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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Prova de vida....

Imagem:http://daraopedal.blogs.sapo.pt/22590.html)


... após uma pausa circunstancial.
Concluídas as obras, removidos outros escolhos e alguma madura indolência estival, cumpre-me documentar mais uma "prova de vida". E preparar os reactores para novos voos do pensamento, sabendo, de antemão, e como sempre, que as viagens do sentir que ouso empreender, por aqui e noutros espaços virtuais, podem desagradar a muitos, atiçar surdas raivas em muitos outros e, quiçá, merecer a concordância e compreensão de outros tantos que embarquem o olhar pelo Vouguinha.
Aos primeiros, as minhas desculpas por não viajar no espaço que lhes é benquisto. A todos os outros, a certeza que o Vouguinha continuará a fumegar faúlhas da verdade (da minha), atiçadas pelas brasas da minha perspectiva, que sendo minha só a mim compromete.
Até breve!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A luta continua!












A luta continua! A minha, na palhota.....

















sexta-feira, 25 de abril de 2008

Falar VERDADE


O 25 de Abril é data imutável e estática no calendário. O que não é imutável é o que essa data representa enquanto efeméride do primeiro passo para a democracia. Vão-se esfumando e desgastando no tempo os assomos triunfalistas, a optimista esperança depositada no aroma dos cravos, tapetes coloridos da marcha revolucionária dos tanques de 1974.

Igualdade, fraternidade, progresso económico e social e todas essa pétalas policromáticas que embelezaram todos esses desígnios prometidos vão murchando, à medida que a classe política que vamos tendo imola a própria Política que lhes deu guarida e modo de vida.

E não são só os jovens que se desinteressam.

Desinteressa-se todo um Povo a quem não se fala VERDADE.

Desencanta-se todo um Povo que, com repulsa, assiste ao rasgar de compromissos assumidos perante ele jurados, enquanto pasto de eleitoralismo partidário.

Mais do que debitar os factos históricos para que se conheçam os fundamentos da democracia, cumpre, primeiro, que os políticos aprendam a falar VERDADE e a respeitarem os compromissos assumidos.

Só assim os jovens, os menos jovens, todo um Povo, poderá ter esperança de ver floridos os cravos que Abril desabrochou!

Das ilusões, a que o Presidente da República aludiu, já conhecemos quem as vende, ao desbarato, uma das condenáveis formas de faltar á tal VERDADE. Já por aqui escrevi:

Alice no País das Maravilhas...

Nós não vivemos num país em que:- os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres;- os políticos produzem legislação que os proteja dos seus desmandos e dos seus apaniguados;- se protegem e apoiam os Bancos, as Sociedades Financeiras, as empresas especulativas, enquanto definham as pequenas e médias empresas produtivas;- se pagam indemnizações, salários e reformas de luxo a gestores públicos, não poucas vezes acabados de largarem as cadeiras do Poder, enquanto se corta nas míseras pensões de quem trabalhou e produziu toda uma vida;- se degrada a Educação, a Saúde, a Justiça, a Segurança, enquanto se afrontam os professores, se aviltam os funcionários públicos, se desautorizam as policias e as magistraturas e se encerram as estruturas de suporte àquelas áreas;- se procura o equilíbrio financeiro à custa dos sacrifícios dos mais fracos.- se.................................................................................................................................................

Nós vivemos naquele País a que a Alice nos transportou numa nuvem cor-de-rosa, no mesmo dia em que numa qualquer Patagónia os habitantes se alagavam nas sarjetas entupidas de incompetência, se afogavam nas margens de rios atulhados de incúria.Vivemos no País das Maravilhas. O da Alice!

domingo, 13 de abril de 2008

De PEMBA ao IBO - 2008

Para conhecer Pemba, a terra e as suas gentes, a realidade actual, a vida e os anseios do seu povo, nada melhor que uma visita ao blog do meu "velho" companheiro e amigo Jaime Gabão http://foreverpemba.blogspot.com

Do Ibo, aquela secular e histórica ilha do arquipélago das Quirimbas, sabe Carlos Lopes Bento, a crer no que dele tenho lido, quem mais conhece do passado daquelas terras, dos usos e costumes dos povos que a foram habitando ao longo dos tempos. Relatos maravilhosos que me deram a conhecer realidades que as poucas visitas que efectuei àquela ilha me não permitiram conhecer de todo.

É, também, no ForeverPemba que se podem consultar os textos de Carlos Lopes Bento.

Lembrei-me de Pemba neste Domingo......mitiguei a saudade!

sábado, 29 de março de 2008

Andam a "tratar da saúde" a Vouzela!


Depois de ler o "Noticias de Vouzela", de 27/3, e os principais matutinos de hoje, constatei o que, desde o início deste processo, já pressentia : o S.A.P. de Vouzela, como muitos outros, não se limitaria ao encerramento das 24 às 08H00. Mais do que uma questão de horário, a meta final da politica de saúde é o esvaziamento das unidades do interior a a concentração dos Serviços nos grandes centros, em unidades hospitalares já por si sobrecarregadas e em actual ou previsível rotura a curto prazo.
Sirva-se quem quiser dos eufemismos mais caritativos, eu continuo a chamar a todos os encerramentos e à debilitação da prestação dos cuidados de saúde uma ignóbil medida governativa, com fins economicistas e não sei se, em alguns casos, com motivações politico partidárias.
Reprováveis e irresponsáveis, na medida em que, para além do desprezo que o governo central mostra nutrir pelo interior, se repercutem, irremediavelmente, e, diria mesmo, de forma humilhante, vexatória, na qualidade de vida das pessoas que habitam e labutam por essas terras.
Não se dissimule a asneira com o manto do virtuosismo das reformas de que a máquina estatal necessita e que sabemos aplaudir, quando substantivadas na procura do bem comum.
Mas, erros deles, má fortuna nossa: o que falta em vergonha e sensibilidade social, sobeja em arrogância e irresponsabilidade, a caminho duma Sociedade em que um cifrão ou € vale mais do que uma vida!
Que nunca se calem as vozes da Razão. Que os vouzelenses se não dêem por vencidos!

sábado, 22 de março de 2008

terça-feira, 18 de março de 2008

O piercing

Sei que os dois fenómenos são distintos e não, de todo, comparáveis. Mas, passe o grotesco da antevisão, não nos espantemos se num futuro breve o Estado passar a fornecer alicates esterilizados e outras ferramentas e acessórios apropriados para a aplicação dos piercings.





Sabemos que a proibição das "drogas" teve por base de sustentação os reconhecidos malefícios para a saúde dos consumidores. Como não ignoramos que essa dura batalha está longe de ser vencida. Pior: impotente - ou incompetente -, o Estado foi claudicando perante essa preocupante agressão, sobretudo aos jovens. E não foi sem algum assombro e estupefacção que o vimos fornecer os kits do veneno, nas ruas, nas prisões e promover a abertura das controversas salas de chuto.
É, ainda, em nome da saúde que o Governo se prepara, agora, para legislar no sentido da proibição dos piercings na língua e não sei se noutros mais íntimos e recônditos apêndices do corpo humano.
Também o cigarro é um atentado à saúde dos clientes da Tabaqueira. Ora só a estes porque se legislou (e bem, na minha perspectiva) com o objectivo de minimizar os prejuízos provocados a terceiros avessos à nicotina. A terceiros, cumpre-me anotar bem.
Certo é que não há Lei que me impeça, a mim e a milhões de fumadores, de dar livre vazão ao vício que se me enraizou há décadas, tendo todos a consciência de que este acto pessoal, da responsabilidade de cada um, para além de ser uma incineradora de euros, pode comprometer seriamente a nossa saúde.
Depois deste intróito circunstancial, é legítimo interrogar: se houvesse em Portugal uma florescente indústria de piercings com capitais de Estado ou fonte de fartas receitas fiscais (tipo Tabaqueira), o Governo levaria ao extremo a sua preocupação com a aplicação destes adereços?
Não escondo que, pessoalmente, me desagrada a visão daqueles agrafos nas orelhas, no nariz, nas bochechas, na língua e noutros locais menos expostos, nos adeptos desses "chibantes". Confesso que me corre a imagem, em vertigem despudorada e injusta, para os selos e outros artifícios aplicados nas vaquinhas, nos porcos, nas ovelhas...... Mas essa é a minha visão estética, pois é certo, sei reconhece-lo, que essa opção de cada um não pode ser estigma ou metálico sinal de depravação moral. É o usufruir do direito à diferença, que não me afecta minimamente nem prejudica terceiros.
É bem verdade que tudo o que numa Sociedade se depara diferente, com algum vanguardismo ou com cariz exótico, pode provocar anticorpos sociais em espíritos mais conservadores. Ainda não esqueci quando, na irreverência da minha juventude, nos anos sessenta, da rotulagem fácil a uns cabelos compridos, "à beatle", a reprimenda nos olhares e demolidores comentários dos guardiões da moral de então. Ou, com mais agravo, e prejuízo pessoal, a condenação por ter sido "inconsciente" e precoce utilizador das camisinhas da moda actual, em época que o simples facto de se possuírem era já por si pecado maior.
Não sei se o sacro Poder daquele tempo não teria argumentos sanitários para promover a "tosquia" dos cabeludos. Porém, para lá de uma velada segregação por parte das beatas críticas ou dos guardas pretorianos dos bons costumes do Estado Novo (muitos, Hoje, assumidos paladinos da liberdade), nem Salazar seria capaz de legislar o fim da "Beatlemania".
E fico esperando que, agora, em nome da saúde pública, não me venham a ser, por força da Lei, rapados os arruçados pêlos de décadas, que são a almofada sanitária do meu velho nariz.
E que se o Governo se dispuser a fazê-lo, proceda, isso sim e como julgo ser atitude coerente, a uma campanha esclarecedora dos malefícios de tais adereços. Depois, não havendo prejuízo para terceiros, limitar-se respeitar os direitos de cada um defendidos pelos seus apregoados princípios programáticos e que são letra de Lei.
Com menos ironia, convenhamos que há males bem mais preocupantes neste nosso País, para a saúde e para a vida, esses sim, longe de serem erradicados e a merecerem pragmáticas medidas por parte de quem rege a causa pública.
Quanto aos piercings, não se caia no exagero ridículo, não se articulem leis inexequíveis, haja calma e ponderação para que não tenhamos que alinhar na máxima: É proibido PROIBIR!

Nota final: já após haver concluído este escrito, fiquei a saber dum recuo substancial nas intenções dos governantes. E, parece-me, que dentro dos parâmetros da razoabilidade, ao condicionar a aplicação dos piercings e tatuagens por menores, à autorização dos pais ou quem por eles seja responsável legal.

De facto, sabendo-se que alguns daqueles adereços deixam irreversíveis marcas, é de bom senso que nessa decisão seja respeitada a emancipação da vontade de cada um.

Congratulo-me pelo recuo, mas não deixo de me que questionar a propósito da leviandade com que se decide a produção de leis no nosso País. Num Estado que se pretende de Direito é fulcral que qualquer diploma regulador da vida em sociedade seja, previamente, discutido e ponderado, no sentido de se aquilatar da sua justeza e aplicabilidade.

Para esse desígnio, compete aos legisladores uma audição prévia da sociedade civil, com auscultação dos organismos e entidades abalizadas, que, mais de perto, lidam com as áreas em que se pretende legislar.

Tenho para mim que as Leis da Nação não podem ser, unicamente, imaginadas e produzidas na ignorante solidão de qualquer gabinete ministerial ou na inquietante chinfrineira dos claustros do Parlamento.

Para que possam ser exequíveis, respeitadas e aplicadas, sem tibiezas. E que a sua subjectividade, no conteúdo, mas, também, na forma, não possa ser uma arma apontada aos mais fracos e de cuja trajectória os mais fortes se possam esquivar por força dos descuidados, ou intencionais, articulados que as enformam.

A não ser assim, só nos resta a preocupação com a saúde do corpo do Estado de Direito, debilitado por sucessivos abortos legislativos, como é flagrante e preocupante exemplo o diploma que aprovou as alterações ao Código de Processo Penal.

terça-feira, 11 de março de 2008

A Baia dos Sonhos...

...dos sonhos.....dos meus sonhos que ficaram imersos nas águas brilhantes da Baia, nas finas areias do litoral, nas frondosas matas do interior.

Um autêntico caso de amor: amor pela terra, pelas suas gentes, pelos mistérios insondáveis que não cheguei, de todo, a desvendar.

Daí a saudade, a lembrança dos afectos que a memória não deixa esquecer.

Pemba, Wimbe, a sua baia e todo o Norte de Moçambique lá continuam belos como sempre, alimentando os sonhos!

segunda-feira, 10 de março de 2008

A capital de Moçambique em 2008

Mais um conjunto de belas imagens da capital moçambicana, captadas no princípio do ano pela objectiva do nosso amigo João Taborda, com profundas raízes naquelas idílicas terras do Índico:


sábado, 8 de março de 2008

Os "arrombas" das sete




É consensual , todos sabemos e compreendemos, que as forças da ordem e as estruturas de investigação necessitam de se socorrer de instrumentos que lhes permitam investigar e obter meios de prova dos crimes que lhes é cometido combater.
Um desses instrumentos é a Busca em residências onde se podem acoitar criminosos, armazenar produtos de crimes ou ocultar materiais meios de prova de acções ilegais. Que, enquanto cidadãos, só aceitamos como legítima enquanto persecutória da defesa do bem comum e de valores legalmente definidos.
Porém, angustiam-nos os erros grosseiros, por negligência ou incompetência, que se sucedem e a que urge, a todo o custo, pôr termo.
Um despertar de pânico e angústia é um inaceitável quadro, quando cidadãos sem culpa vêm violentados os seus direitos numa Sociedade que se proclama de democrática.
Nos últimos tempos, dois casos de arrombamento de residências de inculpadas famílias na zona de Lisboa (um deles da responsabilidade da P.S.P. de Almada) fazem-nos pensar, reflectir e duvidar das formas de actuação por parte da investigação criminal da P.S.P., passem os reconhecidos méritos que, num espectro global, aqueles serviços policiais vêm merecendo no combate ao crime organizado e a outras acções delituosas.
Se invocam engano, como invocaram nas ocorrências em apreço, aos cidadãos lesados, nos casos vertentes com menores despertando, horrorizados, com uma dezena de embuçados junto à cabeceira, apontando as armas para tudo o que mexesse, é justo, e urgente, que se saiba:
- com que facilitismo, ou leviandade, um magistrado assina, validando, um mandado de busca em residência?
- de que profissionalismo, boa fé ou competência, estarão os policiais credenciados para solicitarem o mandado judicial, sem que, como lhes compete e decorre do bom senso, promovam acções de vigilância prévia que comprovem quem, na realidade, habita as residências que se propõem tomar de assalto às 7 da manhã dum qualquer dia, com todo o alarme social que causam e os danos, físicos e psicológicos , que provocam, em especial nas crianças residentes?
Não há desculpas, nem os superiores, e louváveis, interesses que os agentes de segurança possam invocar para estas acções, no mínimo, negligentes, podem esbater a culpa de molestarem cidadãos inocentes, provocando danos patrimoniais, físicos e morais!
Num dos lamentáveis casos, da responsabilidade da PSP de Almada, a família residente numa das casas arrombadas, um casal, com duas filhas de 8 e 2 anos de idade, é proprietário daquele apartamento há cerca de dois anos.
E voltamos a interrogar-nos: será admissível o erro, o engano quanto à identidade dos residentes, sendo tão fácil aos investigadores dos "arrombamentos" saberem em nome de quem são emitidos os recibos da luz, da água, do gaz, do telefone; com que engulhos se deparariam os investigadores em saber quem sai e entra, diariamente, no apartamento? E tantos outros meios de vigilância prévia!...
Tenho para mim que qualquer recruta duma escola policial, considerando os longos meses em que uma investigação decorre, teria tempo e a intuição de o fazer previamente. A não ser assim, teríamos que rever toda a formação que lhes é ministrada na escolas de instrução de agentes e oficiais. Sobretudo nas destes últimos, pelos cargos de chefia que lhe são cometidos e pela acrescida responsabilidade pelas ordens que emanam.
A continuarem acções deste jaez, com contornos de "criminalidade legal", é urgente que, ao invés de se legislar no sentido de facilitar a liberdade aos criminosos, se produzam leis que permitam aos magistrados exigir aos policiais, como condição prévia para a emissão de mandados de busca, a prova, sólida e documental, de haverem sido efectuadas diligências que confirmem a identidade dos moradores das residências a "arrombar".
Para que, magistrados e a própria estrutura policial, enquanto um todo, não sejam cúmplices da eventual incompetência, negligência ou má fé, de meia dúzia de policiais que, talvez com o afã de mostrarem serviço, ou por mal comandados ou orientados, atropelem a segurança dos cidadãos que têm por missão proteger e em nome de quem servem no Estado de Direito!

domingo, 2 de março de 2008

Prova de vida.....

O Domingo, soalheiro, com sol de sorriso aberto, espreita-me pela janela, enquanto debito meia dúzia de palavras apressadas, deixando "prova de vida". Afazeres (valores mais altos) não me têm permitido, nem permitirão em tempos mais próximos, verter ideias, nesta comunhão serena que vou tendo com as teclas desta maquineta.
Entretanto, para lá deste beiral, a raiva passeia-se inconsolável pelas ruas, beliscando nas patorras arrogantes dos modernaços ditadorzecos que nos tratam da Saúde, da Educação....e da magra bolsa.
Nada que se não esvaia, na fumaça dos dias, se não dilua em discursos da tanga, como portuga gosta, no exercício dum secular masoquismo!
E, se outro diluente não amolecesse as manchas da raiva e as nódoas da indignação, que melhor sedativo para todos estes males que um Sporting-Benfica, pois que o Fado, esse, carpimos a toda a hora o do xaile negro e o 13 de Maio ainda vem longe?!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Alice no País das Maravilhas...


Nós não vivemos num país em que:
- os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres;
- os políticos produzem legislação que os proteja dos seus desmandos e dos seus apaniguados;
- se protegem e apoiam os Bancos, as Sociedades Financeiras, as empresas especulativas, enquanto definham as pequenas e médias empresas produtivas;
- se pagam indemnizações, salários e reformas de luxo a gestores públicos, não poucas vezes acabados de largarem as cadeiras do Poder, enquanto se corta nas míseras pensões de quem trabalhou e produziu toda uma vida;
- se degrada a Educação, a Saúde, a Justiça, a Segurança, enquanto se afrontam os professores, se aviltam os funcionários públicos, se desautorizam as policias e as magistraturas e se encerram as estruturas de suporte àquelas áreas;
- se procura o equilíbrio financeiro à custa dos sacrifícios dos mais fracos.
- se.................................................................................................................................................

Nós vivemos naquele País a que a Alice nos transportou numa nuvem cor-de-rosa, no mesmo dia em que numa qualquer Patagónia os habitantes se alagavam nas sarjetas entupidas de incompetência, se afogavam nas margens de rios atulhados de incúria.
Vivemos no País das Maravilhas. O da Alice!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

O perfume das vedetas


Um trecho duma entrevista do cantor José Cid ao Mirante, em 1/2/2008:


Repórter: Em Portugal fazem-se vedetas muito rapidamente?

José Cid: O marketing faz milagres. Perfuma-se um cagalhão, embrulha-se em papel celofane, coloca-se-lhe um lacinho e anuncia-se que é uma obra de arte.


Gostei ( não do embrulho, mas da opinião do Cid) e registo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Vouzela vive!


Foi-se o Ministro, a Saúde ameaça continuar na mesma!
Ainda a indigitada ministra da tutela esperava pela tomada de posse e já gradas figuras do Governo e do partido que o sustenta se apressavam a asseverar que a reforma da Saúde iria prosseguir conforme o programado.
Sem querer diabolizar as mudanças nessa área, assumindo mesmo não ter a Comissão encarregada do estudo prévio dessa reforma produzido parecer tão desastrado, continuo convicto que foi Correia de Campos e os seus directos colaboradores quem se precipitou com a celeridade da sua aplicação no terreno, mesmo antes de estarem garantidas estruturas de substituição capazes de garantirem às populações o inalienável direito à saúde.
Por mim, não embandeiro o arco daquele hipócrita epitáfio que eleva aos céus diabos da vida terrena. Correia de Campos não teve uma postura dialogante e de sensibilidade social. A sua arrogância e teimosia encaixaram bem no perfil do todo governativo. Não soube atender aos desígnios do Povo que devia servir, num Estado que se proclama de Social.
Se estava condicionado pelos seus pares e não era esse o seu propósito, tinha aberto o caminho da demissão. Antes da asneira.
Foi "remodelado", mas se a Politica deste Governo na área da Saúde, como noutras, é para continuar, não se mudem os ministros: mudemos nós o Governo!
Gostei de ver as forças vivas de Vouzela, sede dum concelho com vasta área e população (mesmo assim, por má sina, sem volume satisfatório de eleitores para cativar as atenções dos políticos), protestarem junto do Parlamento contra o cercear dos seus direitos.
E foi saudável - registo-o com regozijo -, ver e ouvir o Presidente do Municipio defende-los, em nome dos munícipes que o elegeram e lhe outorgaram representação.
Vouzela vive!

Colarinho branco


Já por aqui escrevi a propósito do alerta para o "Polvo" gigante avistado pelo Bastonário da Ordem dos Advogados.
As reacções à sua denúncia pública não se fizeram esperar. Dependendo das fontes, e das docas, sectores há que o dizem alarmista e nada conciso, enquanto outros, talvez o grosso dos descomprometidos, se revêem nas suas denúncias e tecem loas à sua frontalidade. Estes últimos, os que compreenderam o cerne das manifestadas preocupações do Presidente da República.
Sem apontar nomes, por vínculos de personalidade ou para se não ver envolvido nas teias jurídicas, ("o feitiço contra o feiticeiro"), mas reportando inegáveis casos concretos de reconhecida opacidade, no mínimo de duvidosa ética, faz-nos reflectir como os políticos vêm, inexoravelmente, e em ritmo acelerado, desde há algumas décadas, imolando a própria Política que abraçaram, fazendo sua.
Tudo sem que a malha da Justiça haja, até agora, capturado peixe graúdo.
A imagem, palpável e pública, que vamos tendo dessa luta anti-corrupção tem-se limitado àqueles banais, e até ridículos, casos de peixe miúdo, de mãos untadas por um interesseiro almoço, um par de botas, um chocolate ou uma garrafa de verde embalada em acetinado papel natalício. É pouco, não é nada. A corrupção não mora aí!
Entretanto, por rios caudalosos, milhões de euros mudam de porto perdem-se nas enxurradas de entrincadas negociatas, em que se movem intocáveis figuras.
Se, como já propalavam os nossos ancestrais, o exemplo vem de cima, não se dispersem os investigadores e as magistraturas no arranjo das fraldas da camisa. Concentrem-se e dêem rápido arranjo nos colarinhos brancos!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O Polvo!


Alguém, com notório estatuto na nossa Praça, veio dizer-nos que um Polvo gigante anda a agitar os tentáculos pela nossa costa.
Nada que qualquer pescador avisado se não haja já apercebido.
A questão, agora, é saber quem, com que coragem, de mãos limpas, ousará retalhar o Polvo e dar-lhe o arroz!
Antes que os seus tentáculos nos asfixiem e, em delírio, nos levem até à Itália de alguns anos passados....

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

111 anos depois....


...qualquer semelhança com a actualidade é pura coincidência. SERÁ?
Lendo bem........

Guerra Junqueiro,
in "Pátria",
escrito em 1896:

" Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se
lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo,
enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da
sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...)
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta ate à medula, não
descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem
carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida intima, descambam
na vida publica em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a
veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao
roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a
indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis
no Limoeiro (...)
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este
criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto
pela abdicação unânime do pais, e exercido ao acaso da herança, pelo
primeiro que sai dum ventre, como da roda duma lotaria.
A justiça ao arbítrio da Politica, torcendo-lhe a vara ao
ponto de fazer dela saca-rolhas;
Dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções,
incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e
pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao
outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo,
apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, - de não
caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)"

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Lusofonia

S.Tomé, um dos jovens países irmãos com nome gravado nas páginas da nossa História.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

África do Sul em imagens...

...do acervo fotográfico do amigo João Taborda, nas suas viagens:

http://viajandoevendo.blogspot.com/


Outros continentes, o mesmo Mundo!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Alcochete, toujours!

Não importa, agora, averiguarmos da paternidade do "Jamais". Poupamos nos testes de ADN o que alguém já gastou com o registo da marca.
Nem acresce nada virmos, a destempo, dissecar o conceito que Mário Lino tem de deserto.
Parece, digo bem, parece que a decisão está tomada: o novo aeroporto será na Margem Sul, vingou a opção Alcochete. A escolha governamental é a que, da leitura dos exaustivos estudos, efectuados por quem é suposto saber da matéria, se apresenta com mais vantagens e viabilidade técnica.
Sempre me foi indiferente o local de implantação. Como, penso, o terá sido para milhões de portugueses. A preocupação centrava-se, apenas, numa decisão final que, dando resposta às necessidades de tráfego aéreo do País, além do mais, salvaguardasse o nosso depauperado erário público.
E sentimo-nos satisfeitos e aliviados por sabermos que, debelada a estranha teimosia do Ministro da Tutela, o Governo soube reconhecer o erro e emendar a mão. Bem ao contrário do que a sua indisfarçável e habitual arrogância nos fazia crer.
Ganharam todos: o Senhor Sócrates que marcou alguns trunfos na sua imagem em degradação e o País e os seus "dilectos" contribuintes.
Inconformadas ficaram, como compreendemos, as gentes do Oeste. Também elas virão a entender que as legítimas aspirações de alguns não podem sobrepor-se aos interesses do todo nacional.
E, por mais que reconheçamos da justeza das compensações de que os concelhos de Alenquer e limítrofes são credores, apurados que sejam os condicionalismos a que se viram obrigados pela perspectiva da opção OTA, há um receio que me assalta: é que alguns "espertalhões" que, de 1997 a 2000, após ouvirem o "sussurro" da Ota pelos corredores do Poder, foram, em passo de corrida, comprar terrenos na zona por "tuta e meia", venham a colher dividendos dessas compensações, vendo premiada a sua ganância especulativa.
É que, mesmo sem alinharmos em teorias da conspiração, não nos custa a crer que, mais do que o Ministro, hajam sido eles, e seus apaniguados, quem, esticando a corda para a opção Ota, tenha inspirado as atoardas com que aquele mimoseou a Margem Sul e os seus habitantes.
Bem infelizes e evitáveis, quando, finalmente, o azeite vem à tona da água, de Alcochete!
E, a ser assim, no exercício da nossa peculiar tolerância, e sem deixarmos de continuar vigilantes: perdoe-se o Ministro Mário Lino!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

De passagem....

.... enquanto afazeres inesperados me não permitem, por alguns dias, mais dedicação ao Vouguinha.
Entretanto, muita água vai correndo por debaixo desta ponte lusa. Águas límpidas, outras muito inquinadas e lamacentas.....a que daremos filtro logo que não falte o tempo.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Luto em Lafões

Sabemos bem que é "chover no molhado" ou merecer um "não batas mais no ceguinho", como se diz lá pelas terras que o Vouguinha serpenteia, voltar ao tema. Mas não resistimos, por não esquecermos, nem compreendermos.
Numa visão pragmática do que se vem passando com o encerramento de maternidades, urgências de hospitais e assistência nocturna nos centros de saúde, qualquer observador mais atento, passem os propalados e retóricos propósitos de melhoria na prestação dos serviços de saúde aos cidadãos com que o Ministro da Tutela vem acenando, já ninguém, com isenção e em consciência, terá dúvidas: estamos perante uma medida economicista!
Sem que deixemos de compreender não estarmos num ciclo que permita o esbanjamento gratuito de fundos públicos e a nossa situação económica aconselhar ponderação no gasto dos dinheiros do Estado (de todos nós), não é menos verdade que o direito à saúde, consignado na Constituição, se não compadece com "poupanças" que sacrifiquem os serviços disponibilizados às populações com esse nobre desiderato e satisfação desse inalienável direito constitucional.
E, sem nos alongarmos com fundamentos já bem dissecados, sabemos que os "encerramentos" são, no concreto, medidas que debilitam os meios postos à disposição dos portugueses para o usufruto desse consagrado direito à saúde.
Não pode o Governo, em nome do Estado, encarar a Saúde como se fosse um Grupo Económico com fins lucrativos e mais valias, em que se mantém a funcionar as empresas lucrativas e se encerram as que não dão proventos!
É que, seguindo nesta lógica de rentabilidade e mais valias, sendo já tão elevado o preço da Educação, da Justiça, da Saúde para a bolsa dos cidadão que necessitem de recorrer a esses serviços públicos, é justo que interroguemos: qual o destino dos nossos impostos?
Já aqui questionámos, com profundo desagrado, o caso particular do encerramento dos serviços de atendimento nocturno nos Centros de Saúde e Vouzela e São Pedro do Sul, bem no coração de Lafões.
O luto instalou-se naquela região, por onde, impávido e sereno, continua a correr o Vouguinha.
E assistimos às pacíficas, mas sentidas, sem arruaça, sem "arrebanhamentos", mas com genuíno pesar, reacções dos habitantes, expressas em vigílias de protesto, muita tristeza e não menos repulsa.
O "Notícias de Vouzela", um semanário regionalista, velho e respeitado arauto das gentes de Lafões, na sua edição de 3/1/2008, espelha essa preocupação, esse mesmo pesar e, também, a visão pacífica e ponderada do seu Director.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

A Saúde no Vouguinha






O Ministro da Saúde (ou falta dela) continua a sua sanha demolidora. Nem as terras do Vouguinha, no pulmão verde de Lafões, ficaram imunes à sua injecção do perigoso vírus do encerramento. Que foi disseminando, sem alma, sem lógica, sem pudor social, por todo o país, mas, com notória e preocupante acuidade, nas regiões do interior, em luta constante contra a desertificação.
Vouzela e São Pedro do Sul caíram nas malhas desse insano roteiro com GPS economicista, sem respeito pela saúde, pelas vidas, pelo bem estar dos lafonenses. Os Centros de Saúde de ambas as vilas passarão a encerrar à meia noite. A doença súbita, os acidentes, os imprevistos, têm horário de proibição decretado por um Governo que nos vai recordando, a cada traço de tinta, o quão pouco contam os votos no Interior de Portugal.
Os votos contam-se nos principais centros, em Lisboa, Porto, Coimbra... e pouco mais. Ou, como de há muito se apregoava "Portugal é Lisboa, o resto á paisagem...". E o Ministro da Saúde, e todos os seus alpacados peões no terreno, olham para a paisagem com o mesmo desdém que um abutre empanturrado embica com um esqueleto ressequido!
Se, por si só, não fosse suficientemente importante o direito que os habitantes das duas vilas e concelhos têm à saúde, a tempo inteiro, entre estas duas urbes, São Pedro do Sul e Vouzela, e das quais é quase equidistante, está implantado, e em funcionamento pleno, um dos mais importantes Centros Termais deste País e onde procuram férias e tratamentos muitos milhares de portugueses.
Surpreende-me, ou nem tanto, que estes dois Centros de Saúde não continuem com SAP, mas o que mais me revolta, e dá náuseas, é que nem tão pouco se haja equacionado, mesmo como paliativo, a hipótese de se manter um destes dois Centros de Saúde com assistência permanente, mesmo em sistema de alternância diária, pesada a sua viabilidade!
As populações daquelas terras do Vouguinha agradeciam! Se é que o usufruir dum inalienável direito se agradece e alguém merece essa gratidão!

domingo, 30 de dezembro de 2007

Abanquem! Abanquem!


Não que perfilhe de muitos dos pontos de vista do Miguel de Sousa Tavares. Muito para além das banais diferenças clubísticas, o seu posicionamento perante determinadas questões, é factor de não poucas discordâncias. Do que ele pouco ou nada se importará, como é óbvio!...
A sintonia também acontece algumas vezes. O texto que reproduzo, é disso flagrante exemplo: está lá tudo o que eu próprio escreveria, se as musas que lhe inspiram a escrita, estivessem a banhar-se nas minhas águas:

Miguel Sousa Tavares in Expresso de 29 do corrente
Da Opus Dei à maçonaria: a incrível história do BCP
Em países onde o capitalismo, as leis da concorrência e a seriedade do negócio bancário são levados a sério, a inacreditável história do BCP já teria levado a prisões e a um escândalo público de todo o tamanho. Em Portugal, como tudo vai acabar sem responsáveis e sem responsabilidades, convém recordar os principais momentos deste «case study», para que ao menos a falta de vergonha não passe impune.
1-Até ao 25 de Abril, o negócio bancário em Portugal obedecia a regras simples: cada grande família, intimamente ligada ao regime, tinha o seu banco. Os bancos tinham um só dono ou uma só família como dono e sustentavam os demais negócios do respectivo grupo. Com o 25 de Abril e a nacionalização sumária de toda a banca, entrámos num período ‘revolucionário’ em que “a banca ao serviço do povo” se traduzia, aos olhos do povo, por uns camaradas mal vestidos e mal encarados que nos atendiam aos balcões como se nos estivessem a fazer um grande favor. Jardim Gonçalves veio revolucionar isso, com a criação do BCP e, mais tarde, da Nova Rede, onde as pessoas passaram a ser tratadas como clientes e recebidas por profissionais do ofício. Mas, mais: ele conseguiu criar um banco através de um MBO informal que, na prática, assentava na ideia de valorizar a competência sobre o capital. O BCP reuniu uma série de accionistas fundadores, mas quem de facto mandava eram os administradores — que não tinham capital, mas tinham «know-how». Todos os fundadores aceitaram o contrato proposto pelo “engenheiro” — à excepção de Américo Amorim, que tratou de sair, com grandes lucros, assim que achou que os gestores não respeitavam o estatuto a que se achava com direito (e dinheiro).
2-Com essa imagem, aliás merecida, de profissionalismo e competência, o BCP foi crescendo, crescendo, até se tornar o maior banco privado português, apenas atrás do único banco público, a Caixa Geral de Depósitos. E, de cada vez que crescia, era necessário um aumento de capital. E, em cada aumento de capital, era necessário evitar que algum accionista individual ganhasse tanta dimensão que pudesse passar a interferir na gestão do banco. Para tal, o BCP começou a fazer coisas pouco recomendáveis: aos pequenos depositantes, que lhe tinham confiado as suas poupanças para gestão, o BCP tratava de lhes comprar, sem os consultar, acções do próprio banco nos aumentos de capital, deixando-os depois desamparados perante as perdas em bolsa; aos grandes depositantes e amigos dos gestores, abria-lhes créditos de milhões em «off-shores» para comprarem acções do banco, cobrindo-lhes, em caso de necessidade, os prejuízos do investimento. Desta forma exemplar, o banco financiou o seu crescimento com o pêlo do próprio cão — aliás, com o dinheiro dos depositantes — e subtraiu ao Estado uma fortuna em lucros não declarados para impostos. Ano após ano, também o próprio BCP declarava lucros astronómicos, pelos quais pagava menos de impostos do que os porteiros do banco pagavam de IRS em percentagem. E, enquanto isso, aqueles que lhe tinham confiado as suas pequenas ou médias poupanças viam-nas sistematicamente estagnadas ou até diminuídas e, de seis em seis meses, recebiam uma carta-circular do engenheiro a explicar que os mercados estavam muito mal.
3-Depois, e seguindo a velha profecia marxista, o BCP quis crescer ainda mais e engolir o BPI. Não conseguiu, mas, no processo, o engenheiro trucidou o sucessor que ele próprio havia escolhido, mostrando que a tímida “renovação” anunciada não passava de uma farsa. E descobriu-se ainda uma outra coisa extraordinária e que se diria impossível: que o BCP e o BPI tinham participações cruzadas, ao ponto de hoje o BPI deter 8% do capital do BCP e, como maior accionista individual, ter-se tornado determinante no processo de escolha da nova administração... do concorrente! Como se fosse a coisa mais natural do mundo, o presidente do BPI dá uma conferência de imprensa a explicar quem deve integrar a nova administração do banco que o quis opar e com o qual é suposto concorrer no mercado, todos os dias...
4-Instalada entretanto a guerra interna, entra em cena o notável comendador Berardo — o homem que mais riqueza acumula e menos produz no país — protegido de Sócrates, que lhe deu um museu do Estado para ele armazenar a sua colecção de arte privada. Mas, verdade se diga, as brasas espalhadas por Berardo tiveram o mérito de revelar segredos ocultos e inconfessáveis daquela casa. E assim ficámos a saber que o filho do engenheiro fora financiado em milhões para um negócio de vão de escada, e perdoado em milhões quando o negócio inevitavelmente foi por água abaixo. E que havia também amigos do engenheiro e da administração, gente que se prestara ao esquema das «off-shores», que igualmente viam os seus créditos malparados serem perdoados e esquecidos por acto de favor pessoal.
5-E foi quando, lá do fundo do sono dos justos onde dormia tranquilo, acorda inesperadamente o governador do Banco de Portugal e resolve dizer que já bastava: aquela gente não podia continuar a dirigir o banco, sob pena de acontecer alguma coisa de mais grave — como, por exemplo, a própria falência, a prazo.
6-Reúnem-se, então, as seguintes personalidades de eleição: o comendador Berardo, o presidente de uma empresa pública com participação no BCP e ele próprio ex-ministro de um governo PSD e da confiança pessoal de Sócrates, mais, ao que consta, alguém em representação do doutor «honoris causa» Stanley Ho — a quem tantos socialistas tanto devem e vice-versa. E, entre todos, congeminam um «take over» sobre a administração do BCP, com o «agrément» do dr. Fernando Ulrich, do BPI. E olhando para o panorama perturbante a que se tinha chegado, a juntar ao súbito despertar do dr. Vítor Constâncio, acharam todos avisado entregar o BCP ao PS. Para que não restassem dúvidas das suas boas intenções, até concordaram em que a vice-presidência fosse entregue ao sr. Armando Vara (que também usa ‘dr.’) — esse expoente político e bancário que o país inteiro conhece e respeita.
7-E eis como um banco, que era tão independente que fazia tremer os governos, desagua nos braços cândidos de um partido político — e logo o do Governo. E eis como um banco, que era tão cristão, tão «opus dei», tão boas famílias, acaba na esfera dessa curiosa seita do avental, a que chamam maçonaria.
8-E, revelada a trama em todo o seu esplendor, que faz o líder da oposição? Pede em troca, para o seu partido, a Caixa Geral de Depósitos, o banco público. Pede e vai receber, porque há ‘matérias de regime’ que mesmo um governo com maioria absoluta no parlamento não se atreve a pôr em causa. Um governo inteligente, em Portugal, sabe que nunca pode abocanhar o bolo todo. Sob pena de os escândalos começarem a rolar na praça pública, não pode haver durante muito tempo um pequeno exército de desempregados da Grande Família do Bloco Central.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Na santa Paz...

(imagem: in CM, 26/12)

... do Sr. Ministro Rui Pereira, sentimo-nos rodeados de pacíficos anjinhos, esvoaçando pelo Porto, por Lisboa, pelas serras e vales deste Éden redescoberto.
Depois de o ouvirmos, ficámos a especular se a criminalidade não será pura invenção mediática e se terão sido os jornais, as televisões ou as rádios a, num assomo de crueldade, crivarem de balas o Gaiato, o Palha, o Ilídio, o Berto.....a assaltarem bancos, ourivesarias, multibancos, farmácias, e -sabe-se lá! -, a deixarem em cuecas o padre de Alijó, depois de lhe aplicarem o terreno castigo duma sova nada espiritual!
Mais, ficámos a pensar se o homem de Santa Comba, naqueles "negros" tempos não estava certo quando vergastava esses bandidos mediáticos com o chicote da Censura, para que Portugal vivesse na Paz dos Anjos e do Cerejeira! Mesmo sabendo que, nesse longo período, se faltava o pão e minguavam os "ladrões", não faltava a segurança na mesa dos portugueses.
E não deixa de ser caricato - ou talvez não -, que o Sr. Ministro, ao imputar aos meios de Informação um aumento da criminalidade, que diz não ser real, quase lhes faça um informal convite para que escamoteiem a informação, a bem dum sentimento de segurança e paz, bem ao estilo da "outra Senhora"!
Do que, convenhamos, poucos frutos colheria. As pessoas andam nas ruas, ouvem, vêem e crêem, vivem as situações dum inseguro quotidiano. São actores, protagonistas e figurantes deste filme! Não precisam de ser convencidas por securitários ou alarmistas.
Certo é que nem aos mais desatentos escapou que algo falhou no Porto na actuação policial e, sendo cometida à PJ a investigação dos crimes que foram abalando a noite da Invicta, não deixamos de estranhar que tivessem permitindo que a bola de sangue fosse aumentando, como se de neve fosse, sem que a derretessem em tempo oportuno.
De há uns anos a esta parte, fomos lendo nos matutinos, nos semanários, vendo e ouvindo nas televisões, acções de investigação por parte da PJ do Porto. Delas ressaltava alguma guerrilha com a PSP da cidade, expressa em investigações a agentes desta força menos escrupulosos ou que se excediam no zelo. Estamos, ainda, a lembrarmo-nos das frequentes notícias que nos davam conta da sua tenaz luta aos explosivos, numa invulgar saga que levou à Justiça homens que labutam extraindo da terra as pedras que lhe possam dar pão. Lia-se, como alarme justificativo, a apreensão de "Goma 2 EC", do mesmo tipo do explosivo utilizado nos atentados em Espanha. Estranha foi essa luta, quando sabemos serem os próprios espanhóis os fabricantes desse produto. Mais estranho é sabermos que, depois de tantas detenções de empresários, empreiteiros e operários, que publicamente se saiba, nem um grama de explosivo foi, ilegalmente ,vendido para aquela país vizinho. E, a crer, nas notícias profusamente difundidas pela Imprensa (de fontes seguras) a PJ do Porto empenhou vasto tempo, meios e dinheiro, num trabalho de investigação cuja prioridade se não entende.
A isto chama-se dispersar esforços, atenção e meios, em questões acessórias e não investir em acções do essencial. E o essencial, antes de tudo, é zelar pela segurança das populações da área de actuação de qualquer força. E as do Porto mereciam-na.
Não nos custa, pois, fazer uma leitura interpretativa do gráfico que encabeça este texto. Também compreendemos a actuação do PGR neste caso.
Sem prejuízo de que, no seu todo, sabermos que a PJ tem tido uma actuação profícua na luta contra o crime e não podermos deixar de reconhecer da competência dos homens que a servem e nos resultados positivos que vêm, globalmente, obtendo.
Urge, sim, livrá-la de alguns espartilhos legais que lhe tolhem a acção. E é nessa área que os senhores ministros e correlegionários parlamentares devem ser mais cuidadosos na feitura das leis processuais. Amarrarem as pernas dos agentes policiais com garrotes legislativos e exigirem que eles corram é que nunca resultará.
Mas, para que se lhes alargue o campo de actuação, com o poder de mais artifícios legais, é necessário e urgente que se invista nos meios e na formação, sobretudo nesta última. Para que o cidadão íntegro sinta que o policial que tem pela frente é a imagem da sua segurança e não uma ameaça aos seus direitos e à sua integridade.
E, no caso do Sr. Ministro Rui Pereira (PSP e GNR), se estiver atento, muito terá que investir; creio que nos meios, também, mas, e sobretudo, na Formação!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

O Vouguinha deseja-vos Feliz Natal!



Para todos que, gostando, não gostando, por curiosidade, por simples acaso, por interesse, para os que terão vontade de me mandar às malvas, para aqueles que se interessam pelo que por aqui vão lendo, para aqueles que abominam as ideias que por aqui vou vertendo....e, até, para os indiferentes...para todos os que por aqui vão passando:
UM NATAL FELIZ!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Frases de ouro!




Há frases que valem por uma enciclopédia.
Algumas, como as que aqui reproduzo e proferidas por Marques Vidal, numa entrevista
concedida a um matutino, dependendo da perspectiva de quem as lê, obrigam à reflexão....e à preocupação.

Para mim, valem ouro. Pela substância e pela coragem!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Com a União Europeia

É minha intenção reflectir por aqui a propósito da nossa integração na União Europeia. Irei fazê-lo em breve. Entretanto, porque a consolidação do processo europeu tem sido um processo evolutivo, mas lento, como convém a uma boa sedimentação com futuro, lembrei-me de alguns "escritos" que, ao longo dos anos, fui produzindo a propósito deste nosso inexorável destino. E que reproduzo, nas partes que interessam:

16/10/1989 - Viagem pelas sombras

"O consumidor nacional prefere a fruta estrangeira, ainda que mais cara, pelo seu melhor aspecto: é normalizada".

É uma das barbudas declarações do porta-voz dos fruticultores do Oeste (entenda-se Óbidos e região circundante).

Fastidioso seria descrever aqui todos os incidentes provocados pelo homem da fruta daquela produtiva zona por terem sido, fartamente, propalados pelos média do nosso Pomar.

Também não nos cabe entrar na liça por dá cá aquela maçã. Até porque, humildemente o confessamos, somos leigos na matéria. Só que há factos pontuais despoletadores da nossa curiosa atenção. Ninguém põe em causa o desagrado dos produtores, mormente o manifesto insuficiente apoio, a nível das estruturas estatais. Mas ocorre-nos interrogar: não tem o português o vitamínico direito de ferrar o dente numa maçã brilhante e suculenta, só porque ela é da estranja e custa mais uns patacos? Será obrigado, por ferrenho caseirismo ou ultrapassado chauvinismo, engolir uns ranhosentos peros colhidos, embalados e lançados no mercado sem qualquer selecção ou preocupação com a qualidade?

Nós, que não somos agricultores, passe a admiração que nutrimos por quem o é, já há muito vimos ouvindo e vendo os apelativos conselhos que lhes vêm sendo ministrados no sentido duma preocupação crescente com a qualidade dos nossos produtos, nomeadamente com a denominada normalização da fruta.

Logo: algo está a falhar! E onde falha? Poderá ser, em muitos aspectos, em muitos canais, nos do governo e nos dos empresários agrícolas, mas também será na procura do lucro fácil, rápido e volumoso, no maximizar da quantidade em prejuízo da qualidade, tão peculiar, aliás, nas nossas gentes.

E tudo isto quando ainda estamos na ombreira da porta do Mercado Livre, de plena concorrência, sem proteccionismos! É perigosamente sintomático o que está a acontecer. Muito nos machucaria, daqui a uns poucos três, quatro anos, vermos os portugueses comerem maçãs francesas e os porquinhos "Large & White", e toda a sua javarda família, engordarem à custa de toneladas de fruta lusitana!...

Se já agora, por tão pequena beliscadura no porta-moedas, se bloqueiam vias férreas, se barram estradas e se ameaça com marchas (à marselhesa) para derrubar governos, quando o confronto concorrencial for bem a sério (e sê-lo-á em breve), se não atentarmos nas medidas que urge tomar e até vêm sendo publicitadas, teremos qualquer coisa parecida com um ataque nuclear de ameixas a Bruxelas e a Estrasburgo.

Deixemos o Oeste e, porque a época é convidativa, vamos até ao Algarve, também na agenda pelas queixas dos hoteleiros da ausência de ingleses. Para os empresários de Restauração dos Algarves, é pressuposto que os bretões deviam ser sempre como as andorinhas: voltarem sempre, na Primavera, aos mesmos beirais e chaminés algarvias.

Também aqui, reconheçamo-lo sem tibiezas, de há muito que vem pesando a procura do lucro fácil, farto e imediato, a curto prazo, onde a quantidade, descoordenada, está a suplantar a qualidade.

E veja-se, só agora, num frenesim inusitado, os empresários hoteleiros do Algarve acenarem ao turismo interno: venham patrícios! Venham do Norte, venham do Centro, mas venham! E, talvez num sigiloso clamor: já que não há libras, qualquer escudo serve...

E porque os sirocos marroquinos são muito agrestes e estamos com pressa de passar pela Madeira, onde há sempre um jardim à nossa espera, iremos terminar esta viagem aos Algarves, com um episódio passado com o Alfredo rodando em Albufeira num mês de Inverno - época baixa -, já lá vão uns bons anos. Nos tempos de "outro" Algarve...

Já havia corrido a vila de lés-a-lés na procura dum restaurante que oferecesse preços compatíveis com a sua magra bolsa. -lo em vão e optou por procurar fora dela, numa estrada de acesso. Parou junto a uma denominada "Churrasqueira", de aspecto simplório, talvez à medida de si próprio e dos seus cabedais.

Era um salão amplo, bem decorado e limpinho, é justo reconhece-lo. Parou em frente do menu gigante, colado numa das colunas interiores. Só serviam grelhados; acompanhamento: saladas.

Estava-se a ver em palpos de aranhiço para escamar aquela Lista escrita em Inglês, quando o empregado, adivinhando-lhe a lusa origem, se aproximou e atirou, secamente: Tem ali uma Lista em Português! - e apontou, displicente, para uma outra coluna da sala.

E lá estava: os mesmos peixes, as mesmas saladas e, também: um sargo grelhado - 2.500$00.!

Foi então que rodopiou nos calcanhares e virando-se para o empregado, que o seguira expectante e lamentou, na Língua de Camões: - Ora Malvinas! A Lista está em Português, mas os preços continuam em Inglês!....e saiu, com apressado desalento, pela porta fora, com mais ligeireza de que entrara. Iria continuar na procura do impossível...

Finalmente, já chegámos à Madeira! Aqui corre uma brisa mais macia, refrescada pelas águas onduladas, dum azul muito vivo.

E, fatalismo ibérico, voltámos à fruta. Desta feita, são as bananas. Dizem-nos por aqui que há crise de fartura. Paradoxo dos nossos tempos: a banana é de mais e fala-se em crise!

- E não é só cá, não senhor! Então não é que um diário da capital o reza assim!

E rezava mesmo: "A banana da Madeira está a atravessar uma das usas maiores crises de sempre. Pode mesmo dizer-se que a pequena ilha se afoga numa excessiva produção que não consegue escoar".

Atente-se no dramatismo desta notícia e, sem entrarmos mais uma vez a jogar em terreno que não é o nosso, pergunte-se por este Portugal, de Norte a Sul, se a fartura é tanta assim. Mas pergunte-se, sobretudo, se os preços desta fruta nobre já baixaram a barreira dos 200$00/Kg!

- Ah....isso é que eles não querem. Antes deitá-la ao mar! - o que, se bem me lembro, já não seria inédito.

Já que andamos pelas Ilhas, vamos acabar esta viagem nas exóticas paragens açorianas.

Na Sexta-Feira, 11 de Agosto (de 1989), a RTP lançou para o ar mais uma jornada dos bem imaginados e divertidos Jogos sem Fronteiras. Não podemos, em abono da verdade, descrer do mérito que toda aquela nossa Juventude vem demonstrando, especialmente quando é preciso pôr o físico em evidência. Até ganhámos alguns jogos, como veio a acontecer em Tomar.

Só que perdemos um jogo que tínhamos obrigação de ganhar, porque falhámos onde não devíamos ter falhado e, pior, ficámos em último lugar. E não foi por culpa dos marinheiros, que estes mais pareciam símios adestrados, saltitando de mastro em mastro, lá pelos Céus do Convento de Cristo! Foi, como vimos e, pasme-se, como aquela rapariguinha, com os ores nas mãos, abanando o ignorante rabinho e agitando os braços trapalhões, frente àquele mapa gigante, do tamanho do Estádio do Sacavenense, não soube localizar o Arquipélago!

Quanto a nós, espantados, defronte do "ecran" pequenino, trememos de triste aflição e vergonha quando a concorrente colocou o cartão das ilhas açorianas na África do Sul!.... E escondemos a cara, não fosse estar por ali um açoriano a espreitar pelo buraco da fechadura....

Navegámos, depois, de regresso ao Continente, onde aportámos no Cais de Xabregas. Lá andava, por entre as gaivotas, o pensativo Diamantino, o homem que grita há uns bons quatro anos estar vivinho da Silva, enquanto os organismos oficiais afiançam a sua morte.

E vivinhos continuamos nós, mesmo depois desta atribulada viagem, com força bastante, mas com não menos receio, pelo que fomos vendo nesta viagem, da grande Volta europeia, neste Mercado Comum. O tema já está estafado, mas teremos nós o "engenho e arte" para sabermos tirar proveito dessa senhora Europa que nos espera?

Deixámos o Cais a pensar, agora, se o sonho germano de outrora não estará, em grande parte, a ser concretizado, ou melhor: não estarão, Hoje, os alemães a conseguir, com armas económicas, aquilo que sob a bandeira do "nacional-socialismo", o seu odioso cabo de guerra não obteve nos anos quarenta, com recurso a tanques e canhões e a toda a sua conhecida crueldade?

Mas a Europa está mesmo aí, passo a passo, a caminho da união plena! Destino de que, pensamos nós, não nos poderemos alhear, para não perdermos, mais uma vez o comboio, ultrapassadas que foram algumas alucinações terceiro mundistas...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007



Não podemos calar
Plágio em Moçambique

Ainda sobre este tema, relevando que, até ao momento, não houve qualquer justificação ou pedido de desculpas por parte do/s plagiador/es, permito-me transcrever - e subscrever -o novo post no ForeverPemba do Jaime Gabão sobre aquele condenável atentado aos direitos de autor:

Cabe indagar:
É respeitada a propriedade intelectual em Moçambique ?
Quem contratou a editora sul-africana Black Sheet para editar o livro plagiador da capa ?
Qual o papel ou responsabilidade da Imprensa Universitária no caso ?
Que ações foram tomadas até ao momento para reparar a deplorável atitude e compensar moralmente Rafael da Conceição ?
Porquê, mesmo impedida, a Imprensa Universitária, à revelia do Rafael da Conceição, permitiu o plágio ?
Porquê, na denúncia do plágio, não foi utilizada a mesma força divulgadora empregada efusivamente aquando do lançamento do "Docência e Investigação"(livro origem do plagio) ?
Recebem o demais intelectuais e escritores moçambicanos, por parte da Imprensa Universitária ou de quem a dirige, sem excepção, o mesmo tratamento e prioridade na publicação de suas obras, que receberam Marilda da Silva e Luiz Cezerilo ?
Os responsáveis pelo plagio ou seus mandantes, continuam a abrigar-se na omissão e no silêncio, tentando banalizar , "abafar" o irregular ato. Lastimável, inqualificável e péssimo exemplo para os jovens de um Moçambique que se deseja de futuro justo e ético !