, para além de lhe dar nota final do quanto me desagradou, por injusto, o ataque à comunicação local, especialmente no que respeita ao Noticias de Vouzela e de que entendeu fazer preâmbulo (recado ou pressão?), no seu primeiro prospecto de propaganda eleitoral em mais uma campanha.

E o que faço com toda a legitimidade de conciência, enquanto leitor de sempre do NV, mas também de cidadão que vive a Liberdade e a Democracia em grau suficiente para se não deixar engajar por qualquer grupo do nosso espectro partidário.

A minha independência partidária, por não me rever em nenhum dos actuais grupos do espectro politico que ora se degladiam, apenas me permite não engrossar o caudal abstencionista e ir votando naqueles cujas propostas e promessas eleitorais mais se aproximem da visão de que tenho duma Sociedade justa e equitativa, passem as desilusões e o logro em que, invariavelmente, vou caindo! E que, arrisco pela certa, o próprio autor do texto já sentiu.

E para terminar, para além de ter gostado do BLÁ-BLÁ. que ouço, por castigo meu, a todas as santas horas do dia, porque sinto, volto a repetir, que a acusação ao Notícias de Vouzela é infundada e injusta, espero mesmo é que a sua Direcção e corpo redactorial continuem na senda da isenção que têm demonstrado, por mais blá-blás que os pressionem!

domingo, 21 de setembro de 2008

União Nacional?


O Partido Socialista, reconheçamos, está no seu auge.

Tem as rédeas do Poder absoluto, no Governo, na Assembleia e em todos os dominantes sectores da nossa Sociedade.

Adestrada a maioria da poderosa Comunicação Social, instalado o medo nos sectores ainda não totalmente subjugados, como o funcionalismo e, sobretudo, o professorado; as invectivas à Magistratura no sentido de a fragilizar; domínio nas empresas-chave, infiltrando os seus homens de mão; controle das policias ( e do Ministério Público?), com recurso a um Super-Chefe; condicionalismos ao voto dos emigrantes (estes, por estarem fora do País, mais refractários à sua feroz propaganda interna); um autoritarismo arrogante associado a um marketing político de qualidade (é justo reconhecê-lo); o aviltamento constante e público das demais forças politicas, faltar-lhe-á tão só o arrebanhar de algumas massas renitentes aos seus apelos e medidas de pura artimanha politica, ou ao pavor instalado.

Mas esta última tarefa está em marcha. Vimo-lo ontem e veremos durante mais um ano, por mais gasto e descredibilizado que esteja, o folclore dos comícios de espectáculo, com o infindável desfile de autocarros fretados e pagos, sei lá por quem...e, depois, o doce rosário das habituais promessas (paroles...paroles..paroles...).

Os tentáculos vão crescendo e, pressinto-o de há muito, que breve estará o tempo em que quando todo um Povo acordar da letargia do logro, mais não reconhecerá que uma nova União Nacional, a Socialista. E tornar-se banal o defunto slogan "Quem não é por NÓS é contra NÓS!"


Repousem as almas mais inquietas: isto fui eu a delirar, com laivos de reviralho. Afinal, não passo de mais um envergonhado "BOTA ABAIXO"!...