
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Pataca a mim....pataca a ti...

Meio a sério....meio a brincar......
Foi um espectáculo deprimente a apresentação do Orçamento para 2009.
--------------------------------------------------------Foi ficção?:
O ministro marca a hora e avisa os jornalistas. O Parlamento espera. Alguns deputados, desesperam, outros aguardam com indisfarçável cumplicidade.
E os jornalistas vão dando novas, e velhas, em directos e gravações.
Lá vem o homem e a pen. Introduzem a pen no Magalhães, mas algo não corre bem. Os deputados (os que ainda não conheciam a proposta de Orçamento) ficam a saber o mesmo.
Os jornalistas também, mas lá continuam a dar novas, e velhas, em directos e gravações.
O ministro "bota faladura", e tece com dourados fios a preciosidade do orçamento, o tal que, nem deputados, nem jornalistas, nem comentadores (sei lá se o próprio) ainda conhecem no seu todo.
Os jornalistas continuam a dar novas, e velhas, em directos e gravações (e das apregoadas benfeitorias do Orçamento).
Fica tudo na mesma e a escuridão quanto à proposta orçamental junta-se à da noite e ambas, de mãos dadas, lá vão dormir.
Os jornalistas continuam a dar novas, e velhas, em directos e gravações (e das apregoadas benfeitorias do Orçamento).
E enquanto o Povo dorme, anuncia-se mais uma conferência para a manhã seguinte, bem cedo.
E os jornalistas madrugam, correm, atropelam-se para poderem dar as novas, e velhas, em directos e gravações (e as benfeitorias do Orçamento).
Na falta de novas, comem bolinhos e pasteis de nata, ainda à conta do velho orçamento.
E, depois de longa espera, lá surge o homem das contas com mais um rosário de benesses e virtudes, que foi contando, no meio de alguns nervosos esgares e gaguejos.
E os jornalistas voltam às novas , e às velhas, nos directos e gravações (e às benfeitorias do Orçamento) e vão informando que, finalmente, os deputados já podem ter acesso ao documento completo.
E o folclore prolonga-se, que o dia ainda vai a santos, e as televisões estão a feição.....
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Deprimente, sim, mas, também, vergonhoso e desleal, não dando exemplo algum da ética que se apregoa ir faltando. Descarada propaganda, promoção de imagem dum governo que os portugueses quererão bem mais responsável e menos folclórico.
Quanto à substância da proposta, a vedeta primeira daqueles dois dias, qualquer leigo na matéria, como eu, ou, até, cidadãos mais apetrechados com bagagem económica, podem interrogar-se neste momento:
- Se o crescimento previsto para 2009 é nulo (ou quase), se o ministro apregoa benesses para as empresas e famílias, em sede de impostos e se, como reza a proposta de orçamento, as receitas fiscais vão aumentar, quem ou o quê vai ficar mal nesta fita toda?
- Sabendo todos que a Justiça não vai bem e necessita de bons remédios, não nos surpreendemos com o aumento de 60,5% nos dinheiros que lhe são atribuídos, se bem que, muitos pensarão que mais do que dinheiro do que aquele Ministério necessita, com carácter de urgência, é de massa cinzenta à frente dos seus destinos;
- Que justificação para o aumento para 2009 das verbas atribuídas às empresas de comunicação social tuteladas pelo Estado (RTP, RDP e Lusa), 160 milhões de €, o que me parece ser verba próxima à consignada a todo o Ministério da Cultura?
Não questiono mais. Nem lucro virá destas e das muitas questões que esta proposta de orçamento suscita. Táctica velha, deixa-nos sem resposta....que depois esquece. Que, para lembrar, sempre e a todo o momento, lá estão os bons anúncios, as bondades deste governo, nem que tenham que ser marteladas durante dois dias!....
"Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura"...
________________________________F.F.F.
Essa megera vinda do nada, parida em sítio nenhum, que parece ser de todos sem que alguém assuma a paternidade ou que lhe tenha fornecido os óvulos, dá pelo difuso nome de Crise Internacional.Anda por aí, pelos cantos, pelas sombras, sem que ninguém a veja, dissimulada nas saias duma prima afastada, esta, sim, velha crise residente, com bilhete de identidade bem tuga nascida em tempos de ilusória fartazana e económico deboche, no consulado Guterres.
E o que ouvimos e sentimos: crise nas Finanças, na Economia; crise na Educação, na Cultura; crise na Justiça, na Segurança; crise na Indústria, na Agricultura; crise.......
A partir de ontem, na ressaca amarga da noite dos seleccionados da bola, mais uma crise espreita, a do FUTEBOL!
E como bom samaritano, alerto com forte brado:
Cuidem-se FADO e FÁTIMA!
Que, sem vós, não existe Portugal!....
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Curiosidade toponímica....
Sendo certo que no Parlamento onde aquele se vai dissecar, haverão por lá muitos eleitos a coçá-los.... na placa, à esquerda, mas ao centro e à direita, também.

domingo, 12 de outubro de 2008
No Índico, 2008...
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
A crise e as obras
Até aqui, concordo com a intenção do Governo em não desistir, em absoluto, das obras.
As minhas dúvidas situam-se, neste contexto, a nível da necessidade, e dos espectáveis futuros proveitos para o País, da construção da via para o TGV. É a nível deste investimento que, na minha perspectiva, se deve centrar, de novo, a oposição no Parlamento, para além dum aberto e esclarecedor debate na sociedade civil.
E, simultaneamente, exigir dos governantes, uma explicitação clara e concisa, acerca de como, quando e quem, e em que condições contratuais, as obras vão ser realizadas. É justo, e imprescindível, que os portugueses saibam quando e a quem terão, num futuro mais próximo ou afastado, de pagar a factura dessas obras.
Para que, a exemplo do que vem sucedendo, gerações futuras não tenham que pagar a empresas (com administradores escolhidos a dedo), as facturas de obras que os decisores do poder, no tempo que politicamente lhes convinha, entenderam contratar e pôr em execução.
Gato escaldado........
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Fabricante/Montador(?) do Magalhães....
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........ Segundo foi hoje noticiado pela Rádio Renascença, a J.P. Sá Couto e o seu administrador João Paulo Sá Couto (irmão de Jorge Sá Couto) é acusada da prática dos crimes de associação criminosa e de fraude fiscal, juntamente com mais 39 arguidos. Esquema designado por "fraude carrossel"Em causa estará um "mega fuga e fraude ao IVA" no ramo da informática, num esquema vulgarmente designado por "fraude carrossel" em que a empresa de Matosinhos alegadamente assumiria a posição de elo final. Neste esquema, os mesmos bens são sucessivamente transmitidos, em círculo, entre diversos operadores sedeados em pelo menos dois Estados da União Europeia, não sendo o valor do IVA devido entregue por pelo menos um operador no seu país. Nos termos da acusação, citada pela Renascença, a J.P. Sá Couto terá tido como contrapartida um lucro de cerca de 4 por cento sobre o valor da mercadoria facturada. ..................................................................."
E, já que voltei ao Magalhães, insisto: tal como os almoços, não há Magalhães grátis!
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Por terras de PARAPATO...
Cá fica, com especiais saudações para os amigos que andaram por terras do Parapato e que se vão reunir em breve para mais um convívio.
Calma, sossego....
Sem saudosismo algum, mas com muita saudade, sinto-me bem ao rever lugares onde, de algum modo, como diria o Malato, já fui feliz.
Desta feita, são as fotos do Mário Viegas que teve a dita de rever Nacala:
Ao largo de Matosinhos...
Imagem daqui:http://laiho.blogs.sapo.pt/arquivo/aguia.JPG... o mar estava revolto. A águia molhou as asas!
Por muito que me custe, o resultado foi justo. Até nem escandalizaria a vitória do Leixões.
Há dias e noites assim.
Dói mais quando o resultado é injusto e não reflecte a verdade do jogo. Não foi o caso.
Parabéns aos leixonenses e que a águia recupere os voos em terra firme!
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
Encosta-te a mim!
........ e viva a música!
Cavaco criticou hoje os que se encostam ao Estado. Deu especial ênfase aos empresários e à permuta de favores com o poder politico.
Não há como discordar destas suas acepções. Mas não pode faltar coragem para denunciar outros flagrantes encostos, numa Sociedade de descarados compadrios, onde escasseia a honra e se perdeu a ética.
Encostam-se ao Estado os subsidiários do Rendimento Mínimo, hoje travestido em RIS, com idade, saúde e bom corpo e que, na ociosidade subsidiada, sugam no suor de todos os que vergam a mola.
Encosta-se ao Estado, fraco e desautorizado, toda uma corja de bandidos importados que, da estranja, se misturam com outra gente emigrante honesta e trabalhadora.
Encostam-se ao Estado políticos dos governos que vamos tendo, os que saltitam de Ministérios para Empresas e de Empresas para Ministérios, mais depressa que a Vanessa Fernandes passa da água à bicicleta, os quais decidem e contratam, agora na cadeira do poder, em nome do Estado, logo nos gabinetes de Administração, em nome das Empresas, sorvendo dali e daqui os frutos de quem trabalha e os elegeu.
Encosta-se ao Estado toda uma legião de bajuladores do poder instituído, comentadores de pacotilha e discurso encomendado, alguns jornalistas contratados por agências de comunicação partidária e, até, sei lá se com direito a casa, manipuladores intelectuais bem falantes e melhores escribas.
Faltou-lhe coragem para ir mais além.......começa a invadir-nos, a nós, algum medo dos verdugos.....
Da Rotunda à Ericeira
Dei-me conta, já o sol ia bem alto, que hoje é dia de mais uma celebração.Uns celebram a implantação da República outros recordarão o fim da Monarquia.
Por mim, nada me impele a celebrar seja o que for. Vícios, defeitos e virtudes são comuns àquelas duas Damas históricas.
Temos exemplos de países monárquicos, em que a democracia é plena e cujo nível de vida nós, pobres republicanos, invejamos, o que também é verdade em muitas Repúblicas.
Mais do que os Regimes, importam os valores que suportam uma Sociedade. E, cá por mim, custava-me bem menos sustentar uma Família Real que toda uma corja de bácoros mamões a chuparem na teta do Estado.
E não sei o que decidiria se me dessem a escolher entre as intrigas palacianas da Corte de Então e as secretas manipulações maçónicas de Hoje...
Sendo assim, porque não falta quem felicite, convictamente ou por tradição, os vitoriosos homens da Rotunda, hoje torço pela parte mais frágil: saúdo com respeito a memória dos que, com Portugal a sangra-lhes no peito, embarcaram na Ericeira!
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Não dá para esconder...
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Sem comentários....
As águas do RIO VOUGA


sábado, 27 de setembro de 2008
Polvo para o fim de semana
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Quanto à insegurança que se vive...
Domingo, 16 de Setembro de 2007
De recurso em recurso, até........
Não é pacífica a doutrina do novo Código de Processo Penal, já em vigor. Para gáudio dos que fazem modo de vida "tramar" os outros (p. ex. o Cabo Costa e o brasileiro Marcos, assassino dos polícias na Amadora...) e desespero das vítimas, a nova Lei Penal surge envolta em incandescente polémica. Disso fazem eco comentadores e especialistas na área da Justiça.
Área da Justiça que tem ao leme um supremo Ministro, um dos "heróis" desertores da "Guerra Colonial" que, vendo partir os camaradas, preferiu colocar o próprio "canastro" a salvo. O que até poderá nada significar para a questão ora aqui aflorada....
O nosso P.R. aconselha-nos a "esperar para ver". Por mim, e a crer nas pérolas legislativas com que as ostras do Poder nos vão presenteando nos últimos tempos, nada de bom auguro. Pior, espero, sem o desejar, o agravamento da propalada inoperância dos nossos Tribunais - de que os magistrados serão os menos culpados -, e prevejo, e a curto prazo, nova escalada na insegurança dos descrentes cidadãos deste nosso cantinho.
Mas que ninguém se surpreenda ou escandalize: alguém tem interesse e retirará vantagens do descalabro da segurança e da justiça nesta nau que, há muito, perdeu a bússola.
E é essa a preocupação primeira de quem entende não ser forçoso "esperar para ver" diminuídos os direitos das vítimas e vê-los transferidos para os que vivem sugando a Sociedade em que não se querem ou não se sabem integrar.
Hoje é Domingo. Melhor será pensar em algo que me dê prazer. E tenho mais dois"clip", com imagens relaxantes.....e que evocam saudosos momentos:
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E já, em Março deste ano, por aqui escrevi:
...não deixo de me que questionar a propósito da leviandade com que se decide a produção de leis no nosso País. Num Estado que se pretende de Direito é fulcral que qualquer diploma regulador da vida em sociedade seja, previamente, discutido e ponderado, no sentido de se aquilatar da sua justeza e aplicabilidade.
Para esse desígnio, compete aos legisladores uma audição prévia da sociedade civil, com auscultação dos organismos e entidades abalizadas, que, mais de perto, lidam com as áreas em que se pretende legislar.
Tenho para mim que as Leis da Nação não podem ser, unicamente, imaginadas e produzidas na ignorante solidão de qualquer gabinete ministerial ou na inquietante chinfrineira dos claustros do Parlamento.
Para que possam ser exequíveis, respeitadas e aplicadas, sem tibiezas. E que a sua subjectividade, no conteúdo, mas, também, na forma, não possa ser uma arma apontada aos mais fracos e de cuja trajectória os mais fortes se possam esquivar por força dos descuidados, ou intencionais, articulados que as enformam.
A não ser assim, só nos resta a preocupação com a saúde do corpo do Estado de Direito, debilitado por sucessivos abortos legislativos, como é flagrante e preocupante exemplo o diploma que aprovou as alterações ao Código de Processo Penal.
À mulher de César não basta ser honesta...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008
A circum-navegação do MAGALHÃES
A propósito do tal Magalhães que era bem português e, afinal, já o não é tanto assim, dispensando-me de exaustivas análises ou comentários , pela evidência dos números, e sem retirar, é justo referi-lo, qualquer mérito ao conteúdo e objectivo final desta medida educacional, limito-me a convidar à reflexão de como o Governo está já fortemente empenhado na Campanha Eleitoral partidária, a crer na forma como lançou ao mar da propaganda folclórica de marketing 16 das suas caravelas:1º - O PSD é o detentor da Presidência da maioria das Câmaras Municipais, 158, contra as 109 do PS, 32 da CDU, 1 do CDS, 1 do BE e 7 de Independentes;
2º- Total de Municípios visitados pelas caravelas do Magalhães - 16
3º - Municípios visitados de Presidência PS - 12
4º - Municípios visitados de Presidência PSD - 4
5º - Municípios visitados de Presidência de outras forças partidárias: 0
6º - Municípios do Litoral, com maior massa de eleitores, visitados: 10
7º - Outras curiosidades: sendo as Câmaras do Distrito de BEJA de maioria CDU (PCP), nenhuma caravela acostou nas escolas do distrito; tendo ancorado na maioria dos grandes portos do Litoral, o Magalhães passou ao lado de grandes ancoradouros como Porto, Gaia, Aveiro....
Não alinho na teoria da conspiração, mas, depois da leitura dos números, sem qualquer "ciumeira política", ficam as interrogações:
- É esta a apregoada isenção e governar para todos os portugueses, sem discriminações?
- Não será mais descarada propaganda partidária praticada por um Governo à custa do erário de todos nós, sabendo todos que o Magalhães chegaria a bom porto sem tais figuras ao leme?
Que ninguém responda. A caravela do Magalhães fez uma navegação escolar com sucesso, e não encalhou. Eu é que, pior do que um Velho do Restelo, não passo de mais um BOTA ABAIXO, dos muitos milhões sem autoritário estatuto para a arrogância e uso e abuso do escárnio e galhofa, rindo ou zombando, com desprezo e gozo descarados, no Parlamento que devia ser de todos nós, sempre que se fala dos males que afligem o Povo que os elegeu, deixando sem resposta a maioria das questões fulcrais que lhes são colocadas e que mais o preocupam... a ele Povo desencantado!
O Magalhães fugiu para Espanha. Para onde fugiremos nós?
Imagem daqui: http://jvarnoso.com/images_self/el12.jpg

terça-feira, 23 de setembro de 2008
Muitos galos, um poleiro!

domingo, 21 de setembro de 2008
União Nacional?







