segunda-feira, 6 de outubro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
Encosta-te a mim!
........ e viva a música!
Cavaco criticou hoje os que se encostam ao Estado. Deu especial ênfase aos empresários e à permuta de favores com o poder politico.
Não há como discordar destas suas acepções. Mas não pode faltar coragem para denunciar outros flagrantes encostos, numa Sociedade de descarados compadrios, onde escasseia a honra e se perdeu a ética.
Encostam-se ao Estado os subsidiários do Rendimento Mínimo, hoje travestido em RIS, com idade, saúde e bom corpo e que, na ociosidade subsidiada, sugam no suor de todos os que vergam a mola.
Encosta-se ao Estado, fraco e desautorizado, toda uma corja de bandidos importados que, da estranja, se misturam com outra gente emigrante honesta e trabalhadora.
Encostam-se ao Estado políticos dos governos que vamos tendo, os que saltitam de Ministérios para Empresas e de Empresas para Ministérios, mais depressa que a Vanessa Fernandes passa da água à bicicleta, os quais decidem e contratam, agora na cadeira do poder, em nome do Estado, logo nos gabinetes de Administração, em nome das Empresas, sorvendo dali e daqui os frutos de quem trabalha e os elegeu.
Encosta-se ao Estado toda uma legião de bajuladores do poder instituído, comentadores de pacotilha e discurso encomendado, alguns jornalistas contratados por agências de comunicação partidária e, até, sei lá se com direito a casa, manipuladores intelectuais bem falantes e melhores escribas.
Faltou-lhe coragem para ir mais além.......começa a invadir-nos, a nós, algum medo dos verdugos.....
Da Rotunda à Ericeira
Dei-me conta, já o sol ia bem alto, que hoje é dia de mais uma celebração.Uns celebram a implantação da República outros recordarão o fim da Monarquia.
Por mim, nada me impele a celebrar seja o que for. Vícios, defeitos e virtudes são comuns àquelas duas Damas históricas.
Temos exemplos de países monárquicos, em que a democracia é plena e cujo nível de vida nós, pobres republicanos, invejamos, o que também é verdade em muitas Repúblicas.
Mais do que os Regimes, importam os valores que suportam uma Sociedade. E, cá por mim, custava-me bem menos sustentar uma Família Real que toda uma corja de bácoros mamões a chuparem na teta do Estado.
E não sei o que decidiria se me dessem a escolher entre as intrigas palacianas da Corte de Então e as secretas manipulações maçónicas de Hoje...
Sendo assim, porque não falta quem felicite, convictamente ou por tradição, os vitoriosos homens da Rotunda, hoje torço pela parte mais frágil: saúdo com respeito a memória dos que, com Portugal a sangra-lhes no peito, embarcaram na Ericeira!
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Não dá para esconder...
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Sem comentários....
As águas do RIO VOUGA


sábado, 27 de setembro de 2008
Polvo para o fim de semana
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Quanto à insegurança que se vive...
Domingo, 16 de Setembro de 2007
De recurso em recurso, até........
Não é pacífica a doutrina do novo Código de Processo Penal, já em vigor. Para gáudio dos que fazem modo de vida "tramar" os outros (p. ex. o Cabo Costa e o brasileiro Marcos, assassino dos polícias na Amadora...) e desespero das vítimas, a nova Lei Penal surge envolta em incandescente polémica. Disso fazem eco comentadores e especialistas na área da Justiça.
Área da Justiça que tem ao leme um supremo Ministro, um dos "heróis" desertores da "Guerra Colonial" que, vendo partir os camaradas, preferiu colocar o próprio "canastro" a salvo. O que até poderá nada significar para a questão ora aqui aflorada....
O nosso P.R. aconselha-nos a "esperar para ver". Por mim, e a crer nas pérolas legislativas com que as ostras do Poder nos vão presenteando nos últimos tempos, nada de bom auguro. Pior, espero, sem o desejar, o agravamento da propalada inoperância dos nossos Tribunais - de que os magistrados serão os menos culpados -, e prevejo, e a curto prazo, nova escalada na insegurança dos descrentes cidadãos deste nosso cantinho.
Mas que ninguém se surpreenda ou escandalize: alguém tem interesse e retirará vantagens do descalabro da segurança e da justiça nesta nau que, há muito, perdeu a bússola.
E é essa a preocupação primeira de quem entende não ser forçoso "esperar para ver" diminuídos os direitos das vítimas e vê-los transferidos para os que vivem sugando a Sociedade em que não se querem ou não se sabem integrar.
Hoje é Domingo. Melhor será pensar em algo que me dê prazer. E tenho mais dois"clip", com imagens relaxantes.....e que evocam saudosos momentos:
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E já, em Março deste ano, por aqui escrevi:
...não deixo de me que questionar a propósito da leviandade com que se decide a produção de leis no nosso País. Num Estado que se pretende de Direito é fulcral que qualquer diploma regulador da vida em sociedade seja, previamente, discutido e ponderado, no sentido de se aquilatar da sua justeza e aplicabilidade.
Para esse desígnio, compete aos legisladores uma audição prévia da sociedade civil, com auscultação dos organismos e entidades abalizadas, que, mais de perto, lidam com as áreas em que se pretende legislar.
Tenho para mim que as Leis da Nação não podem ser, unicamente, imaginadas e produzidas na ignorante solidão de qualquer gabinete ministerial ou na inquietante chinfrineira dos claustros do Parlamento.
Para que possam ser exequíveis, respeitadas e aplicadas, sem tibiezas. E que a sua subjectividade, no conteúdo, mas, também, na forma, não possa ser uma arma apontada aos mais fracos e de cuja trajectória os mais fortes se possam esquivar por força dos descuidados, ou intencionais, articulados que as enformam.
A não ser assim, só nos resta a preocupação com a saúde do corpo do Estado de Direito, debilitado por sucessivos abortos legislativos, como é flagrante e preocupante exemplo o diploma que aprovou as alterações ao Código de Processo Penal.
À mulher de César não basta ser honesta...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008
A circum-navegação do MAGALHÃES
A propósito do tal Magalhães que era bem português e, afinal, já o não é tanto assim, dispensando-me de exaustivas análises ou comentários , pela evidência dos números, e sem retirar, é justo referi-lo, qualquer mérito ao conteúdo e objectivo final desta medida educacional, limito-me a convidar à reflexão de como o Governo está já fortemente empenhado na Campanha Eleitoral partidária, a crer na forma como lançou ao mar da propaganda folclórica de marketing 16 das suas caravelas:1º - O PSD é o detentor da Presidência da maioria das Câmaras Municipais, 158, contra as 109 do PS, 32 da CDU, 1 do CDS, 1 do BE e 7 de Independentes;
2º- Total de Municípios visitados pelas caravelas do Magalhães - 16
3º - Municípios visitados de Presidência PS - 12
4º - Municípios visitados de Presidência PSD - 4
5º - Municípios visitados de Presidência de outras forças partidárias: 0
6º - Municípios do Litoral, com maior massa de eleitores, visitados: 10
7º - Outras curiosidades: sendo as Câmaras do Distrito de BEJA de maioria CDU (PCP), nenhuma caravela acostou nas escolas do distrito; tendo ancorado na maioria dos grandes portos do Litoral, o Magalhães passou ao lado de grandes ancoradouros como Porto, Gaia, Aveiro....
Não alinho na teoria da conspiração, mas, depois da leitura dos números, sem qualquer "ciumeira política", ficam as interrogações:
- É esta a apregoada isenção e governar para todos os portugueses, sem discriminações?
- Não será mais descarada propaganda partidária praticada por um Governo à custa do erário de todos nós, sabendo todos que o Magalhães chegaria a bom porto sem tais figuras ao leme?
Que ninguém responda. A caravela do Magalhães fez uma navegação escolar com sucesso, e não encalhou. Eu é que, pior do que um Velho do Restelo, não passo de mais um BOTA ABAIXO, dos muitos milhões sem autoritário estatuto para a arrogância e uso e abuso do escárnio e galhofa, rindo ou zombando, com desprezo e gozo descarados, no Parlamento que devia ser de todos nós, sempre que se fala dos males que afligem o Povo que os elegeu, deixando sem resposta a maioria das questões fulcrais que lhes são colocadas e que mais o preocupam... a ele Povo desencantado!
O Magalhães fugiu para Espanha. Para onde fugiremos nós?
Imagem daqui: http://jvarnoso.com/images_self/el12.jpg

terça-feira, 23 de setembro de 2008
Muitos galos, um poleiro!

domingo, 21 de setembro de 2008
União Nacional?

terça-feira, 16 de setembro de 2008
Prova de vida....
quinta-feira, 29 de maio de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Falar VERDADE

Das ilusões, a que o Presidente da República aludiu, já conhecemos quem as vende, ao desbarato, uma das condenáveis formas de faltar á tal VERDADE. Já por aqui escrevi:
Alice no País das Maravilhas...
Nós não vivemos num país em que:- os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres;- os políticos produzem legislação que os proteja dos seus desmandos e dos seus apaniguados;- se protegem e apoiam os Bancos, as Sociedades Financeiras, as empresas especulativas, enquanto definham as pequenas e médias empresas produtivas;- se pagam indemnizações, salários e reformas de luxo a gestores públicos, não poucas vezes acabados de largarem as cadeiras do Poder, enquanto se corta nas míseras pensões de quem trabalhou e produziu toda uma vida;- se degrada a Educação, a Saúde, a Justiça, a Segurança, enquanto se afrontam os professores, se aviltam os funcionários públicos, se desautorizam as policias e as magistraturas e se encerram as estruturas de suporte àquelas áreas;- se procura o equilíbrio financeiro à custa dos sacrifícios dos mais fracos.- se.................................................................................................................................................
Nós vivemos naquele País a que a Alice nos transportou numa nuvem cor-de-rosa, no mesmo dia em que numa qualquer Patagónia os habitantes se alagavam nas sarjetas entupidas de incompetência, se afogavam nas margens de rios atulhados de incúria.Vivemos no País das Maravilhas. O da Alice!
domingo, 13 de abril de 2008
De PEMBA ao IBO - 2008
Para conhecer Pemba, a terra e as suas gentes, a realidade actual, a vida e os anseios do seu povo, nada melhor que uma visita ao blog do meu "velho" companheiro e amigo Jaime Gabão http://foreverpemba.blogspot.com
Do Ibo, aquela secular e histórica ilha do arquipélago das Quirimbas, sabe Carlos Lopes Bento, a crer no que dele tenho lido, quem mais conhece do passado daquelas terras, dos usos e costumes dos povos que a foram habitando ao longo dos tempos. Relatos maravilhosos que me deram a conhecer realidades que as poucas visitas que efectuei àquela ilha me não permitiram conhecer de todo.
É, também, no ForeverPemba que se podem consultar os textos de Carlos Lopes Bento.
Lembrei-me de Pemba neste Domingo......mitiguei a saudade!
sábado, 29 de março de 2008
Andam a "tratar da saúde" a Vouzela!

sábado, 22 de março de 2008
terça-feira, 18 de março de 2008
O piercing

Sabemos que a proibição das "drogas" teve por base de sustentação os reconhecidos malefícios para a saúde dos consumidores. Como não ignoramos que essa dura batalha está longe de ser vencida. Pior: impotente - ou incompetente -, o Estado foi claudicando perante essa preocupante agressão, sobretudo aos jovens. E não foi sem algum assombro e estupefacção que o vimos fornecer os kits do veneno, nas ruas, nas prisões e promover a abertura das controversas salas de chuto.
É, ainda, em nome da saúde que o Governo se prepara, agora, para legislar no sentido da proibição dos piercings na língua e não sei se noutros mais íntimos e recônditos apêndices do corpo humano.
Também o cigarro é um atentado à saúde dos clientes da Tabaqueira. Ora só a estes porque se legislou (e bem, na minha perspectiva) com o objectivo de minimizar os prejuízos provocados a terceiros avessos à nicotina. A terceiros, cumpre-me anotar bem.
Certo é que não há Lei que me impeça, a mim e a milhões de fumadores, de dar livre vazão ao vício que se me enraizou há décadas, tendo todos a consciência de que este acto pessoal, da responsabilidade de cada um, para além de ser uma incineradora de euros, pode comprometer seriamente a nossa saúde.
Depois deste intróito circunstancial, é legítimo interrogar: se houvesse em Portugal uma florescente indústria de piercings com capitais de Estado ou fonte de fartas receitas fiscais (tipo Tabaqueira), o Governo levaria ao extremo a sua preocupação com a aplicação destes adereços?
Não escondo que, pessoalmente, me desagrada a visão daqueles agrafos nas orelhas, no nariz, nas bochechas, na língua e noutros locais menos expostos, nos adeptos desses "chibantes". Confesso que me corre a imagem, em vertigem despudorada e injusta, para os selos e outros artifícios aplicados nas vaquinhas, nos porcos, nas ovelhas...... Mas essa é a minha visão estética, pois é certo, sei reconhece-lo, que essa opção de cada um não pode ser estigma ou metálico sinal de depravação moral. É o usufruir do direito à diferença, que não me afecta minimamente nem prejudica terceiros.
É bem verdade que tudo o que numa Sociedade se depara diferente, com algum vanguardismo ou com cariz exótico, pode provocar anticorpos sociais em espíritos mais conservadores. Ainda não esqueci quando, na irreverência da minha juventude, nos anos sessenta, da rotulagem fácil a uns cabelos compridos, "à beatle", a reprimenda nos olhares e demolidores comentários dos guardiões da moral de então. Ou, com mais agravo, e prejuízo pessoal, a condenação por ter sido "inconsciente" e precoce utilizador das camisinhas da moda actual, em época que o simples facto de se possuírem era já por si pecado maior.
Não sei se o sacro Poder daquele tempo não teria argumentos sanitários para promover a "tosquia" dos cabeludos. Porém, para lá de uma velada segregação por parte das beatas críticas ou dos guardas pretorianos dos bons costumes do Estado Novo (muitos, Hoje, assumidos paladinos da liberdade), nem Salazar seria capaz de legislar o fim da "Beatlemania".
E fico esperando que, agora, em nome da saúde pública, não me venham a ser, por força da Lei, rapados os arruçados pêlos de décadas, que são a almofada sanitária do meu velho nariz.
E que se o Governo se dispuser a fazê-lo, proceda, isso sim e como julgo ser atitude coerente, a uma campanha esclarecedora dos malefícios de tais adereços. Depois, não havendo prejuízo para terceiros, limitar-se respeitar os direitos de cada um defendidos pelos seus apregoados princípios programáticos e que são letra de Lei.
Com menos ironia, convenhamos que há males bem mais preocupantes neste nosso País, para a saúde e para a vida, esses sim, longe de serem erradicados e a merecerem pragmáticas medidas por parte de quem rege a causa pública.
Quanto aos piercings, não se caia no exagero ridículo, não se articulem leis inexequíveis, haja calma e ponderação para que não tenhamos que alinhar na máxima: É proibido PROIBIR!
Nota final: já após haver concluído este escrito, fiquei a saber dum recuo substancial nas intenções dos governantes. E, parece-me, que dentro dos parâmetros da razoabilidade, ao condicionar a aplicação dos piercings e tatuagens por menores, à autorização dos pais ou quem por eles seja responsável legal.
De facto, sabendo-se que alguns daqueles adereços deixam irreversíveis marcas, é de bom senso que nessa decisão seja respeitada a emancipação da vontade de cada um.
Congratulo-me pelo recuo, mas não deixo de me que questionar a propósito da leviandade com que se decide a produção de leis no nosso País. Num Estado que se pretende de Direito é fulcral que qualquer diploma regulador da vida em sociedade seja, previamente, discutido e ponderado, no sentido de se aquilatar da sua justeza e aplicabilidade.
Para esse desígnio, compete aos legisladores uma audição prévia da sociedade civil, com auscultação dos organismos e entidades abalizadas, que, mais de perto, lidam com as áreas em que se pretende legislar.
Tenho para mim que as Leis da Nação não podem ser, unicamente, imaginadas e produzidas na ignorante solidão de qualquer gabinete ministerial ou na inquietante chinfrineira dos claustros do Parlamento.
Para que possam ser exequíveis, respeitadas e aplicadas, sem tibiezas. E que a sua subjectividade, no conteúdo, mas, também, na forma, não possa ser uma arma apontada aos mais fracos e de cuja trajectória os mais fortes se possam esquivar por força dos descuidados, ou intencionais, articulados que as enformam.
A não ser assim, só nos resta a preocupação com a saúde do corpo do Estado de Direito, debilitado por sucessivos abortos legislativos, como é flagrante e preocupante exemplo o diploma que aprovou as alterações ao Código de Processo Penal.
terça-feira, 11 de março de 2008
A Baia dos Sonhos...
...dos sonhos.....dos meus sonhos que ficaram imersos nas águas brilhantes da Baia, nas finas areias do litoral, nas frondosas matas do interior.
Um autêntico caso de amor: amor pela terra, pelas suas gentes, pelos mistérios insondáveis que não cheguei, de todo, a desvendar.
Daí a saudade, a lembrança dos afectos que a memória não deixa esquecer.
Pemba, Wimbe, a sua baia e todo o Norte de Moçambique lá continuam belos como sempre, alimentando os sonhos!
segunda-feira, 10 de março de 2008
A capital de Moçambique em 2008
sábado, 8 de março de 2008
Os "arrombas" das sete

Um desses instrumentos é a Busca em residências onde se podem acoitar criminosos, armazenar produtos de crimes ou ocultar materiais meios de prova de acções ilegais. Que, enquanto cidadãos, só aceitamos como legítima enquanto persecutória da defesa do bem comum e de valores legalmente definidos.
Porém, angustiam-nos os erros grosseiros, por negligência ou incompetência, que se sucedem e a que urge, a todo o custo, pôr termo.
Um despertar de pânico e angústia é um inaceitável quadro, quando cidadãos sem culpa vêm violentados os seus direitos numa Sociedade que se proclama de democrática.
Nos últimos tempos, dois casos de arrombamento de residências de inculpadas famílias na zona de Lisboa (um deles da responsabilidade da P.S.P. de Almada) fazem-nos pensar, reflectir e duvidar das formas de actuação por parte da investigação criminal da P.S.P., passem os reconhecidos méritos que, num espectro global, aqueles serviços policiais vêm merecendo no combate ao crime organizado e a outras acções delituosas.
Se invocam engano, como invocaram nas ocorrências em apreço, aos cidadãos lesados, nos casos vertentes com menores despertando, horrorizados, com uma dezena de embuçados junto à cabeceira, apontando as armas para tudo o que mexesse, é justo, e urgente, que se saiba:
- com que facilitismo, ou leviandade, um magistrado assina, validando, um mandado de busca em residência?
- de que profissionalismo, boa fé ou competência, estarão os policiais credenciados para solicitarem o mandado judicial, sem que, como lhes compete e decorre do bom senso, promovam acções de vigilância prévia que comprovem quem, na realidade, habita as residências que se propõem tomar de assalto às 7 da manhã dum qualquer dia, com todo o alarme social que causam e os danos, físicos e psicológicos , que provocam, em especial nas crianças residentes?
Não há desculpas, nem os superiores, e louváveis, interesses que os agentes de segurança possam invocar para estas acções, no mínimo, negligentes, podem esbater a culpa de molestarem cidadãos inocentes, provocando danos patrimoniais, físicos e morais!
Num dos lamentáveis casos, da responsabilidade da PSP de Almada, a família residente numa das casas arrombadas, um casal, com duas filhas de 8 e 2 anos de idade, é proprietário daquele apartamento há cerca de dois anos.
E voltamos a interrogar-nos: será admissível o erro, o engano quanto à identidade dos residentes, sendo tão fácil aos investigadores dos "arrombamentos" saberem em nome de quem são emitidos os recibos da luz, da água, do gaz, do telefone; com que engulhos se deparariam os investigadores em saber quem sai e entra, diariamente, no apartamento? E tantos outros meios de vigilância prévia!...
Tenho para mim que qualquer recruta duma escola policial, considerando os longos meses em que uma investigação decorre, teria tempo e a intuição de o fazer previamente. A não ser assim, teríamos que rever toda a formação que lhes é ministrada na escolas de instrução de agentes e oficiais. Sobretudo nas destes últimos, pelos cargos de chefia que lhe são cometidos e pela acrescida responsabilidade pelas ordens que emanam.
A continuarem acções deste jaez, com contornos de "criminalidade legal", é urgente que, ao invés de se legislar no sentido de facilitar a liberdade aos criminosos, se produzam leis que permitam aos magistrados exigir aos policiais, como condição prévia para a emissão de mandados de busca, a prova, sólida e documental, de haverem sido efectuadas diligências que confirmem a identidade dos moradores das residências a "arrombar".
Para que, magistrados e a própria estrutura policial, enquanto um todo, não sejam cúmplices da eventual incompetência, negligência ou má fé, de meia dúzia de policiais que, talvez com o afã de mostrarem serviço, ou por mal comandados ou orientados, atropelem a segurança dos cidadãos que têm por missão proteger e em nome de quem servem no Estado de Direito!

domingo, 2 de março de 2008
Prova de vida.....
Entretanto, para lá deste beiral, a raiva passeia-se inconsolável pelas ruas, beliscando nas patorras arrogantes dos modernaços ditadorzecos que nos tratam da Saúde, da Educação....e da magra bolsa.
Nada que se não esvaia, na fumaça dos dias, se não dilua em discursos da tanga, como portuga gosta, no exercício dum secular masoquismo!
E, se outro diluente não amolecesse as manchas da raiva e as nódoas da indignação, que melhor sedativo para todos estes males que um Sporting-Benfica, pois que o Fado, esse, carpimos a toda a hora o do xaile negro e o 13 de Maio ainda vem longe?!
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Alice no País das Maravilhas...

- os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres;
- os políticos produzem legislação que os proteja dos seus desmandos e dos seus apaniguados;
- se protegem e apoiam os Bancos, as Sociedades Financeiras, as empresas especulativas, enquanto definham as pequenas e médias empresas produtivas;
- se pagam indemnizações, salários e reformas de luxo a gestores públicos, não poucas vezes acabados de largarem as cadeiras do Poder, enquanto se corta nas míseras pensões de quem trabalhou e produziu toda uma vida;
- se degrada a Educação, a Saúde, a Justiça, a Segurança, enquanto se afrontam os professores, se aviltam os funcionários públicos, se desautorizam as policias e as magistraturas e se encerram as estruturas de suporte àquelas áreas;
- se procura o equilíbrio financeiro à custa dos sacrifícios dos mais fracos.
- se.................................................................................................................................................
Nós vivemos naquele País a que a Alice nos transportou numa nuvem cor-de-rosa, no mesmo dia em que numa qualquer Patagónia os habitantes se alagavam nas sarjetas entupidas de incompetência, se afogavam nas margens de rios atulhados de incúria.
Vivemos no País das Maravilhas. O da Alice!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
O perfume das vedetas





