
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
O Vouguinha deseja-vos Feliz Natal!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Frases de ouro!
domingo, 16 de dezembro de 2007
Com a União Europeia
É minha intenção reflectir por aqui a propósito da nossa integração na União Europeia. Irei fazê-lo em breve. Entretanto, porque a consolidação do processo europeu tem sido um processo evolutivo, mas lento, como convém a uma boa sedimentação com futuro, lembrei-me de alguns "escritos" que, ao longo dos anos, fui produzindo a propósito deste nosso inexorável destino. E que reproduzo, nas partes que interessam:
16/10/1989 - Viagem pelas sombras
"O consumidor nacional prefere a fruta estrangeira, ainda que mais cara, pelo seu melhor aspecto: é normalizada".
É uma das barbudas declarações do porta-voz dos fruticultores do Oeste (entenda-se Óbidos e região circundante).
Fastidioso seria descrever aqui todos os incidentes provocados pelo homem da fruta daquela produtiva zona por terem sido, fartamente, propalados pelos média do nosso Pomar.
Também não nos cabe entrar na liça por dá cá aquela maçã. Até porque, humildemente o confessamos, somos leigos na matéria. Só que há factos pontuais despoletadores da nossa curiosa atenção. Ninguém põe em causa o desagrado dos produtores, mormente o manifesto insuficiente apoio, a nível das estruturas estatais. Mas ocorre-nos interrogar: não tem o português o vitamínico direito de ferrar o dente numa maçã brilhante e suculenta, só porque ela é da estranja e custa mais uns patacos? Será obrigado, por ferrenho caseirismo ou ultrapassado chauvinismo, engolir uns ranhosentos peros colhidos, embalados e lançados no mercado sem qualquer selecção ou preocupação com a qualidade?
Nós, que não somos agricultores, passe a admiração que nutrimos por quem o é, já há muito vimos ouvindo e vendo os apelativos conselhos que lhes vêm sendo ministrados no sentido duma preocupação crescente com a qualidade dos nossos produtos, nomeadamente com a denominada normalização da fruta.
Logo: algo está a falhar! E onde falha? Poderá ser, em muitos aspectos, em muitos canais, nos do governo e nos dos empresários agrícolas, mas também será na procura do lucro fácil, rápido e volumoso, no maximizar da quantidade em prejuízo da qualidade, tão peculiar, aliás, nas nossas gentes.
E tudo isto quando ainda estamos na ombreira da porta do Mercado Livre, de plena concorrência, sem proteccionismos! É perigosamente sintomático o que está a acontecer. Muito nos machucaria, daqui a uns poucos três, quatro anos, vermos os portugueses comerem maçãs francesas e os porquinhos "Large & White", e toda a sua javarda família, engordarem à custa de toneladas de fruta lusitana!...
Se já agora, por tão pequena beliscadura no porta-moedas, se bloqueiam vias férreas, se barram estradas e se ameaça com marchas (à marselhesa) para derrubar governos, quando o confronto concorrencial for bem a sério (e sê-lo-á em breve), se não atentarmos nas medidas que urge tomar e até vêm sendo publicitadas, teremos qualquer coisa parecida com um ataque nuclear de ameixas a Bruxelas e a Estrasburgo.
Deixemos o Oeste e, porque a época é convidativa, vamos até ao Algarve, também na agenda pelas queixas dos hoteleiros da ausência de ingleses. Para os empresários de Restauração dos Algarves, é pressuposto que os bretões deviam ser sempre como as andorinhas: voltarem sempre, na Primavera, aos mesmos beirais e chaminés algarvias.
Também aqui, reconheçamo-lo sem tibiezas, de há muito que vem pesando a procura do lucro fácil, farto e imediato, a curto prazo, onde a quantidade, descoordenada, está a suplantar a qualidade.
E veja-se, só agora, num frenesim inusitado, os empresários hoteleiros do Algarve acenarem ao turismo interno: venham patrícios! Venham do Norte, venham do Centro, mas venham! E, talvez num sigiloso clamor: já que não há libras, qualquer escudo serve...
E porque os sirocos marroquinos são muito agrestes e estamos com pressa de passar pela Madeira, onde há sempre um jardim à nossa espera, iremos terminar esta viagem aos Algarves, com um episódio passado com o Alfredo rodando em Albufeira num mês de Inverno - época baixa -, já lá vão uns bons anos. Nos tempos de "outro" Algarve...
Já havia corrido a vila de lés-a-lés na procura dum restaurante que oferecesse preços compatíveis com a sua magra bolsa. Fê-lo em vão e optou por procurar fora dela, numa estrada de acesso. Parou junto a uma denominada "Churrasqueira", de aspecto simplório, talvez à medida de si próprio e dos seus cabedais.
Era um salão amplo, bem decorado e limpinho, é justo reconhece-lo. Parou em frente do menu gigante, colado numa das colunas interiores. Só serviam grelhados; acompanhamento: saladas.
Estava-se a ver em palpos de aranhiço para escamar aquela Lista escrita em Inglês, quando o empregado, adivinhando-lhe a lusa origem, se aproximou e atirou, secamente: Tem ali uma Lista em Português! - e apontou, displicente, para uma outra coluna da sala.
E lá estava: os mesmos peixes, as mesmas saladas e, também: um sargo grelhado - 2.500$00.!
Foi então que rodopiou nos calcanhares e virando-se para o empregado, que o seguira expectante e lamentou, na Língua de Camões: - Ora Malvinas! A Lista está em Português, mas os preços continuam em Inglês!....e saiu, com apressado desalento, pela porta fora, com mais ligeireza de que entrara. Iria continuar na procura do impossível...
Finalmente, já chegámos à Madeira! Aqui corre uma brisa mais macia, refrescada pelas águas onduladas, dum azul muito vivo.
E, fatalismo ibérico, voltámos à fruta. Desta feita, são as bananas. Dizem-nos por aqui que há crise de fartura. Paradoxo dos nossos tempos: a banana é de mais e fala-se em crise!
- E não é só cá, não senhor! Então não é que um diário da capital o reza assim!
E rezava mesmo: "A banana da Madeira está a atravessar uma das usas maiores crises de sempre. Pode mesmo dizer-se que a pequena ilha se afoga numa excessiva produção que não consegue escoar".
Atente-se no dramatismo desta notícia e, sem entrarmos mais uma vez a jogar em terreno que não é o nosso, pergunte-se por este Portugal, de Norte a Sul, se a fartura é tanta assim. Mas pergunte-se, sobretudo, se os preços desta fruta nobre já baixaram a barreira dos 200$00/Kg!
- Ah....isso é que eles não querem. Antes deitá-la ao mar! - o que, se bem me lembro, já não seria inédito.
Já que andamos pelas Ilhas, vamos acabar esta viagem nas exóticas paragens açorianas.
Na Sexta-Feira, 11 de Agosto (de 1989), a RTP lançou para o ar mais uma jornada dos bem imaginados e divertidos Jogos sem Fronteiras. Não podemos, em abono da verdade, descrer do mérito que toda aquela nossa Juventude vem demonstrando, especialmente quando é preciso pôr o físico em evidência. Até ganhámos alguns jogos, como veio a acontecer em Tomar.
Só que perdemos um jogo que tínhamos obrigação de ganhar, porque falhámos onde não devíamos ter falhado e, pior, ficámos em último lugar. E não foi por culpa dos marinheiros, que estes mais pareciam símios adestrados, saltitando de mastro em mastro, lá pelos Céus do Convento de Cristo! Foi, como vimos e, pasme-se, como aquela rapariguinha, com os Açores nas mãos, abanando o ignorante rabinho e agitando os braços trapalhões, frente àquele mapa gigante, do tamanho do Estádio do Sacavenense, não soube localizar o Arquipélago!
Quanto a nós, espantados, defronte do "ecran" pequenino, trememos de triste aflição e vergonha quando a concorrente colocou o cartão das ilhas açorianas na África do Sul!.... E escondemos a cara, não fosse estar por ali um açoriano a espreitar pelo buraco da fechadura....
Navegámos, depois, de regresso ao Continente, onde aportámos no Cais de Xabregas. Lá andava, por entre as gaivotas, o pensativo Diamantino, o homem que grita há uns bons quatro anos estar vivinho da Silva, enquanto os organismos oficiais afiançam a sua morte.
E vivinhos continuamos nós, mesmo depois desta atribulada viagem, com força bastante, mas com não menos receio, pelo que fomos vendo nesta viagem, da grande Volta europeia, neste Mercado Comum. O tema já está estafado, mas teremos nós o "engenho e arte" para sabermos tirar proveito dessa senhora Europa que nos espera?
Deixámos o Cais a pensar, agora, se o sonho germano de outrora não estará, em grande parte, a ser concretizado, ou melhor: não estarão, Hoje, os alemães a conseguir, com armas económicas, aquilo que sob a bandeira do "nacional-socialismo", o seu odioso cabo de guerra não obteve nos anos quarenta, com recurso a tanques e canhões e a toda a sua conhecida crueldade?
Mas a Europa está mesmo aí, passo a passo, a caminho da união plena! Destino de que, pensamos nós, não nos poderemos alhear, para não perdermos, mais uma vez o comboio, ultrapassadas que foram algumas alucinações terceiro mundistas...
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Não podemos calar
Plágio em Moçambique
Ainda sobre este tema, relevando que, até ao momento, não houve qualquer justificação ou pedido de desculpas por parte do/s plagiador/es, permito-me transcrever - e subscrever -o novo post no ForeverPemba do Jaime Gabão sobre aquele condenável atentado aos direitos de autor:
Cabe indagar:
É respeitada a propriedade intelectual em Moçambique ?
Quem contratou a editora sul-africana Black Sheet para editar o livro plagiador da capa ?
Qual o papel ou responsabilidade da Imprensa Universitária no caso ?
Que ações foram tomadas até ao momento para reparar a deplorável atitude e compensar moralmente Rafael da Conceição ?
Porquê, mesmo impedida, a Imprensa Universitária, à revelia do Rafael da Conceição, permitiu o plágio ?
Porquê, na denúncia do plágio, não foi utilizada a mesma força divulgadora empregada efusivamente aquando do lançamento do "Docência e Investigação"(livro origem do plagio) ?
Recebem o demais intelectuais e escritores moçambicanos, por parte da Imprensa Universitária ou de quem a dirige, sem excepção, o mesmo tratamento e prioridade na publicação de suas obras, que receberam Marilda da Silva e Luiz Cezerilo ?
Os responsáveis pelo plagio ou seus mandantes, continuam a abrigar-se na omissão e no silêncio, tentando banalizar , "abafar" o irregular ato. Lastimável, inqualificável e péssimo exemplo para os jovens de um Moçambique que se deseja de futuro justo e ético !
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Imagens de África
A propósito da Cimeira, editei este clip com imagens do imenso Continente Africano, apoiando-me em fotos de livros que vou guardando, e revendo, numa romagem de saudade e revisita aos lugares que preencheram grande fatia da minha juventude. É naquele exótico continente que Moçambique pulsa de vida à procura dum futuro promissor para o seu Povo!
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Europa-África
Não esquecemos que, na medida em aumentam os níveis de criminalidade e emagrecem as estatísticas do Ministro das Polícias, se agravam os assaltos do Fisco à bolsa dos portugueses, sem que desses sacrifícios se vislumbrem resultados palpáveis que nos augurem um futuro menos sofrido.
Também não ignoramos que, passe a agudização do furor economicista dos actuais governantes deste País, desde que Portugal assumiu a Presidência da U.E., somos um Estado à deriva, onde os ministros disponíveis se limitam a navegar à vista, com lemes de algum autismo e não pouca arrogância.
Somos um Povo triste, sofredor, acabrunhado, a quem vêm roubando a esperança.
Não surpreende que o Primeiro Ministro e os seus pares não estejam imunes à galopante desconfiança que vamos nutrindo pelos políticos e pelas políticas.
Saibamos, porém, em nome do intrínseco e tradicional sentido de justiça das lusas Gentes, reconhecer o relativo êxito conseguido na Cimeira Europa-África, e do incansável empenhamento pessoal de José Sócrates.
Como ele, também cremos que, na nossa confrangedora "pequenez", ser o nosso País a ponte ideal para a ligação entre os dois continentes. Algumas das proeminentes figuras africanas o reconheceram publicamente.
Pesam, em nosso favor, enquanto Povo, numa Europa de passado colonialista, trunfos de algum humanismo, tolerância e abertura às mais diversas culturas, que não tiveram paralelo noutros impérios do velho continente.
De todos esses factores soube Sócrates aproveitar-se para, em nome da União Europeia, num diálogo que eu temia paternalista, mas que decorreu, como ele próprio bem frisou, entre iguais, estabelecer plataformas de entendimento que, para além das relações económicas (um objectivo sem resultados imediatos), alcancem desígnios globalmente aceites e em que pontua o respeito pelos Direitos Humanos.
Não foi o fim da jornada. Foi o primeiro passo que urgia ser dado.
E Sócrates deu-o!
E se poucos ou nenhuns pontos marcámos em África, ficámos credores de mais algum respeito nesta Velha Europa que sempre nos tratou com indisfarçável sobranceria.
Os mais atentos não terão deixado de se aperceber que se, internamente, temos um Primeiro Ministro ensimesmado e com tiques de incontornável arrogância, para consumo externo temos um diplomata cordato e dialogante.
Ainda assim, senti-lo-íamos redimido se o seu Governo adoptasse como práticas caseiras, e em plenitude, as sugestões que diz ter transmitido aos seus congéneres africanos: democracia, paz e segurança e respeito pelos cidadãos e pelos seus direitos.
Enquanto tal se não verificar, não deixarei, enquanto cidadão, de o comparar ao Frei Tomás!
sábado, 8 de dezembro de 2007
JAMAIS!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Guerra 7
(Transmitido pela RTP I - 4/12/2006)
domingo, 2 de dezembro de 2007
RESTAURAÇÃO

ONTEM:
Escreveu-se e falou-se de futebol, do Benfica-Porto, das melenas do Nuno Gomes, das sapatadas do Bruno Alves, dos palpites do Jesualdo, dos desígnios do Camacho.
Escreveu-se e falou-se da vinda do ditador Mugabe, das indecisões da nossa diplomacia à rabujice teimosa do Primeiro Ministro Inglês.
Escreveu-se e falou-se da Greve Geral de Sexta, dos magros números do Governo, dos números gordos dos sindicatos.
Escreveu-se e falou-se das eleições na Ordem dos Advogados e, também, da Merche, da Maya, do Castelo Branco, da Floribela, dos Morangos....
E, até, se escreveu e falou do aniversário do Saramago, o homem da União Ibérica, da presença do Ministro da Cultura de Espanha à ausência da portuguesa.
Pouco ou nada se escreveu ou falou das razões do feriado, da efeméride que o sustenta no calendário nacional!
Para além de uma centena de rapazes do PNR, que apenas se representam a eles próprios, que outras celebrações nos foram dadas a conhecer?
Portugal perdeu a memória e vai perdendo a identidade.
Embandeira em arco com Tratados Europeus, enquanto a consciência nacional se esboroa em menoridade dependente e estende, para fora, para longe, os braços cansados de corpos à mingua, esquecendo, na atroz voragem duma asfixia global, as próprias raízes que o sustentam enquanto Nação de séculos!
Glosando o poeta:
Pátria minha, gentil, que te partiste tão cedo desta vida, descontente.....
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
O exemplo vem de cima?

Se provocou fundadas preocupações em altos dignitários do espectro político e da Sociedade, deixou boquiaberto e baralhado o mais comum dos cidadãos.
Não é caso de pequena monta que um alto responsável, das principais peças da nossa Segurança, venha a público diabolizar as forças com a responsabilidade da manutenção da ordem e da paz neste pequeno espaço europeu!
Apodar estas instituições de incompetentes, arrogantes, cow-boys, inimigos do povo, e outras estonteantes "meiguices", e delas fazer alarde na praça pública, não é acto gratuito ou um banal e legítimo manifesto de opinião.
Sem pretender contrariar, no seu todo, a substância das acusações que nos foram dadas a conhecer, de sua responsabilidade, concordando, em consciência, com algumas e discordando, em absoluto, de outras, não posso aceitar a forma e o lugar em que elas foram proferidas. Pelos nefastos efeitos que elas possam produzir, quer nas instituições visadas, já, por outros factores, tão abaladas, quer nos cidadãos que se vêm confrontando, em cada dia, com a sua segurança ou falta dela.
Sabemos que tanto a PSP como a GNR são estruturas hierarquizadas, numa pirâmide que tem por base o agente ou soldado e no topo o Ministro da Administração Interna, que, por sua vez, superintende no I.G.A.I..
Não pode, sem se confrontar com graves sanções internas, qualquer elemento da estrutura intermédia de qualquer uma daquelas organizações, vir a público, sem que superiormente autorizado, tecer comentários sobre a actuação ou organização interna. Não o permitem os próprios Regulamentos.
Vir o Inspector Geral, dependente do Ministro da tutela, à revelia(?) da entidade de quem depende, tecer acusações da índole das que foram profusamente propaladas, se por mais não fosse, seria um triste e condenável exemplo para todos os que, nessas estruturas de segurança, se submetem à hierarquia imposta.
Reside aí a minha estupefacção. Mais do que no conteúdo do "ataque" daquele responsável à PSP, à GNR e aos homens e mulheres que servem nessas instituições.
E, nesta perspectiva, é-nos legítimo, em nome do Direito, da transparência e, até, da honra das Instituições do Estado, que o Senhor Ministro da Administração Interna, esclareça se subscreve e autorizou as públicas declarações daquele Senhor.
Se o não fez, e ainda há uma réstia de dignidade no Poder que nos governa, só tem um caminho a seguir: ou demite o Inspector ou se demite. A bem das instituições e do Povo que é suposto elas servirem!
sábado, 24 de novembro de 2007
Não sejas camelo!

O que eu desconhecia, em absoluto, era que a água, uma das minhas fontes de vida, com eles convivia em excesso.
A água que bebemos e pagamos, nalguns concelhos do País está inquinada por ter uma quantidade reconhecidamente desmesurada daqueles nitrogenóides.
Também já sabia que o Município de Vila Franca de Xira, de que sou freguês e munícipe, me vende aquele bem essencial pelos mais altos preços do mercado.
Fiquei, agora, a saber que, para além daquele precioso líquido, venho custeando as elevadas quantidades do metal nele embebido, num execrável brinde armadilhado!
Por tudo isso, ninguém mais pretenda desvalorizar aquela máxima,
"NÃO SEJAS CAMELO!..."
e a que me sinto forçado a acrescentar:
"...NÃO BEBAS ÁGUA COM ARSÉNIO!"

Na Infopédia:
Arsénico:
QUÍMICA nome vulgar do hexóxido de arsénio(III), anteriormente chamado anidrido arsenioso, que é um composto branco extremamente tóxico e venenoso;
Arsénio:
QUÍMICA elemento químico com o número atómico 33, de símbolo As, de cor cinzenta e brilho metálico, que pode entrar na composição de certas ligas metálicas
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Táxi! Táxi!
Ontem, em fuga à chuva castigadora que ia caindo, apanhei um táxi junto à Praça do Chile.segunda-feira, 19 de novembro de 2007
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Não podemos calar

No "ForEverPemba" do nosso amigo Jaime Gabão, ficámos a saber de mais um plágio. Desta feita, em Moçambique, aquela terra mitica que não me canso de celebrar, por aqui e noutros ancoradouros virtuais.
Na verdade, sem que sejamos doutos nestas artes, ressalta à vista que a capa do segundo livro, ora lançado, tem motivos gráficos da do primeiro, editado em Setembro de 2007, da autoria do Prof. Dr. Rafael da Conceição.
É plágio!
Feio, indelicado e a exigir, no mínimo, um público pedido de desculpas.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Moçãmedes
Moçãmedes (Vouzela/Viseu)
Moçamedes (Namibe)
Só então. movido pela curiosidade, decidi saber, em pormenor, das relações toponímicas de duas terras tão distantes.
E, ainda em finais dos anos setenta, escrevi o texto que vou reproduzir, apenas nas partes relevantes:
_________________________________________________________________
in WIKIPEDIA:
Barão de Mossâmedes (ou barão de Moçâmedes) foi um título criado por carta de 13 de Agosto de 1779, da rainha D. Maria I, a favor de José de Almeida e Vasconcelos, um militar e governador-geral de Angola. O título deriva do Reguendo de Mossâmedes (na Beira), propriedade concedida aos seus antepassados em 1388. A cidade de Moçâmedes, actual Namibe, foi assim baptizada em homenagem ao 1.º barão, então governador-geral de Angola.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Inquietações

segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Fora de órbita!
Acabei o último apontamento às voltas com Saramago e a "sua" União Ibérica!Ainda se não desvaneceram os ecos do inesperado brado do intelectual Alçada Baptista.
Mais valeria que os primeiros o tivessem feito então e antecipassem, em quase um século, o abraço à Europa que nos estava a ficar tão longe. Além do mais, teriam poupado muito sangue, traumas, suor e lágrimas, a milhares de heróis do mar!...
sábado, 10 de novembro de 2007
De Espanha....
Eu sei, pelas décadas já vividas, e muitos anos atentos, que só o simples facto de ilustrar o texto com esta primeira imagem poderá provocar comichosa sarna politica nalguns leitores que por aqui passem o olhar curioso.O simples evocar dum símbolo pátrio, despoleta essa, nem sempre sentida, raiva em mentes com esquerdistas complexos, em ex-fascistas convertidos, há trinta anos, em revolucionários sanhudos e em ressabiados apátridas.
Surpreendido fiquei ao não ouvir o eco dessas serôdias reacções quando os "Lobos" cantaram com garbo, e de garganta viva, o nosso Hino!

Não invento, ao afirmar que muitos dos intelectualóides que pululam por essa Esquerda rançosa não deixaram de os conotar com exacerbados nacionalistas ou perigosos atletas de Extrema Direita.
Qualquer incauto português que exalte os valores pátrios ou exorte os seus símbolos, sujeita-se a esse vulgar labéu!Aplicada que está a vacina contra esse surto epidémico, mas da moda, passo ao que ora interessa.
Já por aqui fui vertendo a opinião de que o nosso destino europeu é inevitável e não há mesmo como retroceder. Entrámos num barco sem retorno e nem o risco corremos de sermos atirados borda fora.
Estamos de corpo todo na grande sociedade europeia e cumpre-nos acompanhar e participar na marcha do grupo.
Isso implica, como é inexorável e de honra, que, enquanto membro, de plenos direitos e deveres, da União Europeia tenhamos que cumprir as normas decididas e aprovadas pelo conjunto das nações que a integram, nos planos político, económico e social.
Mas, também, sabemos que numa União de Estados, todos estamos subordinados ao "todo" e a nenhum Estado em especial, subalternizado por qualquer dos membros que a integram.
E é neste pormenor, ou nem tanto, que a nossa ancestral subserviência me parece vir aflorando, remetendo-nos ao velhinho trauma de menoridade.
Menoridade ou outros obscuros interesses grupais que, por decisões, ou indecisões, ao mais alto nível dos políticos, vão permitindo que os nossos vizinhos espanhóis se arroguem do, não menos antigo, tique de paternalistas.
E, os que têm estado atentos não deixarão de perceber que os interesses políticos, económicos e, até, territoriais de Espanha, se estão a sobrepor aos desígnios do nosso País.
São as grandes empresas espanholas, com os centros de decisão para lá da fronteira, a controlarem a nossa actividade produtiva, com domínio substancial na área da Indústria, na área do Comércio e, até, na área do fabrico e comércio de explosivos civis. O que, como é óbvio, só será possível com a conivência de grandes "vultos" da nossa Praça!
E, parece já estar em marcha, a fase de apropriação de território, quando nos é dado conhecer que instituições bancárias, de capitais públicos espanhóis, acenam aos "nuestros hermanos" com empréstimos de juros baixos, simbólicos, desde que o capital seja aplicado na compra de herdades no Alentejo ou terrenos da serra algarvia!
A pressão é ora mais avassaladora e não lhes estará a faltar o apoio e incentivo por parte dos nossos timoneiros. Como se o almejado controlo ainda não era total, o factor IVA vem-se encarregando do resto: as zonas raianas de Portugal, de há anos a esta parte, estão, economicamente, à mercê de Espanha. É lá que engordam a bolsa dos nossos vizinhos, na aquisição de produtos que, deliberadamente ou não, o nosso IVA encarece!
Diria que esta realidade até nem seria trágica se viesse a ser a saída da míngua a que o Povo Português vai sendo votado, mas sabemos que o não é nem será. Quanto muito, será um chorudo amealhar de capitais para meia dúzia de judas portugueses "espertalhões" que de tudo isto beneficiam com o bolo da traição.
Delirante a perspectiva a que acabei de tentar dar expressão? Será.....mas não mais que a aventada por um dos, no início do texto, aludidos intelectuais, o Nobel Saramago!
Alguma atenção e o futuro próximo se encarregarão de aclarar este meu ponto de vista. E, espero bem, ter lido mal os sinais!...
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Cumpre-se o fado......

terça-feira, 6 de novembro de 2007
O confronto
O debate na AR do Orçamento de Estado para 2008 inicia-se hoje.Para a maioria dos órgãos de comunicação social, nem é tanto a substância em discussão que, parece, importar. É-lhes, na óptica dos seus interesses, mais apetecível o enfoque na confronto Sócrates versus Santana!
Criam, perante os consumidores do mediático, o clima que antecede um clássico futebolístico, tipo Benfica-Sporting.
Quem ganha? Quem perde?
É o grande desafio nacional que jornais, rádios e televisões valorizam, como se as questões que importam ao comum do cidadão fosse saber qual dos garnisés vai ganhar a luta da capoeira!
Depois, como sempre se viu, mais do que nos darem a conhecer daquilo que realmente nos importa da discussão da matéria em debate, iremos ler e ouvir: Ganhou o Sócrates! Ganhou o Santana! Empataram!
E nós, cidadãos pagantes deste e doutros espectáculos, ficamos esclarecidos duma certeza, dum resultado imutável: Vamos continuar a PERDER!
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
DREN desafinada


sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Crime...digo eu!

E os anos foram passando, gastando-se lentamente pelas serras, pelos vales e, também, naquela avenida de betão alfacinha.Os velhotes do parque eram já outros: em cada Outono que surgia, o vento levava, por entre as folhas secas, mais uma das figuras do grupo crepuscular.
Outras amigas, mais novas, foram engrossando o caudal daquelas damas que desaguava, quase sempre, nas vistosas arcadas do "Taiti".
Mais meninos, outros meninos, continuavam a ser as fiéis sombras das mamãs nos Domingos de chá.
Os de outrora, já com pêlo na venta crescido, haviam-se libertado das asas galináceas das maezinhas.
Os maridos, aqueles, continuavam no cumprimento do seu "sagrado" dever. O Carlos Manuel até estava a fazer umas jogatanas!....

Era o Inverno de 1985. Foi numa fria manhã, mas sem chuva, que as sirenes irritantes de ambulâncias e Policia, agitaram as ruas da cidade. O Saldanha era um mar de gente buliçosa, que se apinhava à porta do Banco.
Pouco antes, um grupo de quatro embuçados, empunhando pistolas metralhadoras dos últimos modelos, haviam feito um "raid" ao Espírito Santo. O assalto, que em parte fora bem sucedido, apesar do roubo se cifrar em poucas centenas de contos, teve o negro saldo de duas vítimas roubadas à vida. Uma foi o caixa, que se recusara a satisfazer as exigências dos assaltantes. A outra foi o marginal que sobre ele disparara, duas vezes, sem piedade. A Policia, que entretanto acorrera, surpreendeu-o a sair do Banco, quando os comparsas se haviam já posto em fuga, recreando-se com mais uns tiros para a montra largo do estabelecimento.
Era um rapaz dos seus vinte e poucos anos, de forte compleição física, botas de tacão alto, com o cabelo negro caído, em desalinho, por sobre o pescoço ensanguentado. Era um desconhecido. Caíra, sob as balas dos agentes da ordem, na borda da sarjeta.
Quem seria?
Horas passadas, os investigadores apenas sabiam que a pesada pulseira de prata que trazia no pulso direito, tinha inscrito o nome "ANTÓNIO". No reverso, lia-se a dedicatória "MÃE AMÉLIA".
O corpo gelado do "pistoleiro" aguardava num dos bocados de frio mármore da Medicina Legal. Quem o iria reconhecer?
Noite alta, depois de várias centenas de pessoas terem desfilado pelo lúgubre corredor, chegou a vez de tão respeitáveis senhoras passarem os olhos curiosos pelos rostos do "ANTÓNIO". E foi reconhecido!
- É o meu Toninho! Que desgraça, meu Deus! Quem matou o meu rico filho?
- Menina Amélia, será possível? O Toninho um assaltante, um assassino? Que desgraça!.... e a trémula Cacilda recolheu nos braços o rosto amargurado da sua amiga.
- Cacilda - sussurrou em voz tíbia aquela sofrida senhora - o meu filho....que eu tão bem eduquei, a quem nunca recusei nada, a quem dava tudo, tudo o que me pedia, o meu filho....que podia ser um Homem!...
- Podia ser um Homem! - murmuravam chorosas as três senhoras, unidas naquela imensa dor.
Podia ser um Homem, o Toninho!
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Espanto!
A actual Ministra da Educação, em declarações públicas, reconheceu resultados positivos alcançados desde 2004 mercê do aumento de cursos profissionais e da Reforma do Ensino empreendida por David Justino.O que me espanta nem é tanto a eventual virtualidade das medidas do antigo ministro. Espanta-me, sim, é o facto duma ministra dum governo socialista vir a terreiro tecer loas ao desempenho dum seu antecessor doutro espectro político!
Espanta-me, sobretudo, pelo ineditismo do acto.
Num país em que, após a revolução, vamos assistindo, ciclicamente, os detentores do Poder alijarem a responsabilidade da falácia da sua governação nas medidas tomadas, nos diversos campos, pelos que os antecederam nos centros de decisão, as declarações da senhora ministra só podem mesmo causar espanto.
Numa retrospectiva breve, é fácil assumirmos que, mais do que governarem bem, as preocupações primeiras dos executivos, dos vários quadrantes, sem excepção, tem sido o, já mórbido, descartar o insucesso dos seus exercícios nos que antes passaram por São Bento.
Já provoca náuseas, por tão repetitivo este estratagema! E não devia ser assim! É uma regra miserável que só convence os incautos, os cidadãos menos avisados, que vão sendo administrados por forças partidárias de compadrios e caça-votos, na egoísta procura da satisfação das suas clientelas.
Não se pede que os sucessivos governos, os de ontem, de hoje e de amanhã, percam tempo com inócuos elogios aos que os antecederam, ou que se sintam, estrategicamente, obrigados a reconhecer-lhes os méritos como ora fez a Ministra da Educação. Pede-se, sim, é que governem bem e que, no fim de cada legislatura, nos apresentem resultados palpáveis e o rumo certo para um País que tem sido farto pasto da voracidade de grupos e lobbies. E que, sobretudo, não justifiquem os seus continuados falhanços com os hipotéticos erros de executivos passados, não poucas vezes, chegando ao ridículo de se desculparem com o negro fado dos tempos do homem de Santa Comba!
Só assim a classe política recuperará alguma credibilidade. Só assim um Povo pode confiar e votar, com alguma tranquilidade e sem a desconfiança generalizada, nos timoneiros que se vão perfilando, e falhando, na missão de levarem a bom porto esta velha barca que vai submergindo a custo, de naufrágio em naufrágio!
Mais do que partidos e de políticos comprometidos com clientelas, o que esperamos é gente capaz, competente e honesta, que saiba servir e não servir-se!
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Comedor de sardinhas.
O embaixador de Portugal na Ilha de Sua Majestade, António Santana Carlos, no exercício do seu indiscutível direito de opinião, havia condenado o comportamento dos pais da Maddy ao deixarem sós, no apartamento, os seus três filhos de tenra idade.segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Nacala
É mais uma das muitas histórias de amor de quem nasceu ou viveu em África.






